OPaís
Ouça Rádio+
Qua, 11 Fev 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Crise energética na SADC: um chamado à liderança energética de Angola e Moçambique

Jornal OPaís por Jornal OPaís
25 de Julho, 2025
Em Opinião

A África Austral vive hoje uma das suas fases mais críticas em matéria energética. Países como África do Sul, Zimbabwe, Malawi e Zâmbia enfrentam cortes frequentes de eletricidade, com impactos devastadores sobre as economias, a indústria e o bem-estar das populações.

Poderão também interessar-lhe...

Carta do leitor: Cuidado redobrado na condução nocturna

É de hoje…Dinheiro para as escolas

Plataforma de logística

A estrutura energética da região revela-se frágil, excessivamente dependente da hidroeletricidade, exposta às mudanças climáticas, e carente de investimentos em infraestruturas modernas.

A África do Sul, potência continental, vive hoje sob o peso do seu próprio modelo: uma matriz dominada por centrais a carvão envelhecidas, ineficientes e ambientalmente insustentáveis.

O fenómeno do loadshedding — cortes programados de energia — tornou-se rotina nacional, com custos severos para a indústria, para a confiança pública e para a sua posição regional. É neste cenário que regressa à agenda política uma proposta controversa, mas estratégica: a expansão da energia nuclear.

Actualmente, a África do Sul é o único país africano com uma central nuclear em funcionamento — a central de Koeberg, operada desde os anos 1980. O governo sul-africano pretende agora instalar até 2.500 MW adicionais de energia nuclear até 2030, segundo o seu plano energético nacional.

As vantagens são evidentes: fornecimento contínuo de electricidade, redução de emissões de carbono e estabilidade energética para sustentar uma economia industrial.

No entanto, os desafios não são menores: altíssimos custos iniciais, riscos associados à segurança nuclear, necessidade de importar tecnologia e dificuldades na gestão de resíduos. A energia nuclear, por si só, não resolverá o défice energético sul-africano, mas poderá ser parte de uma solução mais ampla.

A África do Sul está, mais uma vez, a testar os limites entre ambição tecnológica e realismo político. A SADC, enquanto bloco regional, ainda não encontrou um modelo robusto e sustentável de produção, partilha e distribuição de energia.

A integração eléctrica prevista no quadro do Southern African Power Pool (SAPP) avança a passos lentos e as interligações regionais são insuficientes para garantir segurança energética partilhada.

Diante deste quadro, Angola e Moçambique surgem como dois pilares estratégicos capazes de alterar significativamente a equação. Angola possui um dos maiores potenciais hidroelétricos da região, com projetos de grande escala como Laúca, Cambambe e Caculo-Cabaça.

Estes empreendimentos posicionam o país não apenas como consumidor, mas como futuro exportador líquido de energia elétrica. A sua geografia facilita interligações com a Namíbia, Zâmbia e República Democrática do Congo.

Com a conclusão dos estudos para a adesão plena ao SAPP, Angola poderá tornar-se fornecedora de energia a vários vizinhos com défices agudos. Moçambique, por sua vez, é já um actor incontornável no sector energético regional.

A Hidroelétrica de Cahora Bassa, que fornece energia a vários países da SADC, será reforçada pelo promissor projeto de Mphanda Nkuwa, com mais de 1.500 MW projectados.

A par disso, Moçambique detém vastas reservas de gás natural, com potencial para alimentar centrais térmicas de última geração e servir de base para exportações regionais de energia.

A integração de Moçambique no SAPP é um trunfo a ser aproveitado com maior ambição. Ambos países enfrentam desafios comuns: financiamento de longo prazo, modernização das redes de transmissão e reforço institucional.

Mas também partilham oportunidades notáveis. A criação de um corredor energético entre o Atlântico e o Índico, ligando Angola a Moçambique, poderia transformar o sul de África numa plataforma energética continental. A concertação diplomática, técnica e empresarial entre os dois países lé essencial para este objectivo. Esta é uma oportunidade geopolítica rara.

Angola e Moçambique podem liderar um novo paradigma energético africano – baseado na produção sustentável, interligação regional, gás como vector de transição e captação de financiamento climático.

Mais do que resolver os seus próprios desafios, estes dois países podem contribuir decisivamente para a estabilidade energética de toda a região austral. É tempo de assumirmos essa liderança com visão estratégica e cooperação reforçada. A crise energética da SADC não é apenas um sinal de alerta. É um convite à acção conjunta.

Por: ALEXANDRE CHIVALE

Jornal OPaís

Jornal OPaís

Recomendado Para Si

Carta do leitor: Cuidado redobrado na condução nocturna

por Jornal OPaís
11 de Fevereiro, 2026
DR

lustre coordenador do jornal OPAÍS, saudações e votos de óptima Quarta-feira! Não tenho dúvidas de que conduzir à noite não...

Ler maisDetails

É de hoje…Dinheiro para as escolas

por Dani Costa
11 de Fevereiro, 2026

Os resultados do último Censo indicam que somos mais de 36 milhões de angolanos. É sabido, igualmente, que deste número...

Ler maisDetails

Plataforma de logística

por Jornal OPaís
11 de Fevereiro, 2026

Com o objectivo de se afirmar como plataforma de logística estratégica para a Europa, Angola pretende reforçar a cooperação com...

Ler maisDetails

Na trama do presente: era uma vez… fim

por Jornal OPaís
10 de Fevereiro, 2026

O tempo não passa como se conta. Ele acumula-se, infiltra-se e pesa. Não se limita a marcar horas nem a...

Ler maisDetails
DR

Carta do leitor: Cuidado redobrado na condução nocturna

11 de Fevereiro, 2026

É de hoje…Dinheiro para as escolas

11 de Fevereiro, 2026

Plataforma de logística

11 de Fevereiro, 2026

Tribunal Constitucional confirma anulação do concurso para reabilitação do ISCED-Benguela

11 de Fevereiro, 2026
OPais-logo-empty-white

Para Sí

  • Medianova
  • Rádiomais
  • OPaís
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos

Radiomais Luanda

99.1 FM Emissão online

Radiomais Benguela

96.3 FM Emissão online

Radiomais Luanda

89.9 FM Emissão online

Direitos Reservados Socijornal© 2026

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.