OPaís
Ouça Rádio+
Sáb, 14 Mar 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Gestão da ENDE: Um abismo de ineficiência

Jornal OPaís por Jornal OPaís
13 de Fevereiro, 2026
Em Opinião

Cada apagão na ENDE não é mero acidente, mas sintoma de uma gestão estatal cronicamente ineficiente, com prejuízos de centenas de milhões de kwanzas anuais por vandalismo, dívidas de clientes (328 mil milhões em 2024) e perdas operacionais acima de 30% em províncias como Luanda e Benguela.

Poderão também interessar-lhe...

Quando o desporto se torna diplomacia

A defesa nacional na era dos drones e da guerra tecnológica

Quando o dérbi fala à nossa memória

O monopólio estatal sufoca inovação: sem concorrência, a ENDE prioriza burocracia sobre expansão, deixando +60% da população sem acesso fiável, enquanto o potencial hidroeléctrico e solar de Angola (9.000 MW até 2027) permanece ocioso. Ler isto deve chocar: estamos desperdiçando o nosso maior trunfo económico num modelo obsoleto que drena recursos públicos sem retorno.

Concursos provinciais: A virada urgente Virar a página significa lançar concursos públicos provinciais para empresas nacionais e internacionais para concessão de distribuição e comercialização eléctrica, transferindo activos da ENDE (redes, contadores, cobrança) a operadores privados qualificados – como já planeado para 2026 e iniciado em Cabinda via PPPs com o Banco Mundial.

Cada província geriria seu lote: Luanda atrai gigantes globais para mega-redes; Cuando-Cubango foca mini-redes solares off-grid. Isso acelera ligações novas (meta: 80% cobertura até 2030), reduz avarias via piquetes ágeis e integra tecnologias como smart grids e baterias para estabilidade 24/7. Imagine: bairros como Viana iluminados em meses, não décadas, um impacto visceral que transfor- ma vidas e catapulta produtividade local.

Energia eléctrica: Chave para alavancar a economia

Energia eléctrica deve ser tratada como urgência nacional, pois cada kWh acessível multiplica o PIB em 1,5-2% via indústria, agricultura mecanizada e serviços digitais, sectores que representam 70% do crescimento em economias emergentes. Com concorrência provincial, atraímos FDI para 500 MW solares (como Quipungo com Masdar) e eólicos (Tombua, 100 MW), diver- sificando da dependência petrolifera (ainda 90% exportações) para renováveis (meta: 72% matriz em 2027). Detalhe brutal: sem isso, perdemos exportações regionais para Namíbia e RDC, estimadas em bilhões; com gestão privada, cria- mos 100 mil empregos directos em construção/manutenção, elevando poder de compra e reduzindo po- breza em 20% nos próximos 5 anos. Energia não é luxo, é o combustível do nosso renascimento económico.

Novas fontes e tecnologias: Potência disruptiva

Abraçar novas fontes solar fotovoltaico (potencial 7 kWh/m²/dia), e ólica no litoral e hidrogénio verde via Laúca/Queen com tecnologias como IoT para monitoramento remoto e storage de lítio para picos, garante energia “potente e bem gerida”. Privados injectam expertise: redução de perdas de 30% para 10%, tarifas competitivas (ajustar de actuais não-atractivos) e integração regional via SAPP. Impacto: indústrias electro-intensivas (alumínio, fertilizantes) florescem, gerando clusters provinciais que elevam exportações não-óleo em 50% até 2030. Ignorar isso condena gerações à estagnação; adoptar liberta um boom sustentável.

Conselhos ao Executivo: Atrair investidores já

Priorizem garantias contratuais de 20-25 anos com hedge cambial e tarifas indexadas ao USD para mitigar riscos, como no modelo Masdar. Crie fundo soberano energético (via receitas petróleo) para matching FDI 1:3 (Investimento Estrangeiro Directo), simplifique vistos para techs via one-stop-shop no AIPEX e audite ENDE publicamente para credibilidade. Negociem PPAs (Power Purchase Agreements, ou Contratos de Compra de Energia) regionais com DRC/ Zâmbia para receitas extras. Foque PPPs (Parcerias Público-Privadas) provinciais: priorize Moxico para hidroeléctricas, Namibe para solar. Resultado: 5 bi USD em investimentos até 2028, 300 mil empregos e qualidade de vida via electrificação universal, mas actuem agora, ou o abismo engole Angola.

POR: DIOGENES LENGA

Jornal OPaís

Jornal OPaís

Recomendado Para Si

Quando o desporto se torna diplomacia

por Jornal OPaís
13 de Março, 2026

Durante muito tempo, o desporto foi visto ape nas como competição, entretenimento ou orgulho nacional. No entanto, no mundo contemporâneo,...

Ler maisDetails

A defesa nacional na era dos drones e da guerra tecnológica

por Jornal OPaís
13 de Março, 2026

O que os novos conflitos internacionais nos dizem sobre os desafios da segurança estratégica de Angola? Num mundo marcado por...

Ler maisDetails

Quando o dérbi fala à nossa memória

por Jornal OPaís
13 de Março, 2026

O futebol é vivido com paixão em Angola, tal como em qual quer canto do planeta onde uma bola rola...

Ler maisDetails

Basílica Clube Desportivo do Sequele desperta interesse de “gigante” do futebol francês

por Jornal OPaís
13 de Março, 2026

Fundada em 2014, a Basílica Clube Desportivo do Sequele nasceu de uma iniciativa comunitária entre moradores da Centralidade do Sequele,...

Ler maisDetails
DR

Municípios do Sumbe, Porto Amboim e Gangula vão ficar seis horas sem energia eléctrica devido à obras de manutenção

13 de Março, 2026

‎SIC entrega viaturas recuperadas de antigos gestores públicos do Governo Provincial do Bengo

13 de Março, 2026

‎Apreendidas mais de sete mil toneladas de peixe durante operação nas províncias de Luanda e Bengo

13 de Março, 2026

Crescimento da indústria transformadora com impacto directo no sector não petrolífero

13 de Março, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.