lustre coordenador do jornal OPAÍS, saudações e votos de óptima Quarta-feira! Não tenho dúvidas de que conduzir à noite não é fácil.
A visibilidade reduz drasticamente, a percepção de distância fica comprometida e qualquer distracção custa o dobro. Quem acha que é exagero provavelmente nunca levou um susto numa estrada mal iluminada.
À noite, o campo de visão encolhe. Vês menos detalhes, menos obstáculos e, muitas vezes, só percebes o perigo quando já está perto demais. Peões mal iluminados, animais na via, buracos e veículos sem luzes adequadas tornam-se ameaças. Além disso, há o factor humano.
O cansaço acumulado do dia, a sonolência e, em alguns casos, o consumo de álcool transformam o volante numa arma silenciosa. A capacidade de reacção diminui, a concentração oscila e a margem de erro desaparece. Conduzir à noite exige disciplina mental, não bravura.
Outro ponto crítico é o encandeamento provocado pelos faróis de outros veículos. Um segundo de cegueira momentânea pode ser suficiente para provocar um acidente.
Ajustar os espelhos, manter o pára-brisa limpo e reduzir a velocidade não é sinal de fraqueza. É sobrevivência básica. Meus irmãos, vamos ter muito cuidado. A vida não tem preço. Era só isso…
POR: Carlos Pereira Luanda, São Paulo









