Interpretado pelo actor Tom Hanks, o título deste texto é um filme que retrata a vida de um empresário que se desloca ao Médio Oriente para vender a sua ideia aos dirigentes locais. Trata- se de uma representação que tem em conta o poderio económico que aquela região do mundo possui, a julgar pelas extensas revervas de crude que possui e os recursos que obtém desta exploração.
Ao longo dos anos, devido às elevadas reservas financeiras, as autoridades dos vários países aí existentes, encabeçadas sobretudo pela Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos, transformaram-se nos principais investidores privados de muitas economias mundiais.
Na Europa, por exemplo, onde o futebol se tornou uma das actividades mais rentáveis, os fundos sauditas e outros entraram em força, adquirindo participações significativas nos maiores clubes do mundo. Países como a Inglaterra e França viram as suas equipas compradas pelos bilionários sauditas e do Qatar. Foram eles, durante um certo período, os responsáveis pelo sucesso futebolístico e financeiro que clubes como o Paris Saint Germain puderam conquistar títulos até então impossíveis para os seus adeptos.
Esta é a parte mais visível daquilo que se pensa ser muito mais do que os simples negócios das arábias que muitos acreditam ser pejorativo e pouco funcional. Na verdade, embora não tão pomposos nem vistosos como os empresários de muitos países com os quais nos relacionamos no dia-a-dia, os fundos destes países e investidores apostam noutros sectores-chave, como a mineração, agricultura, indústria e tecnologias.
Em Angola, nos últimos anos, também vai aumentando o interesse de muitos empresários oriundos do Médio Oriente. Desde que se começou a apostar na diplomacia económica, alguns deles vieram logo e outros preparam-se para fazer o mesmo. A título de exemplo, a primeira fábrica instalada para a montagem de tractores tem a impressão de investidores daquela parcela do globo.
E, recentemente, vimos a entrada, igualmente, de uma instituição de Omã, que acabou por substituir a russa Alrosa na estrutura accionista do projecto Catoca. Estes serão, talvez, alguns dos mais notáveis investimentos dados a conhecer de forma pública. Mas a realidade nos mostra que há muito os capitais que circulam nas arábias também vão criando empregos e melhorando a vida de muitos angolanos.
É só vermos que, nos dias que correm, muitos são os angolanos e outros investidores internacionais que fizeram do Dubai o ponto fulcral das suas operações. E é lá onde, hoje, se fala de investimentos, muitos dos quais precisamos para acelerar a nossa diversificação económica e até a melhoria das nossas infra-estrutruras.









