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Luanda, capital de dois continentes: a responsabilidade de um encontro histórico

Jornal OPaís por Jornal OPaís
24 de Novembro, 2025
Em Opinião

A partir de hoje, 24 de Novembro de 2025, Luanda torna-se, simbolicamente, a capital de dois blocos continentais, ao acolher a 7 cimeira. Refiro-me, concretamente, à União Africana e União Europeia. Este acontecimento ultrapassa o formalismo institucional e representa uma afirmação clara do papel estratégico de Angola no panorama internacional e, por conseguinte, projecta o país como ponte diplomática entre África e Europa.

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A reunião de Chefes de Estado e de Governo confirma o reconhecimento crescente da estabilidade política angolana e ressalta a sua capacidade de diálogo multilateral. A presidência rotativa de Angola na União Africana reforça, ainda mais, esta centralidade, conferindo ao país a oportunidade de orientar debates sobre paz, segurança, desenvolvimento económico, transição energética, mobilidade e cooperação estratégica.

Acredito – e como tem sido em encontros anteriores – que a cimeira vai ser acompanhada de fóruns paralelos, como, por exemplo, o da juventude, sociedade civil e sector privado, essenciais para garantir que as decisões políticas não fiquem confinadas aos círculos diplomáticos, mas incluam as aspirações dos cidadãos, empreendedores e jovens líderes.

Este carácter inclusivo confere consistência ao tema escolhido para esta cimeira: “Promover a paz e a prosperidade através de um multilateralismo eficaz.” Neste contexto, é impossível ignorar o papel estratégico de Angola no panorama geoeconómico do mundo, principalmente com o grande alavancar que o Corredor do Lobito, uma das infraestruturas mais prometedoras do continente africano, irá exercer na interligação e trocas comerciais, ligando o Porto do Lobito ao coração mineiro da África Central.

O corredor ferroviário transforma Angola numa plataforma logística crucial para o escoamento de minerais críticos, como o cobre e o cobalto, essenciais para a transição energética mundial.

Esta rota atlântica, mais rápida e eficiente do que as alternativas históricas, reposiciona Angola como eixo do comércio transcontinental, reduzindo tempos de transporte, diversificando mercados e atraindo investimento estrangeiro em sectores como a energia, logística, agricultura e indústria transformadora. Mas, o impacto geoestratégico de Angola não se esgota por aí.

Na Região dos Grandes Lagos, Angola tem desempenhado um papel diplomático fundamental como mediadora de conflitos, promotora de estabilidade e impulsionadora de diálogo entre países vizinhos marcados por tensões políticas e disputas fronteiriças.

A diplomacia angolana tem sido decisiva em processos de cessar-fogo, negociações de paz e monitorização de acordos, contribuindo, de modo geral, para reforçar a segurança regional e, consequentemente, para a segurança de todo o continente.

Para além disso, Angola tem conquistado espaço no cenário mundial. A sua crescente influência energética – tanto no petróleo quanto no gás natural e a aposta firme em energias renováveis – tornam o país um actor relevante na transição energética global. A sua posição estratégica no Atlântico Sul reforça ainda o papel do país na articulação de corredores marítimos e na cooperação transatlântica.

Está cimeira fez-me recuar no tempo da academia e recordar, neste contexto, as palavras do meu professor de Direito da Integração Regional, o Dr. Ermelindo Eduardo, no IGS – Huíla, que sempre sublinhou que os blocos regionais são motores de desenvolvimento económico e social. Hoje, ao ver Angola sentar-se no centro de uma cimeira entre dois continentes, entendo ainda mais profundamente o alcance dessa lição: Quando África e Europa convergem em Luanda, não se trata apenas de diplomacia. Trata-se, sim, senhor, de futuro, de desenvolvimento e de visão estratégica. Angola enfrenta, naturalmente, desafios.

A visibilidade internacional deve ser acompanhada de execução interna eficaz, estabilidade institucional e políticas públicas consistentes. Porém, a oportunidade é única: transformar prestígio diplomático em investimento, infraestruturas modernas, diversificação económica e maior bem-estar para os cidadãos.

Hoje, Luanda não é apenas a capital de Angola. É a capital do diálogo entre continentes, a capital de uma esperança renovada na cooperação internacional e a capital de uma visão partilhada de futuro. Este encontro ficará na história e cabe-nos garantir que não fique apenas na memória, mas também nos resultados.

Por: Jurista IAnalista Político e Social

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