BFA AIMC BFA SB SB FIB BANCO BAI
Ter, 27 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Nem planos, nem balanço

Jornal OpaisPor Jornal Opais
6 de Dezembro, 2023
Em Opinião
0
Tempo de Leitura: 3 mins de leitura
Nem planos, nem balanço

O ano está no fim. Confesso que apanhou-me de surpresa. Sem me aperceber, passaram-se onze meses e, agora, restam apenas poucos dias para o fim de 2023.

Outrora, o final do ano era aguardado com ansiedade, contávamos os dias nos dedos, demorava a chegar, mas quando o fizesse, encontrava-nos prontos, com as casas enfeitadas, as ruas decoradas, os corações cheios de alegria e de esperança e o bloco de apontamentos na mão.

Era o tempo de balanços, de contarmos os deveres e os haveres, de pegar na nossa lista de planos feita no ano anterior e de ir riscando, com satisfação, todos os projectos que foram concretizados e traçar novos planos para o novo ano.

Mas isso era antes. Para 2023, o melhor é nem fazer balanços. Esse ano mais se pareceu a uma peça de teatro em que os actores não ensaiaram e tentaram fazer tudo de improviso. Correunos quase tudo mal.

Os azares sucederam-se, os preços subiram, o Kwanza perdeu valor, ficamos todos mais pobres, o emprego não apareceu, os engarrafamentos aumentaram, o transporte público ficou mais difícil.

Para piorar, Novembro e Abril trocaram os cintos, e a chuva “só mesmo de água” caiu em quase todo o país e durante quase todos os dias do mês, alagandonos os bairros, inundando-nos as casas e tornando intransitáveis até aquelas ruas e avenidas que eram consideradas as melhores da província.

Como maus actores, esquecemonos das nossas falas e das nossas acções. Ninguém sabe bem o que fazer para impedir essas inundações que, volta e meia, batem a nossa porta e já nem sequer sabemos o que dizer, ou como pedir e, por isso, vamos sofrendo calados, acalentados pela esperança de que cada chuva seja, finalmente, aquela chuva bendita de comida e de kupapatas como cantou o agora famoso Rap Gang.

As malambas aceleraram o desejo de muitos de emigrar.

Perdi a conta dos amigos de quem me despedi, daqueles de quem nem tive tempo de me despedir e dos tantos que estão na calha, em surdina, preparando-se para também partir.

Dizem todos padecer do mesmo mal: essa sensação de impotência diante de problemas que se amontoam e perpetuam e dessa sensação de desespero, dessa falta de fé, de esperança. Canso-me da quantidade de vezes que me perguntam se vou emigrar.

Emigrar exige planificar e eu já não planifico. Sofro de medo só de pensar na quantidade de planos e sonhos que vou adiando consecutivamente, ano após ano. Pareceme que há no cosmos algum tipo de força que zomba conosco.

Que cada vez que vamos crescendo, melhorando pelo menos um pouco, acreditando que chegou a nossa vez de estarmos no topo do mundo, surge uma crise que ninguém sabe de onde vem, nem até onde vai, sempre regada com escassez de divisas, com inflação altíssima, com um trânsito caótico, e com chuva.

Portanto, sei que se começar a planear até mesmo uma simples viagem, os passaportes vão ficar mais difíceis, os vistos ficarão impossíveis, os preços dos bilhetes de passagem vão disparar, até o dinheiro nos ATMs vai desaparecer. Está cada vez mais difícil planear e alcançar os objectivos.

Devem contar-se pelos dedos de uma mão as pessoas que conseguiram alcançar os objectivos traçados na virada do ano. Ficou tudo por fazer. A maior parte de nós cumpriu apenas o objectivo mínimo: manter-se vivo. Outros tantos, infelizmente, nem isso. Por isso, não faço balanços para este ano, nem traço planos para o próximo.

Deixo nas mãos do acaso o que tiver de vir. Espero que me surpreenda e, desta vez, para variar, espero que seja pela positiva.

Se alguma coisa tiver de acontecer, espero que sejam preços mais baixos, um pouco de mais de emprego, um trânsito mais fluído, e que as chuvas não nos estraguem as casas e os bairros.

