EMPEMA-ENSA BANCO BAI MINEA SOCIJORNAL SOCIJORNAL
OPaís
Ouça Rádio+
Sáb, 23 Mai 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Era uma vez, África

Jornal Opais por Jornal Opais
11 de Julho, 2024
Em Opinião

No século XV, quando os primeiros marinheiros e comerciantes portugueses, holandeses, ingleses franceses dinamarqueses, etc. Começaram a estabelecer feitorias na Costa Oriental da África ou tentar penetrar no interior das terras, utilizando alguns dos grandes rios, a organização política dos Estados africanos era igual, e às vezes superior à de muitos estados europeus.

Poderão também interessar-lhe...

CONTOS D’OUTROS TEMPOS: Os carros que recusavam a sogra – Vidas de Ninguém (XXII)

Deus conhece cada lágrima derramada em silêncio…

O futuro do futebol angolanodeve começar nos clubes

Muitas monarquias no continente já eram constituicionais e tinham conselhos de povo, onde estavam representadas as diferentes camadas sociais e onde os soberanos dificilmente podiam ser déspotas com poderes ilimitados.

Mesmos sem serem investidos directamente pelo povo, eram obrigados a servir estes com uma certa abnegação na observância das regras e normas tradicionais de conduta e de gestão.

A ordem social e o equilíbrio moral, satisfatórios, encontrava as suas raízes numa tolerância religiosa que os autores árabes – do séc. IX ao séc. XVII – ainda cantavam.

A qualidade moral a saúde e a força física do soberanos eram indispensáveis porque a situação do e no reino delas dependia. Deste modo, um reino saudável podia também ser visto através de um soberano forte e saudável, física e moralmente. Assim, era uma grande honra para muitos desses soberanos sentir e ver a satisfação pela sua governação.

De lembrar também que estes soberanos eram detentores tanto do poder político como religioso. Além disso, os mítos fundadores atribuem aos primeiros ocupantes da terra ou do solo o direito de se considerarem “representantes eternos” das divindades tutelares à quem pertencem de facto as terras.

Á esse título eles tinham o dever sagrado de repartir este património (as terras) entre os pequenos núcleos da comunidade, isto é, as famílias que encontram assim a única fonte de sobrevivência (a agricultura).

Neste processo, era destacados o papel dos patriarcas (chefe das famílias) que aprecereciam como chefe político e espiritual e consideravam os antepassados como associados as divindades, podendo ser mencionados durante as cerimónias de culto e venerações.

Enfim, com a colonização vieram as proibições às constumeiras manifestações culturais, as restrinções ao uso das línguas locais, consideradas as pessoas com menos teor de melalina na pel (brancos) como superores ao de mais teor (negros), comucumitantemente surgiram as vestimentas que pouco ou nada se adaptam a realidade do africano camponés nem ao seu clima tropical.

Surgiram os trabalhos forçados e as restrições nas músicas e artes antes predominantes. Com as independências, as novas entidades políticas africanas receberam em herança uma dupla situação que tentaram consegnar nas suas constituições, nomeadamente os vestígios da antiga estrutura social e política e os elementos provenientes das sucessivas recomendações efectuadas pela colonização.

Somam-se a realidade do domínio do território, que incompreensivelmente passaram a ser consideradas como propriedade do Estado (dentro de um espaço com um histórico de agricultura), as línguas oficais que recordam mais a continuação da escravatura do que o alcanse das independências, as manifestações culturais ocidetais consideradas puras e nobres diante das natas consideradas rudes e rosseiras, o sistema económico (capitalismo) que pouco ou nada reflete as particularidades do continente e mais serve para tornar ricos os políticos por eles manipulados, etc.

Enfim, a antiga África é apenas contada nos dedos como quem conta os números e cantada em cânticos como quem sonha acordado. Nestes e em outros espaços em que se possam recordar, as realidades da nossa antiga África ecoa pelos lábios por meio de som que se exprime: Era Uma Vez, África.

 

Por: Sampaio Herculano

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

CONTOS D’OUTROS TEMPOS: Os carros que recusavam a sogra – Vidas de Ninguém (XXII)

por Domingos Bento
22 de Maio, 2026

Quando a mana Minga jurou, de pés juntos, que nunca pisa ria no carro do Seba — porque aquele era...

Ler maisDetails

Deus conhece cada lágrima derramada em silêncio…

por Jornal OPaís
22 de Maio, 2026

O Decreto Presidencial que estabelece o luto nacional em memória dos angolanos falecidos durante os conflitos armados entre 1975 e...

Ler maisDetails

O futuro do futebol angolanodeve começar nos clubes

por Jornal OPaís
22 de Maio, 2026

Em cada derrota das selecções jovens, abre-se imediatamente um tribunal popular: culpam-se treinadores, dirigentes, árbitros, estágios mal-organizados e até o...

Ler maisDetails

Angola não pode deixar de (continuar) abraçar um dos seus filhos do peito

por Jornal OPaís
22 de Maio, 2026

Ponto prévio. Sou o tipo de pessoa, como muitos, que não coloca a mão no fogo por ninguém. Mas para...

Ler maisDetails

Radiomais em 4 Vozes: Novos Podcasts

Fixind capacita jornalistas em matéria de mobiliários

22 de Maio, 2026

Governador entrega meios tecnológicos à Rádio Mais/Huambo

22 de Maio, 2026

Acto de consignação para requalificação da biblioteca do Cazenga acontece nesta segunda-feira

22 de Maio, 2026

Estudantes angolanos podem começar formação em tecnologias de produção e gestão de drones na Nigéria

22 de Maio, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.