OPaís
Ouça Rádio+
Qui, 5 Mar 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Era uma vez, África

Jornal Opais por Jornal Opais
11 de Julho, 2024
Em Opinião

No século XV, quando os primeiros marinheiros e comerciantes portugueses, holandeses, ingleses franceses dinamarqueses, etc. Começaram a estabelecer feitorias na Costa Oriental da África ou tentar penetrar no interior das terras, utilizando alguns dos grandes rios, a organização política dos Estados africanos era igual, e às vezes superior à de muitos estados europeus.

Poderão também interessar-lhe...

CARTA DO LEITOR: “Congolenses” é a clínica dos telemóveis

É de hoje… Repatriamento de capitais e a dupla nacionalidade

Tribunal Africano

Muitas monarquias no continente já eram constituicionais e tinham conselhos de povo, onde estavam representadas as diferentes camadas sociais e onde os soberanos dificilmente podiam ser déspotas com poderes ilimitados.

Mesmos sem serem investidos directamente pelo povo, eram obrigados a servir estes com uma certa abnegação na observância das regras e normas tradicionais de conduta e de gestão.

A ordem social e o equilíbrio moral, satisfatórios, encontrava as suas raízes numa tolerância religiosa que os autores árabes – do séc. IX ao séc. XVII – ainda cantavam.

A qualidade moral a saúde e a força física do soberanos eram indispensáveis porque a situação do e no reino delas dependia. Deste modo, um reino saudável podia também ser visto através de um soberano forte e saudável, física e moralmente. Assim, era uma grande honra para muitos desses soberanos sentir e ver a satisfação pela sua governação.

De lembrar também que estes soberanos eram detentores tanto do poder político como religioso. Além disso, os mítos fundadores atribuem aos primeiros ocupantes da terra ou do solo o direito de se considerarem “representantes eternos” das divindades tutelares à quem pertencem de facto as terras.

Á esse título eles tinham o dever sagrado de repartir este património (as terras) entre os pequenos núcleos da comunidade, isto é, as famílias que encontram assim a única fonte de sobrevivência (a agricultura).

Neste processo, era destacados o papel dos patriarcas (chefe das famílias) que aprecereciam como chefe político e espiritual e consideravam os antepassados como associados as divindades, podendo ser mencionados durante as cerimónias de culto e venerações.

Enfim, com a colonização vieram as proibições às constumeiras manifestações culturais, as restrinções ao uso das línguas locais, consideradas as pessoas com menos teor de melalina na pel (brancos) como superores ao de mais teor (negros), comucumitantemente surgiram as vestimentas que pouco ou nada se adaptam a realidade do africano camponés nem ao seu clima tropical.

Surgiram os trabalhos forçados e as restrições nas músicas e artes antes predominantes. Com as independências, as novas entidades políticas africanas receberam em herança uma dupla situação que tentaram consegnar nas suas constituições, nomeadamente os vestígios da antiga estrutura social e política e os elementos provenientes das sucessivas recomendações efectuadas pela colonização.

Somam-se a realidade do domínio do território, que incompreensivelmente passaram a ser consideradas como propriedade do Estado (dentro de um espaço com um histórico de agricultura), as línguas oficais que recordam mais a continuação da escravatura do que o alcanse das independências, as manifestações culturais ocidetais consideradas puras e nobres diante das natas consideradas rudes e rosseiras, o sistema económico (capitalismo) que pouco ou nada reflete as particularidades do continente e mais serve para tornar ricos os políticos por eles manipulados, etc.

Enfim, a antiga África é apenas contada nos dedos como quem conta os números e cantada em cânticos como quem sonha acordado. Nestes e em outros espaços em que se possam recordar, as realidades da nossa antiga África ecoa pelos lábios por meio de som que se exprime: Era Uma Vez, África.

 

Por: Sampaio Herculano

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

CARTA DO LEITOR: “Congolenses” é a clínica dos telemóveis

por Jornal OPaís
5 de Março, 2026

À coordenação do jornal O PAÍS, votos de óptima disposição! Nos dias que correm, com a situação financeira apertada, ter...

Ler maisDetails

É de hoje… Repatriamento de capitais e a dupla nacionalidade

por Dani Costa
5 de Março, 2026

S em necessidade de qualquer rastilho, a informação de que Angola terá recebido de Portugal apenas três milhões de euros...

Ler maisDetails

Tribunal Africano

por Jornal OPaís
5 de Março, 2026

Para proteger os direitos fundamentais, o Tribunal Africano dos Direitos do Homem e dos Povos (TADHP) tem a missão de...

Ler maisDetails

A colisão de direitos na era digital: entre a liberdade de expressão e a salvaguarda da honra

por Jornal OPaís
4 de Março, 2026

No actual estágio de desenvolvimento da nossa sociedade digital, a tensão entre a liberdade de expressão e a protecção da...

Ler maisDetails
FOTO DE DANIEL MIGUEL

Águas da Silva rende Silvestre Pelé no 1.º de Maio de Benguela

5 de Março, 2026

PIB provincial cresce mais de 80 biliões de kwanzas em cerca de 10 anos

5 de Março, 2026

Estado arrecada cerca de 90 mil milhões de kwanzas no sector da publicidade em 2025

5 de Março, 2026
Fotos de Pedro Nicodemos

Nova gestão do mercado KM 30 “justifica” arrecadação de mais de 100 milhões de kwanzas/mês em infra-estruturas

5 de Março, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.