À coordenação do jornal OPAÍS, saudações e votos de óptima disposição! Na semana passada, um jovem, na Boavista, em Luanda, envolveu-se numa briga que lhe tirou a vida.
Nas imediações das barrocas, ele, em estado avançado de embriaguez, tirou uma catana e foi ameaçando o seu melhor amigo. Esse, por sua vez, foi evitando, porque sabia o estado em que o outro se encontrava no momento em que tinha consigo a catana.
Mas a insistência era tanta que o agredido decidiu ir para a sua casa com outros amigos, evitar o pior era a melhor maneira. Ainda assim, o jovem, já embriagado, insistiu e foi seguindo o amigo que sempre o evitava para não entrarem em choque.
A sua insistência era tanta que os outros integrantes do grupo pegaram em catanas, garrafas e ferros para o agredirem. Ele estava sozinho. O amigo não se meteu. Foi brutalmente agredido até à morte.
Os jovens, supostamente autores do crime, meteram se em fuga. O próprio amigo também fez o mesmo. O bairro entrou em pânico. Ninguém, como dizem os brasileiros, pegou no sono.
A confusão era tanta que depois se generalizou, tanto é que o cadáver só foi retirado ou recolhido do local às 07:00 de Domingo. A mulher e os filhos do jovem agora choram pelo pai que, por teimosia, perdeu a vida, quando o aconselhavam a ir dormir para continuar em vida.
Por: Chinguito Manuel, São Paulo









