OPaís
Ouça Rádio+
Sáb, 17 Jan 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

A receita para governar Angola

Jornal Opais por Jornal Opais
3 de Maio, 2023
Em Opinião

“Que o meu empenho para salvar a nação da vergonha e da culpa seja o meu monumento, meu património, o meu legado”.

Poderão também interessar-lhe...

O fracasso dos Palancas Negras no CAN 2025

Vandalizar os bens públicos é adiar o futuro de Angola…. e ainda pedir troco!

Acessibilidade, inclusão e economia: o custo invisível de excluir pessoas com deficiência do mercado

Se essas palavras fossem ditas por um político angolano, pelo menos um… imagine! Se fosse o Presidente da República, já que todos estão aglutinados em si… Mas não, essas palavras foram ditas por Edmund Burke, num contexto diferente do nosso apenas pela cronologia temporal, localização geográfica e as vítimas, pois, as atrocidades e o pisotear contra a sobriedade governativa são semelhantes.

O caso de Angola não tem que ver apenas com a má governação. Isso é consequência.

O problema, se analisado a fundo, tem que ver com o que ousamos chamar a negação da natureza comum entre humanos.

O pensamento que desencadeou a segregação, a escravatura, a estratificação racial, a categorização das raças, e todos os males que dele advieram, é o mal sobre o qual emperra o nosso país.

O reconhecimento e aceitação da nossa natureza comum é o fundamento sobre o qual se assentaria a igualdade e todos outros direitos conexos e afins, chaves para qualquer harmonização entre as relações humanas.

Destruída essa base, a real semântica da igualdade e liberdade propaladas são os seus antónimos.

Ao visitarmos as teses de Edmund Burke encontramos a receita para a boa governação.

O filósofo e teórico político irlandês defende conceitos interessantes.

A começar pela conduta de um estadista.

O filósofo faz a distinção entre “equidade” e “utilidade”, duas qualidades sobre as quais deve assentar-se a conduta política de um político/ estadista.

A primeira, a equidade, funda-se sobre “a nossa natureza comum”, a natureza humana que, ao reconhecê-la, leva o estadista a promover uma justiça “equitativa” e “imparcial”, portanto, funcional.

A segunda, a utilidade, está alicerçada no “temperamento e os hábitos temperados de uma nação”.

Nisso, só será possível alcançar os desígnios de uma nação próspera quando houver aposta na indústria, ensino, administração da justiça tudo que possa contribuir para a unidade do todo.

A nossa realidade está em rota de colisão contra esses princípios norteadores de uma boa governação.

A nossa indústria é tímida, não nos permite produzir carteiras e papéis, cujas matérias-primas temos de sobra, no entanto, exportamos para importar os seus derivados.

O ensino anda moribundo, o ensino superior público está parado há dois meses, e não se diz nada.

A justiça, no fim das contas, depende da vontade de um só homem.

Para não falar das fronteiras humanas que nascem diariamente entre actores que deviam pensar juntos o seu destino comum.

Isso tudo constitui consequências da falta de equidade e utilidade na conduta dos que dirigem o país, decorrente da negação da natureza comum.

Edmund Burke diz e muito bem que governar não é cultivar “especulações vazia ou paradoxos que afrontam o senso comum”.

Em Burke, a política deve ser “ajustada, não a raciocínios humanos, mas à natureza humana” que reconhece o valor do outro igual ao seu e, por isso, evita actos gravosos contra terceiros.

À luz de Burke, a receita para governar bem Angola é: Respeitar a intrínseca complexidade dos povos aos quais se destina a governação; Governar benignamente as suas liberdades, os seus códigos legais, as suas particulares formas de organização social e os seus seculares sentimentos de pertença e honra.

 

Por: ESTEVÃO CHILALA CASSOMA

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

O fracasso dos Palancas Negras no CAN 2025

por Jornal OPaís
16 de Janeiro, 2026

Foi duro assistir à campanha dos Palancas Negras no CAN 2025. Angola até começou com alguma esperança, olhando para a...

Ler maisDetails

Vandalizar os bens públicos é adiar o futuro de Angola…. e ainda pedir troco!

por Jornal OPaís
16 de Janeiro, 2026

Há um hábito muito estranho que é ao mesmo tempo esquisito demais que insiste em resistir entre nós. Não podemos...

Ler maisDetails

Acessibilidade, inclusão e economia: o custo invisível de excluir pessoas com deficiência do mercado

por Jornal OPaís
16 de Janeiro, 2026

A exclusão de pessoas com deficiência (PCD) do mercado de trabalho e da economia angolana representa um custo invisível elevado,...

Ler maisDetails

Por que se deve fazer formação em Oratória e Comunicação?

por Jornal OPaís
16 de Janeiro, 2026

Vivemos numa época em que falar bem se tornou tão importante quanto saber. Todos os dias somos chamados a explicar...

Ler maisDetails

Angola participa hoje na reunião sobre paz na RDC e Região dos Grandes Lagos

17 de Janeiro, 2026

Ministra das Pescas inicia jornada de trabalho ao Cuanza-Norte

17 de Janeiro, 2026

Falso efectivo das FAA detido no Bié por burla de 9 milhões de kwanzas

17 de Janeiro, 2026

Angolano Oluimo da Silva integra Conselho de Ministros da Comunidade Económica dos Estados da África Central

17 de Janeiro, 2026
OPais-logo-empty-white

Para Sí

  • Medianova
  • Rádiomais
  • OPaís
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos

Radiomais Luanda

99.1 FM Emissão online

Radiomais Benguela

96.3 FM Emissão online

Radiomais Luanda

89.9 FM Emissão online

Direitos Reservados Socijornal© 2026

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.