BFA AIMC BFA SB SB FIB BANCO BAI
Seg, 26 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

A luta das gramáticas

Jornal Opaispor Jornal Opais
4 de Setembro, 2023
Em Opinião
0
Tempo de Leitura: 3 mins de leitura

Hodiernamente, assiste-se a muitas lutas entre as gramáticas em diferentes espaços como na sala de aula (professor-estudante e estudante-estudante), na sala dos professores (professor-professor), nos debates (linguitas e professores), e noutros (formados e amantes da Língua Portuguesa).

Há, pelo menos, dois motivos dessas lutas. Primeiro, opiniões diferentes, sobre o mesmo assunto, de autores e obras distintas.

Cada autor tem a sua forma de analisar os fenómenos da língua, de conceituar os aspectos linguísticos.

Assim, num primeiro momento, a luta pode começar pelo simples facto de serem posições diferentes sobre o mesmo assunto, pois, a língua é dinâmica e pode ter múltiplas interpretações.

Em relação aos autores, por exemplo, uns são considerados tradicionais e outros modernos ou contemporâneos. Isto, por si só, já tem revelado diferenças em relação à percepção dos assuntos ligados à Língua Portuguesa.

O que uns chamam “advérbio de tempo”, outros denominam “advérbio de predicado com valor temporal”.

O interessante nisso é que, no caso supracitado, a essência do advérbio não muda. O segundo motivo está ligado aos vários tipos de gramáticas existentes.

Muitos autores apresentam diferentes gramáticas. Filho (2011) distingue, pelo menos, sete delas: 1.

Gramática Normativa ou Prescritiva: estabelece normas, indica o que não se deve usar e só aceita as variantes das pessoas cultas. 2.

Gramática Descritiva ou Expositiva: considera a norma padrão, mas sem ideia pré-concebida decerto e errado. 3.

Gramática Tradicional: tratado normativo, com base nos estudos do grego e sobretudo do latim. Distingue taxativamente o correcto do incorrecto, a partir de normas, de regras etimológicas ou da história das palavras.

4.Gramática Estrutural: considera a língua um sistema interligado e com elementos dependentes uns dos outros. 5.

Gramática Generativa: descreve o conhecimento que um falante tem da sua língua, por meio de um conjunto de regras que gerem todas as frases gramaticais e nenhuma agramatical. 6. Gramática Histórica: estuda a mudança da língua ao longo do tempo.

7. Gramática Universal: estuda as características inatas e universais que condicionam as gramáticas. Assim, uma das lutas tem sido a não separação da tipologia existente, visto que existem diferentes tipos de gramáticas.

Infelizmente, pensa-se que a única gramática existente é a normativa.

É por isso que muitos associam a ideia de certo e errado às gramaticas em geral, e não à gramática normativa.

Se tivéssemos de resumir a luta, nestes últimos dias, ficaríamos, apenas, com duas delas, isto é, a gramática normativa que olha para o certo e errado, e a gramática descritiva que visa dar uma explicação sobre os diferentes fenómenos linguísticos.

A gramática normativa tem mais voz e vez porque é a mais ensinada em contexto escolar. No entanto, temos de aceitar que, por exemplo, a criança já vai à escola com noções gramaticais.

Santos (2009), chama-a de gramática internalizada, sendo organizada intuitivamente pelo falante a partir de sua exposição à língua quando fala, ouve, vê ou escreve, isto é, a ideia de como construir frases que, desde cedo, estão patentes no íntimo da criança.

Em casa, a criança já se comunica com os membros da sua família, já percebe e é percebida. Uma criança, por mais que desconheça as regras gramaticais, não diria “ vou casa a eu”, querendo dizer “eu vou a casa”.

Logo, ela já tem ideia de como se deve construir uma frase. O que falta, apenas, na visão de Santos (2009), é que se aprimore a “gramática internalizada” da criança.

Esta última é mais uma que deve fazer parte da tipologia das gramáticas.

Num universo de diferentes gramáticas, a luta mais sangrenta tem sido a da não colocação de mãos dadas entre a normativa e descritiva, assim como se tem incentivado os professores a, na sala de aula, vestir-se de professor (normativa) e linguista (descritiva).

É por isso que Marques (2005), sublinha que “quem dedica parte do seu tempo a divertir-se com questões de língua e de gramática não se pode dar ao luxo de se agarrar a uma gramática e seguila indiscutivelmente […].

Ele tem de ter consciência de que a língua é objecto constante de observação, de estudo, de análise, por parte de gente curiosa e de gente sabedora com o apoio de instrumentos de investigação superior”.

De facto, há muitas questões abertas, a olhar para o dinamismo e as interpretações linguísticas. Logo, não se pode absolutizar as questões da língua, principalmente quando se olha, apenas, para uma ou duas gramáticas.

E, caro leitor, se visse uma luta entre as gramáticas? Acabá-la-ia?

 

Por: Pedro Justino “Cabalmente”

•Professor e Académico

Relacionados - Publicações

PONTUAL: Pergaminhos da fama

PONTUAL: A pressa pode custar uma vida

26 de Outubro, 2026
A linguagem universal do futebol

Duas finais consecutivas, um sonho por cumprir

23 de Outubro, 2026
A Competência não basta

Técnicos vs. gestores

23 de Outubro, 2026
Antes de apontarmos o dedo, olhemos para nós

Antes de apontarmos o dedo, olhemos para nós

23 de Outubro, 2026
Clima e preço do prato: como a seca e as chuvas ditam a inflação alimentar?

Renda, luz, água: como negociar contas e evitar cortes

23 de Outubro, 2026
A inexistência da obrigatoriedade na produção textual como estratégia para o aprimoramento da escrita e prática das normas gramaticais

A inexistência da obrigatoriedade na produção textual como estratégia para o aprimoramento da escrita e prática das normas gramaticais

23 de Outubro, 2026
Carregar Mais

Maís Populares

  • GPL disponibiliza resultados definitivos do concurso público do regime geral e especial

    GPL disponibiliza resultados definitivos do concurso público do regime geral e especial

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • FIFA sanciona Federação Angolana de Futebol por incumprimento de decisão disciplinar sobre o 1.º de Agosto

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Mais de 92 mil candidatos obtêm nota positiva no concurso público da Saúde

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Trade Business Corporation promove primeiro Fórum Anual do Empreendedorismo, Inovação e Desenvolvimento

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • MINSA anuncia hoje resultados provisórios do concurso público

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Publicações

PONTUAL: Pergaminhos da fama

PONTUAL: A pressa pode custar uma vida

por Jorge Fernandes
26 de Outubro, 2026

...

A linguagem universal do futebol

Duas finais consecutivas, um sonho por cumprir

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

A Competência não basta

Técnicos vs. gestores

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

Antes de apontarmos o dedo, olhemos para nós

Antes de apontarmos o dedo, olhemos para nós

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

Clima e preço do prato: como a seca e as chuvas ditam a inflação alimentar?

Renda, luz, água: como negociar contas e evitar cortes

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

A inexistência da obrigatoriedade na produção textual como estratégia para o aprimoramento da escrita e prática das normas gramaticais

A inexistência da obrigatoriedade na produção textual como estratégia para o aprimoramento da escrita e prática das normas gramaticais

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

Carregar Mais
Artigo Seguinte

Destacado contributo de Uanhenga Xitu na promoção da literatura nacional

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Bem-vindo de Volta!

Entre para a sua conta abaixo

Esqueceu a Palavra-passe?

Recuperar palavra-passe

Por favor, insira o seu nome de utilizador ou endereço de correio-electrónico para reposição da sua palavra-passe.

Entrar
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM