OPaís
Ouça Rádio+
Seg, 5 Jan 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Chuvas, estragos e queixa

Dani Costa por Dani Costa
24 de Abril, 2023
Em Opinião

Nunca os dados meteorológicos tiveram tanta importância para muitos angolanos como nos dias de hoje.

Poderão também interessar-lhe...

O que muda no mundo jurídico laboral com a chegada de 2026

Venezuela, soberania e hegemonia: O direito internacional perante a intervenção norte-americana

A Gramática Normativa em Angola: instrumento de rigor ou dispositivo de exclusão social?

As últimas enxurradas, que se diz terem ceifado a vida de mais de 300 pessoas, um número extremamente expressivo que nos obrigaria sem quaisquer remorsos a um luto nacional de poucos dias, fizeram do mês de Abril um dos mais tristes dos últimos anos. Sempre se soube que em Abril chuvas mil.

Aliás, nunca houve dúvidas em relação a isso, o que durante largos anos fez com que os angolanos, de Cabinda ao Cunene, do mar ao Leste, sempre tivessem nesta fase do ano apenas como uma época de fortes quedas pluviométricas, mas sem a intensidade destas duas últimas semanas.

Nunca houve dúvidas de que a chuva fosse obra da natureza e bem-vinda devido à importância que também possui.

Sobretudo no interior, aí nas zonas em que a agricultura ainda é a mola impulsionadora, fazendo com que milhares de cidadãos, que sobrevivem da cultura de sequeiro, cultivem para que dentro de algum período colham e possam inundar, no bom sentido, os mercados que dependem dos seus produtos.

O mesmo não se pode dizer em relação a Luanda, a capital do país. Com cerca de 10 milhões de habitantes, poucos são os espaços que restaram para que os cidadãos possam colocar as suas residências, sendo a maioria delas edificadas mesmo em zonas inapropriadas.

As últimas chuvas, que inundaram milhares de residências e ceifaram a vida de dezenas só na capital do país, trouxeram também à tona a fragilidade de muitas infra-estruturas erguidas ainda no tempo da outra senhora, assim como a falta de opções quanto à mobilidade rodoviária.

Um dos principais eixos da capital tem sido a conhecida via expressa, em Luanda, que permite a ligação entre os municípios satélites de Cacuaco, Viana e Belas, facultando igualmente a circulação entre os cidadãos provenientes das províncias mais a Norte e a Sul, sem que tenham que necessariamente irromper pela antiga Baixa de Luanda.

Embora não se possa menosprezar de modo algum a carga de água que se abateu sobre Luanda, uma das piores nos últimos anos, também já não se pode menosprezar que os problemas que ocorrem em determinados pontos da referida Via Expressa vêm se mostrando recorrentes.

Sempre que surgem algumas situações como as que observamos com as últimas chuvas, mormente o alagamento de estradas e a deterioração de outras, até construídas recentemente, lembro-me de duas figuras com as quais pude cruzar ao longo da vida jornalística.

Uma delas é o engenheiro Paulo Nóbrega, um profissional extremamente competente e hoje ao serviço do Executivo angolano no Novo Aeroporto Internacional de Luanda (NAIL), Dr António Agostinho Neto.

Há muito que vem suplicando que se faça uma auditoria ao estado em que se encontram as nossas vias, principalmente aquelas feitas no propalado período da reconstrução nacional.

A outra figura é um alto quadro do Ministério das Relações Exteriores da China, que um dia, num encontro neste país, salientou que tudo que o seu governo ou as empresas do seu país construíram em solo angolano obedeceu às solicitações do governo e das entidades locais.

Em outras palavras, tudo o que se vê hoje, a nível das estradas, centralidades, escolas e hospitais só foi possível após uma avaliação daqueles que tiveram a missão de negociar em nome do Estado angolano.

Ou seja, só nos podemos queixar destes, contrariamente às pragas que vamos rogando aos supostos construtores ou quem nos deu dinheiro por empréstimo.

Dani Costa

Dani Costa

Recomendado Para Si

O que muda no mundo jurídico laboral com a chegada de 2026

por Jornal OPaís
5 de Janeiro, 2026

A viragem do ano não é apenas simbólica. No mundo jurídico laboral, Janeiro representa um ponto de actulização obrigatória para...

Ler maisDetails

Venezuela, soberania e hegemonia: O direito internacional perante a intervenção norte-americana

por Jornal OPaís
5 de Janeiro, 2026

A análise jurídica da captura de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos da América, em território venezuelano, exige, antes...

Ler maisDetails

A Gramática Normativa em Angola: instrumento de rigor ou dispositivo de exclusão social?

por Jornal OPaís
5 de Janeiro, 2026

A gramática normativa é, em qualquer sociedade, mais do que um conjunto de regras: é um instrumento de autoridade, de...

Ler maisDetails

Entre o silêncio e a palavra: o valor de falar no tempo certo na comunicação institucional

por Jornal OPaís
5 de Janeiro, 2026

A comunicação institucional tem vindo a ganhar, de forma gradual, maior relevância no contexto angolano, sobretudo num momento em que...

Ler maisDetails

Deficiências na distribuição de água e energia dominam diálogo entre cidadãos e governador de Benguela

5 de Janeiro, 2026
DR

Bombeiros em Luanda registam 20 evacuações durante o fim-de-semana

5 de Janeiro, 2026

Manchester United oficializa saída do treinador Ruben Amorim‎

5 de Janeiro, 2026

Desmanteladas casas de pesagem de material ferroso roubado no Huambo

5 de Janeiro, 2026
OPais-logo-empty-white

Para Sí

  • Medianova
  • Rádiomais
  • OPaís
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos

Radiomais Luanda

99.1 FM Emissão online

Radiomais Benguela

96.3 FM Emissão online

Radiomais Luanda

89.9 FM Emissão online

Direitos Reservados Socijornal© 2026

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.