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Carta do leitor: A Bolsa de Valores que os jovens angolanos “ignoram”

Jornal OPaís por Jornal OPaís
21 de Outubro, 2025
Em Opinião

Falar da bolsa de valores em Angola é, infelizmente, falar de um sector que ainda não despertou para o verdadeiro papel que pode desempenhar no desenvolvimento económico nacional.

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É só vermos o número de empresas cotadas em bolsa e o número de jovens interessados neste negócio. Muitos dos jovens não querem saber deste sector e poucos têm a paciência de esperar por lucros a longo prazo.

Desde a criação da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), em 2014, esperava-se que o mercado de capitais se transformasse numa ferramenta sólida de financiamento das empresas e de diversificação das fontes de investimento. Contudo, o ritmo tem sido lento e o impacto, ainda bastante limitado.

Ontem, diz 20, por exemplo, recebi um email da minha corretora a anunciar a abertura da Comercialização do Fundo Standard Rendimento+ de um importante banco.

Pergunte num universo de 100 jovens quantos sabem do que estou a falar, apenas um terço poderá responder. Hoje, poucas são as empresas nacionais cotadas em bolsa, e a maioria das operações realizadas continua concentrada em títulos do Tesouro, o que revela um mercado dominado pelo Estado e ainda distantedaparticipaçãoactivado sectorprivado.

Estarealidadetraduz-se numa fraca cultura de investimento e num sistema financeiro que, embora tenha potencial, carece de dinamismo e confiança por parte dos investidores. O BFA está há um mês e as suas acções estão próximas de triplicarem o preço inicial de comercialização.

Muitos estão praticamente quase a se tornar ricos só com as acções do BFA. Precisamos de mais empresas, precisamos de mais sectores cotados em bolsa, precisamos de dinamizar a BODIVA e precisamos de ser mais competitivos. Entre a juventude, a situação é ainda mais preocupante.

Os jovens, que deveriam ser o motor da inovação e do investimento, mostram-se pouco interessados no mercado bolsista. Muitos preferem aplicar o seu dinheiro em negócios informais, investimentos de retorno rápido ou em actividades especulativas.

Este comportamento é compreensível num contexto económico desafiante, mas também é reflexo da falta de literacia financeira e da ausência de programas que estimulem o investimento produtivo e de longo prazo.

As próprias instituições de ensino raramente abordam o tema de forma prática e aplicada, e os meios de comunicação dão-lhe pouca visibilidade.

Devo aqui parabenizar o jornal OPAÍS por, na edição de fim-de-semana passado ter feito sair uma reportagem sobre o assunto, que de certa forma ajuda a despertar este interesse e aumenta o nosso conhecimento. A aposta no investimento a longo prazo deve ser vista como estratégia na- cional.

Se quisermos uma economia menos dependente do petróleo e mais voltada para a produção, inovação e competitividade, teremos de valorizar o papel da bolsa e encorajar os jovens a olharem para ela não como um jogo de sorte, mas como uma oportunidade de fazer parte do progresso do país.

A bolsa é, em qualquer economia moderna, um espelho do seu grau de maturidade e transparência. O nosso reflexo ainda é tímido, mas pode, e deve, mudar.

Já agora, finalizo dizendo aos jovens que comecem com o básico: tratem de criar ou ter uma Conta Custódia, pois não se investe em bolsa sem que se tenha esta importante ferramenta.

Depois é só ter dinheiro e buscar conhecimento sobre os tipos de ofertas feitas, se é uma acção, obrigação, fundo de rendimento, título de tesouro, etc. Não é um bicho-de- sete-cabeças, meus irmãos. É possível.

POR: Kapeló Van-dúnem, Luanda-Rangel

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