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Mangas de 10 e a (des)autoridade paternal

Jornal Opais por Jornal Opais
8 de Fevereiro, 2024
Em Opinião

Ao passear pelas ruas da cidade de Luanda, em qualquer bar, barraca ou casa nocturna, é visível a quantidade de donzelas, meninas e jovens do sexo feminino que deambulam em situação de total vulnerabilidade, muitas vezes, a consumirem grandes quantidades de bebida alcoólica, desafiando, inclusive, experientes consumidores de barba rija.

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Hoje, meninas de 12, 14 ou 16 aninhos, infelizmente, já têm longos quilómetros de estrada, superando, muitas vezes, verdadeiras profissionais do prazer.

Elas apresentam-se com o corpo semidesnudo, despudoradas, demonstrando disponibilidade total para prestarem serviços carnais, em troca de chavos ou a troco de nada.

Catorzinhas ou mangas de 10, como são vulgarmente denominadas, fazem furor nas noites de Luanda. Culpa-se a fome, a miséria ou a falta de orientação, todavia, muitas delas não são levadas a tais locais pela carência, mas, sim, pelo vício, pela necessidade de satisfação de superficialidades dos tempos actuais, como o telemóvel da moda, a peruca ou as unhas postiças de gel ou acrílicas, associada à desautoridade parental, que se observa amiúde nos dias que correm, tomando o lugar da autoridade paternal, a qual está cada vez mais fragilizada e quase extinta, mormente a autoridade do pai.

Algumas meninas, de colégios caros, de boas universidades, integradas em famílias de classe média e alta, que vivem em centralidades, condomínios privados e até têm direito a viagens periódicas, não dispensam uma orgia ou um mergulho no pecado da promiscuidade.

Ao conversar com algumas dessas meninas, um factor comum é facilmente identificado: a ausência total ou parcial do pai dentro de casa.

Umas porque vieram de outras províncias e estão à sua sorte, em casas de tias que pouca atenção dispensam a elas; outras porque são órfãs e vivem à deriva; algumas porque têm os pais separados. Há, no entanto, raparigas que, apesar de viverem com os pais, não têm a orientação de um pai, por este ser uma figura completamente ausente, permitindo que as mesmas vivam sem qualquer autoridade paternal.

É a si, pai ausente, que esta reflexão se dirige. A si, que tem mais de uma família; a si, que não para em casa por motivos diversos; a si, que tem abdicado do papel de pai e tem-se esquecido das suas responsabilidades no interior do seu lar; a si, que é um pai incompetente.

É a si, pai ausente — que perdeu plenamente a autoridade paternal ou, erradamente, a delega a terceiros —, que esta reflexão se dirige. A autoridade paternal ninguém compensa, é suprema e insubstituível.

Um pai é um soberano, cuja autoridade é única e inigualável. A sua presença deve impor um respeito ímpar, que afugente larápios, sobretudo, de inocência de mocinhas na fase da pré-adolescência e adolescência.

Um pai presente é um guardião fiel do seu lar e das suas filhas, protegendo a sua honra e dignidade a todo o custo, sem medir esforços e sem olhar a meios.

O pai presente protege o seu rebanho dos males e perigos da vida, dos maus caminhos, dos vícios e de marmanjos que pretendem esfregar-se em corpos ainda imaculados de donzelas.

O pai ausente, pelo contrário, expõe o seu rebanho ao matadouro, deixando-o vulnerável a intrujões que ficam à espreita, à espera de uma oportunidade para se apoderarem do mais precioso de uma família: seus filhos e sua honra.

O pai presente tem o direito de estabelecer regras e de se fazer obedecer, de impor limites e de definir metas para as filhas enquanto menores ou enquanto viverem em sua casa. Cabe ao pai presente, que possui tal autoridade, impor as regras e tudo fazer para que não sejam negligenciadas.

