À coordenação do jornal OPAÍS, saudações e votos de óptima terça-feira! Na semana passada, correu nas redes sociais um facto, creio em Luanda, segundo o qual um pastor foi detido pela Polícia Nacional, sob a acusação de que estivesse a despir algumas fiéis e, como forma de as abençoar para terem filhos, usar a sua língua nas partes íntimas.
Como é evidente, o facto chocou a sociedade e levou as pessoas, em conversa de bar, a avaliar o comportamento do pastor, se era ou não um falso profeta. Não se concebe e não se admite a forma como um servo de Deus tenha tal comportamento: obrigar as senhoras a chegarem àquele ponto e com um argumento inútil.
Por isso, é importante as autoridades terem em conta que muitas igrejas ou seitas, eventualmente, tenham fins inconfessos e, como muitos crentes estão à rasca, aceitam, sem saber de facto que estão a cometer erros. Assim sendo, resta apenas às autoridades fazerem o seu trabalho e, se as senhoras provarem que tal facto aconteceu, o pastor deverá responder civil e criminalmente.
Nos dias que correm, muitos fazem-se passar por pastores, mas, no final, são autênticos aldrabões, chegando a extorquir até o último tostão do bolso do cidadão mais pobre. Entretanto, é importante vigiar e não cair em tentações como essas, porque a imagem dessas senhoras, supostamente, fica completamente manchada.
E isso, em verdade, retira a capacidade e o papel da mulher ser Mãe e responsável pelo bom papel social que deve ter para, todos os dias, educar a sociedade e mantê-la viva quanto ao conjunto de coisas ligadas à vida humana. Portanto, que se faça justiça!









