Tenho pelo Cazenga uma eterna gratidão. Quase tudo que fiz na vida esteve ligado a este município, que já foi dito como um dos mais populosos do país. Foi lá que os meus pais aportaram depois de terem saído de Malanje, no Lombe, hoje município, quando decidiram enfrentar a grande cidade, por sinal a capital do país.
Como bons malanjinos, não fizeram diferente de muitos dos seus conterrâneos que viram no município o espaço de eleição para erguerem a casa onde iriam procriar e cuidar dos seus filhos. Sempre que posso, não hesito em me deslocar ao Cazenga. A ligação que continua forte faz com que cada deslocação também se torne um momento de reflexão em relação a tudo que vai sendo feito.
Tanto pelos próprios cidadãos, como pelo Executivo, por sinal, o principal responsável pela melhoria da vida dos habitantes do Cazenga. Nestes últimos dias, por conta de um infortúnio, pisamos uma vez mais na zona da Conduta. Uma parte da periferia, hoje com milhares de habitantes, muitos dos quais provenientes de todas as partes do país. Está nas proximidades do Tala-Hady, assim como da parte que alberga as instalações da TCUL e outras instituições de relevo, incluindo um dos primeiros institutos superiores do município, se a memória não me atraiçoa.
Durante anos, a rua da Conduta era praticamente intransitável. O que obrigou a que se fizesse um trabalho demorado, por forma a permitir que os seus habitantes e não só circulassem sem constrangimentos, tanto para quem quisesse entrar como para os que optassem por sair.
Quem lá fosse deve ter-se deparado anos a fio com algumas estruturas de betão que barravam o acesso à rua então em construção. Acreditava-se que aí estava a ser feito um trabalho de que todos se pudessem orgulhar, porque, afinal, a julgar pelo tempo, era impossível sequer prognosticar o contrário. Felizmente, a rua das Condutas já está aberta.
Só que, infelizmente, à semelhança de muitas obras que vimos no país , já vai também apresentando problemas que não se esperavam nesta fase, sobretudo na parte do Cazenga, porque ela desemboca na Via Expressa. Um dia destes, vou percorrer toda ela. Mas, se for o mesmo na outra parte da referida via, então, uma vez mais, alguém ofereceu um gato que se esperava ser uma lebre em termos de obras públicas. E isso é inadmissível, sobretudo aceitar como se não existissem garantias.








