Caro coordenador do jornal OPAÍS, votos de uma óptima Quarta-feira. Escrevo a partir do bairro Belo Monte. Vou falar um bocadinho sobre política. Eu acredito que o diálogo em fase eleitoral é muito importante. Quando candidatos e partidos aceitam conversar, ouvir e negociar, reduzem-se tensões, boatos e impulsos destrutivos que costumam aparecer quando o poder está em jogo.
Sem diálogo, a eleição deixa de ser escolha e passa a ser confronto. Num contexto eleitoral, o diálogo cria regras claras e previsíveis. Permite alinhar expectativas sobre o processo, esclarecer dúvidas, corrigir falhas e tratar conflitos antes que explodam nas ruas.
É assim que se constrói confiança mínima entre adversários que, embora disputem o poder, precisam continuar a coexistir depois do apuramento dos votos. Quem recusa dialogar, na prática, está a preparar o terreno para contestação permanente. Exemplo claro é a nossa oposição de Adalberto Costa Júnior.
Vale ainda destacar que o diálogo também protege o eleitor. Quando há canais abertos entre partidos, órgãos eleitorais e sociedade civil, diminui a manipulação da informação e cresce a transparência.
O cidadão passa a ter acesso a mensagens mais claras, menos incendiárias e mais focadas em propostas. Isso fortalece o voto consciente e enfraquece o uso do medo, da mentira e da provocação como estratégia política.
POR: Cristiano Eduardo Luanda, Belo Monte









