EMPEMA-ENSA BANCO BAI SOCIJORNAL SOCIJORNAL
OPaís
Ouça Rádio+
Sáb, 13 Jun 2026
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Interpretação da interpretação – “Os Funerais de Manguituka, o Terrível Bandido e Outros Mambos” de Albino Carlos I

Jornal Opais por Jornal Opais
12 de Fevereiro, 2025
Em Opinião

Aludimos, inicialmente, que a abordagem a que nos propusemos interpretação da interpretação à luz da titulogia, os Funerais de Manguituka, o Terrível Bandido e Outros Mambos de Albino Carlos, fundamentase sob as lentes da Teoria de Efeito de Wolfgang, intelectual alemão, que sublinha de forma valorativa a relação intencional entre o texto, neste caso, o título que é o nosso objecto de leitura reconstrutiva, e o leitor cognitivo.

Poderão também interessar-lhe...

É de hoje… O ‘fim’ dos laranjas

É de hoje… Não à síndrome de Estocolmo

É de hoje… Angola pisca os olhos à Sérvia

Assim, adendamos ao postulado de Wolfgang à unidade funcionalista para aferição da interpretação da interpretação, que é o nosso escopo, tendo em conta a elasticidade semântica do signo linguístico.

A interpretação da interpretação abre acepções às possibilidades de reconstruções da narrativa na perspectiva vinculativa ao enredo, ao enlace e ao desenlace sob o prisma da relação tridimensional, pois, entre a obra, o narrador e o leitor cognitivo tendo em vista aos diferentes espaços imaginários entre a realidade e a ficção.

Assim, o título da obra em leitura, sucinta uma série de retóricas existenciais que levantam suspeições sobre o modus operandi que se sustentam a partir do vasto tecido sociocultural, político, económico, que perfazem a realidade angolana.

Ademais, pela forma como decorrem, quando se fala em funerais no tecido angolano, a partir de uma leitura semântica, percebe-se que há uma sensação de insegurança pública e que por via dos canais de divulgação há criação de espaços que esqueletizam a problematização da sociedade angolana.

Daí que, sustenta Kant cit. por Vinícius de Figueiredo “que o conhecimento [ideal, real, objectivo, subjectivo] resulta de uma actividade do entendimento sobre [o título na sua bidimensionalidade: realidade e arte] os fenómenos dados à nossa intuição” (2010, p.35). O título, Os Funerais de Manguituka, o Terrível Bandido e Outros Mambos de Albino Carlos, é uma fotografia metafórica que parte da esquematização da realidade angolana.

Entendemos em nossa leitura titulogica, a nossa pretensão funda-se sob as lentes construtivista que se postula como interpretação da interpretação entre o título e as expectativas do leitor cognitivo, pois, a sua possibilidade de reconstrução interpretativa, que se apresenta como corpus lexical atrelado à teoria da literatura, aos estudos literários, à linguística, à psicologia, à sociologia da linguagem para melhor articulação do nosso entendimento.

A partir do nosso objecto de leitura, Os Funerais de Manguituka, o Terrível Bandido e Outros Mambos de Albino Carlos, apresenta à luz da teoria titulogica títulos que se correlacionam ao vasto tecido social angolano, por exemplo, Maldito Telemóvel, objecto que tem sido motivo de vários traumas e dramas nos diferentes segmentos sociais.

Assim, a interpretação da interpretação consubstancia-se também à inversão interpretativa, a recriação do enredo e suas a nuances. O leitor cognitivo, na óptica da interpretação da interpretação, é o sujeito que reconstrói a narrativa em função do seu cosmo, suas experiências, suas leituras hermenêuticas.

A leitura titulogica da obra literária, de género narrativo, Os Funerais de Manguituka, o Terrível Bandido e Outros Mambos, de Albino Carlos, subscreve-se à necessidade fundamentalista da coabitação da cultura de referência e de pertença da obra.

Isto, nesta perspectiva, a obra é do leitor que se predispõe a redescoberta de tecidos, de aspectos, de valores, que, possivelmente, tenham escapado ao narrador ou ainda ao prefaciador.

É a possibilidade da mobilidade criativa: a obra quando publicada pertence explicitamente ao leitor cognitivo Num breve dispositivo bibliográfico, Albino Carlos, escritor angolano, é prémio António Jacinto, 2006, com a obra Olhar de Lua Cheia; prémio Nacional de Literatura, em 2014, com obra Issunje; vencedor dos Globos de Ouro Angola, em 2019, com a obra Caça às Bruxas.

Quanto às ligações institucionais de fórum académico e cultural, é membro da União dos Escritores Angolanos, da Academia Angolana de Letras e da União dos Jornalistas de Angola.

 

Por: HAMILTON ARTES

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

É de hoje… O ‘fim’ dos laranjas

por Dani Costa
12 de Junho, 2026

Conhecido político angolano disse, certa vez, que no nosso país havia a percepção de que a esquerda construía e, do...

Ler maisDetails

É de hoje… Não à síndrome de Estocolmo

por Jornal OPaís
11 de Junho, 2026

Uma das revelações mais aborrecidas que tive em mãos foi um relatório da Universidade Católica, realizado por investigadores reputados, há...

Ler maisDetails

É de hoje… Angola pisca os olhos à Sérvia

por Dani Costa
10 de Junho, 2026

Quem acompanhou o discurso da tomada de posse do Presidente João Lourenço, em 2017, em plena Praça da República, lembrar-se-á...

Ler maisDetails

Quando os sistemas falam entre si, o doente chega mais depressa ao lugar certo

por Jornal OPaís
9 de Junho, 2026

“Quando os sistemas se comunicam e estão integradgos, o doente não se perder no processo e chega mais depressa ao...

Ler maisDetails

Academia BAI e Porto Business School formalizam parceria para acelerar a formação de líderes em Angola

12 de Junho, 2026

Angola e China intensificam relações diplomáticas e de cooperação

12 de Junho, 2026

PGR assina novo acordo para a modernização da Associação Mutualista

12 de Junho, 2026

Gasóleo sobe para 420 kwanzas a partir deste sábado

12 de Junho, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.