O pai que negligencia a autoridade paternal dá azo à falta de respeito, anarquia, desordem e à possibilidade de a filha se tornar numa “manga de 10 descartável”, ou, dito de outro modo, numa “catorzinha” de qualquer papoite desmiolado e sem juízo.

Um pai honrado não deve permitir que uma filha saia quase nua de casa; rachas e decotes exagerados; que traga presentes caríssimos, como o último iPhone ou joias de proveniência desconhecida; que passe longas horas fora de casa, se embriague, fume ou passe a noite na casa de amigos desconhecidos.

O pai tem de ser presente, zeloso e nunca abdicar do seu lar a favor do copo com os amigos, da bebedeira descontrolada, da promiscuidade, dos vícios, das barracas e barracões da desbunda, das sentadas intermináveis e destrutivas.

O pai presente, mesmo pobre, não permite que uma filha menor se torne um petisco pornográfico de tinhosos carnívoros que estão sempre à socapa, à espera do momento certo. A palavra pai é tão forte, que, por si só, limita o intrujão.

Quem nunca tremeu ao ouvir a frase “o pai dela está em casa”? E o pretendente é obrigado a pensar duas ou três vezes antes de ir bater à porta da menina.

Não importa quem seja o pai dela, alto, baixo, magro, caenche ou caniche, se o pai dela estiver em casa, qualquer um vai tremer.

A adolescente não deve sair, sem controlo, de casa à noite, para vadiar ou promiscuir, a presença do pai tem de constituir um empecilho, obrigando a menina a pensar duas vezes sobre a sua intenção.

Um pai ausente fragiliza o lar e torna presas fáceis as meninas de casa. Os salteadores fazem a festa e querem abusar da ausência do pai. Sem desprimor para a importância e empenho da mãe, mas a autoridade do pai é insubstituível e imprescindível.

O pai fala com um simples olhar, uma olhada silenciosa, bem dada, tem de pôr a filha em pânico e fazê-la correr dispersa para rectificar o erro cometido ou desculparse.

O pai deve ser capaz de fazer a filha repensar o mau comportamento sem abrir a boca. Pai, não troque o seu lar pelo bar ou pelas sentadas com amigos, a sua presença é um escudo protector da sua casa, proteja-a com a sua vida. Você é o primeiro guardião, o dissuasor primordial, a primeira defesa, bem como a primeira linha de ataque.

É responsabilidade sua, não apenas gerar, mas educar, cuidar, proteger, ensinar os limites da vida, transmitir valores éticos, morais e religiosos, que constituirão os alicerces seguros e fortes da personalidade das suas filhas, permitindo que elas sejam pessoas preparadas para enfrentar os desafios da vida.

O pai é o cabeça da família, o provedor das necessidades básicas e legítimas, que garante não apenas o material, mas também a protecção e o respeito que a família merece. O pai deve impor e manter a ordem e a disciplina, deve estabelecer limites e ensinar os valores da vida.

Não é admissível um pai não ter a password do telemóvel ou do computador da filha menor, não fiscalizar a mochila da escola e seus pertences, não conhecer as amiguinhas. Um pai não deve permitir que as filhas entrem e saiam à hora que bem-querem, andem à deriva, sem regras e sem limites.

Pai, seja presente, exigente, rigoroso e disciplinador, monitore o uso da internet e das redes sociais, fiscalize o WhatsApp e as mensagens, imponha limites de utilização e horários: hora de estudar, hora de arrumar a casa, hora de ajudar nos afazeres domésticos e hora para descansar.

Não seja permissivo e cego aos indícios suscetíveis de levar a sua filha menor a errar ou a cair nos precipícios da vida sem retorno.

Pai que prefere estar na bebedeira ao invés de cuidar dos seus estará condenado a ver os seus filhos perdidos no mar da desilusão. E tu, estimado leitor, és um pai presente ou ausente?

 

Por: Osvaldo Fuakatinua

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