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É de hoje…É do campo que vem a solução

Dani Costa por Dani Costa
22 de Agosto, 2024
Em Opinião

Não há um único dia hoje no país em que a alta dos preços dos alimentos não invade os círculos em que se pretende iniciar qualquer tipo de conversa. São inúmeras as donas de casa que lamentam os aumentos constantes.

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Nos mercados informais, lojas onde se vende a retalho, assim como nos grandes grossistas, dois ou mais dias podem significar, igualmente, um ligeiro aumento em qualquer produto.

Trata-se de bens de primeira necessidade cultiváveis neste vasto território que compõe Angola, podendo até, em caso de excedentes, serem exportados e com isso obter as necessárias divisas que tem sido um dos maiores quebra-cabeças até para o próprio Estado.

Só que nas ruas, ruelas, becos, locais de trabalho, escolas e noutros recintos são várias as ideias levantadas em relação aos aumentos que se observam, sendo uma delas a imputação de responsabilidades acreditadas ao próprio Executivo como sendo o maior culpado do aumento dos preços do arroz, fuba, milho, trigo, feijão, carnes, peixe e outros alimentos.

Há até quem faça comparações em relação aos preços existentes há sete ou oito anos, menos- prezando as externalidades negativas ou positivas que possam estar por trás do aumento destes, alguns dos quais relacionados a factores que as decisões nacionais não conseguem sequer travar.

Na verdade, ainda persiste o sentimento quase nacional em muitos angolanos, incluindo políticos e até decisores, de que será por via administrativa que se conseguirá reduzir os preços dos bens de primeira necessidade e outros, quando os exemplos que vimos de muitos países que só foi conseguido com o aumento da produção nacional.

A economia de navio, assente durante anos, que fez com que a importação de produtos fosse monopolizada por conglomerados internacionais – patrocinado até por figuras de proa do innercircle nacional – foi um dos caminhos para o enriquecimento rápido de muitos.

E de igual modo de empobrecimento da economia nacional, servindo igualmente de travão para que se impulsionasse de uma vez por todas a agricultura em Angola.

Mais do que meros expedientes para se contornar o momento que se vive hoje, crítico em muitos sentidos, a segurança alimentar de Angola dependerá de si mesma, ou seja, dos seus cidadãos, principalmente os que têm apostado seriamente na agricultura familiar e intensiva.

É esta a maior ‘guerra’ que se deve travar para que saiamos da penúria que vai afectando milhares de famílias.

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