É o que espero, mas não é um plano, e se nada disto se concretizar no ano que vem, se chegarmos ao final do ano com vida, já será motivo suficiente para celebração.

 

Por: SÉRGIO FERNANDES

Escritor

Relacionados - Artigos

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Melão de ouro e outros contos

27 de Outubro, 2026
Pontes que unem: o contributo da Ucrânia para a missão de manutenção da paz da ONU – uma história partilhada de compromisso com a paz e de solidariedade entre a Ucrânia e Angola

Pontes que unem: o contributo da Ucrânia para a missão de manutenção da paz da ONU – uma história partilhada de compromisso com a paz e de solidariedade entre a Ucrânia e Angola

26 de Outubro, 2026
Entre professores e alunas: quem mais pratica o assédio sexual nas escolas? A realidade nua e crua no contexto angolano

Memórias do cativeiro I (1992): a marcha pela sobrevivência e a queda da cidade do Uíge

26 de Outubro, 2026
A normalização das roupas indecentes nas instituições privadas: o que é mais importante, a propina do aluno ou a preservação da moral? — quando a escola é apenas um depósito bancário

A normalização das roupas indecentes nas instituições privadas: o que é mais importante, a propina do aluno ou a preservação da moral? — quando a escola é apenas um depósito bancário

26 de Outubro, 2026
PONTUAL: Pergaminhos da fama

A pressa pode custar uma vida

26 de Outubro, 2026
A linguagem universal do futebol

Duas finais consecutivas, um sonho por cumprir

23 de Outubro, 2026
Carregar Mais

Maís Populares

  • GPL disponibiliza resultados definitivos do concurso público do regime geral e especial

    GPL disponibiliza resultados definitivos do concurso público do regime geral e especial

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Mais de 92 mil candidatos obtêm nota positiva no concurso público da Saúde

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Trade Business Corporation promove primeiro Fórum Anual do Empreendedorismo, Inovação e Desenvolvimento

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • MINSA anuncia hoje resultados provisórios do concurso público

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Presidente da República visita exposição de arte na 4.ª edição da Bienal de Luanda

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Artigos

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Melão de ouro e outros contos

Por Dani Costa
27 de Outubro, 2026

...

Pontes que unem: o contributo da Ucrânia para a missão de manutenção da paz da ONU – uma história partilhada de compromisso com a paz e de solidariedade entre a Ucrânia e Angola

Pontes que unem: o contributo da Ucrânia para a missão de manutenção da paz da ONU – uma história partilhada de compromisso com a paz e de solidariedade entre a Ucrânia e Angola

Por Jornal OPaís
26 de Outubro, 2026

...

Entre professores e alunas: quem mais pratica o assédio sexual nas escolas? A realidade nua e crua no contexto angolano

Memórias do cativeiro I (1992): a marcha pela sobrevivência e a queda da cidade do Uíge

Por Jornal OPaís
26 de Outubro, 2026

...

A normalização das roupas indecentes nas instituições privadas: o que é mais importante, a propina do aluno ou a preservação da moral? — quando a escola é apenas um depósito bancário

A normalização das roupas indecentes nas instituições privadas: o que é mais importante, a propina do aluno ou a preservação da moral? — quando a escola é apenas um depósito bancário

Por Jornal OPaís
26 de Outubro, 2026

...

PONTUAL: Pergaminhos da fama

A pressa pode custar uma vida

Por Jorge Fernandes
26 de Outubro, 2026

...

A linguagem universal do futebol

Duas finais consecutivas, um sonho por cumprir

Por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

Carregar Mais
Artigo Seguinte
Crenças e criações realçadas  no livro “A arte rupestre em Angola” de Manuel Gutierrez

Crenças e criações realçadas no livro “A arte rupestre em Angola” de Manuel Gutierrez

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Bem-vindo de Volta!

Entre para a sua conta abaixo

Esqueceu a Palavra-passe?

Recuperar palavra-passe

Por favor, insira o seu nome de utilizador ou endereço de correio-electrónico para reposição da sua palavra-passe.

Entrar
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.