OPaís
Ouça Rádio+
Qua, 7 Jan 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Era uma vez, África

Jornal Opais por Jornal Opais
11 de Julho, 2024
Em Opinião

No século XV, quando os primeiros marinheiros e comerciantes portugueses, holandeses, ingleses franceses dinamarqueses, etc. Começaram a estabelecer feitorias na Costa Oriental da África ou tentar penetrar no interior das terras, utilizando alguns dos grandes rios, a organização política dos Estados africanos era igual, e às vezes superior à de muitos estados europeus.

Poderão também interessar-lhe...

Nem todos vão perceber o teu processo

Tudo é temporário na ordem internacional

Carta do leitor: Alves Simões não larga Patrice Beaumelle

Muitas monarquias no continente já eram constituicionais e tinham conselhos de povo, onde estavam representadas as diferentes camadas sociais e onde os soberanos dificilmente podiam ser déspotas com poderes ilimitados.

Mesmos sem serem investidos directamente pelo povo, eram obrigados a servir estes com uma certa abnegação na observância das regras e normas tradicionais de conduta e de gestão.

A ordem social e o equilíbrio moral, satisfatórios, encontrava as suas raízes numa tolerância religiosa que os autores árabes – do séc. IX ao séc. XVII – ainda cantavam.

A qualidade moral a saúde e a força física do soberanos eram indispensáveis porque a situação do e no reino delas dependia. Deste modo, um reino saudável podia também ser visto através de um soberano forte e saudável, física e moralmente. Assim, era uma grande honra para muitos desses soberanos sentir e ver a satisfação pela sua governação.

De lembrar também que estes soberanos eram detentores tanto do poder político como religioso. Além disso, os mítos fundadores atribuem aos primeiros ocupantes da terra ou do solo o direito de se considerarem “representantes eternos” das divindades tutelares à quem pertencem de facto as terras.

Á esse título eles tinham o dever sagrado de repartir este património (as terras) entre os pequenos núcleos da comunidade, isto é, as famílias que encontram assim a única fonte de sobrevivência (a agricultura).

Neste processo, era destacados o papel dos patriarcas (chefe das famílias) que aprecereciam como chefe político e espiritual e consideravam os antepassados como associados as divindades, podendo ser mencionados durante as cerimónias de culto e venerações.

Enfim, com a colonização vieram as proibições às constumeiras manifestações culturais, as restrinções ao uso das línguas locais, consideradas as pessoas com menos teor de melalina na pel (brancos) como superores ao de mais teor (negros), comucumitantemente surgiram as vestimentas que pouco ou nada se adaptam a realidade do africano camponés nem ao seu clima tropical.

Surgiram os trabalhos forçados e as restrições nas músicas e artes antes predominantes. Com as independências, as novas entidades políticas africanas receberam em herança uma dupla situação que tentaram consegnar nas suas constituições, nomeadamente os vestígios da antiga estrutura social e política e os elementos provenientes das sucessivas recomendações efectuadas pela colonização.

Somam-se a realidade do domínio do território, que incompreensivelmente passaram a ser consideradas como propriedade do Estado (dentro de um espaço com um histórico de agricultura), as línguas oficais que recordam mais a continuação da escravatura do que o alcanse das independências, as manifestações culturais ocidetais consideradas puras e nobres diante das natas consideradas rudes e rosseiras, o sistema económico (capitalismo) que pouco ou nada reflete as particularidades do continente e mais serve para tornar ricos os políticos por eles manipulados, etc.

Enfim, a antiga África é apenas contada nos dedos como quem conta os números e cantada em cânticos como quem sonha acordado. Nestes e em outros espaços em que se possam recordar, as realidades da nossa antiga África ecoa pelos lábios por meio de som que se exprime: Era Uma Vez, África.

 

Por: Sampaio Herculano

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

Nem todos vão perceber o teu processo

por Jornal OPaís
7 de Janeiro, 2026

Ao longo da vida, vamos passando por fases. E quase sempre, quando damos um passo em frente, algo à nossa...

Ler maisDetails

Tudo é temporário na ordem internacional

por Jornal OPaís
7 de Janeiro, 2026

Tudo, neste planeta, é temporário; aquilo que se acumula irá terminar, tarde ou cedo, é uma questão de tempo. A...

Ler maisDetails

Carta do leitor: Alves Simões não larga Patrice Beaumelle

por Jornal OPaís
7 de Janeiro, 2026

Saudações, caro coordenador do jornal OPAÍS! É com enorme satisfação que volto a escrever para este espaço que dá aos...

Ler maisDetails

É de hoje…Fracasso de Alves Simões

por Jornal OPaís
7 de Janeiro, 2026

Quase uma semana depois de terem regressado da fracassada missão que foi o Campeonato Africano das Nações (CAN) 2025, a...

Ler maisDetails

Reunião multissectorial analisa incêndios registados no Parque Nacional da Quiçama

7 de Janeiro, 2026

Mais de 200 profissionais participam na formação pós-graduada em Bioquímica Clínica no Cunene

7 de Janeiro, 2026

Polícia Nacional apresenta cidadãos implicados em vandalismo de bens públicos na linha férrea

7 de Janeiro, 2026

UNITA entrega processos do XIV Congresso ao Tribunal Constitucional

7 de Janeiro, 2026
OPais-logo-empty-white

Para Sí

  • Medianova
  • Rádiomais
  • OPaís
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos

Radiomais Luanda

99.1 FM Emissão online

Radiomais Benguela

96.3 FM Emissão online

Radiomais Luanda

89.9 FM Emissão online

Direitos Reservados Socijornal© 2026

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.