A escravatura foi uma das maiores injustiças da história da humanidade. A colonização, sistema de dominação social, política, económica e cultural, feito pelas potências europeias contra os africanos, foi cruel e continua a ter um impacto negativo no continente.
O sofrimento causado durante séculos, incluindo a ruptura cultural, exploração económica, traumas e a exclusão social é um erro histórico. Hoje, as potências da época, quanto aos factos, negam abordar de forma objectiva e subjectiva. Nos dias que correm, a discriminação racial e o neocolonialismo continuam a fazer mossa aos nativos.
Os descendentes também sofrem. Volvidos séculos! O fenómeno continua. Não importa o local. É um facto! O futebol, considerado desporto-rei, tem sido o exemplo mais evidente. A FIFA, órgão que rege a modalidade no mundo, tem criado políticas para acabar com o racismo. É corolário da escravatura. Em Nova York, nos EUA, a resolução da ONU que condena a escravatura como crime contra a humanidade obteve 123 votos a favor, três contra e 52 abstenções.
Porém, a posição defendida em África começa a ganhar novos contornos. Ao grupo de países que apoiam a resolução do órgão fundado em 1945 juntou-se Angola.
No entanto, o voto foi testemunhado pelo ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio da Fonseca, que participou no evento comemorativo sobre a abolição da escravatura e do tráfico transatlântico de escravos, em representação do Chefe de Estado, João Lourenço.








