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A escola como alicerce invisível: quando a educação sustenta ou enfraquece a Nação

Jornal OPaís por Jornal OPaís
20 de Junho, 2025
Em Opinião

A educação constitui um dos pilares mais essenciais da estruturação de qualquer sociedade. Longe de ser uma simples formalidade administrativa ou burocrática, a escola representa o espaço privilegiado onde se forjam consciências, se cultivam valores e se prepara, de forma metódica e racional, a sucessão do destino colectivo.

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Se a escola floresce, a nação cresce com firmeza e lucidez; se a escola se deteriora, ainda que silenciosamente, a nação começa a ceder nas suas bases mais profundas.

Esta nossa curta opinião procura elucidar, com sobriedade e clareza, a relevância da escola enquanto instrumento da permanência civilizacional, da coesão social e da sobrevivência cultural dos povos. Desde a Grécia Antiga que se reconhece na educação o alicerce da justiça, da liberdade e do bem comum.

Não se trata de simples transmissão de saberes enciclopédicos, mas da formação integral do espírito humano: intelecto, ética, sensibilidade e compromisso.

A escola deve ensinar o homem a viver em sociedade, a pensar criticamente e a agir com discernimento. O papel do professor é, pois, vital. Cabe-lhe mais do que ensinar conteúdos: é-lhe confiada a tarefa de inspirar, guiar, formar e orientar almas em formação.

O aluno, por seu turno, deve ser sujeito activo do seu processo educativo, reconhecendo na escola um espaço de crescimento interior e não mera via de obtenção de certificados e/ou diplomas.

A família e a comunidade, longe de serem espectadoras passivas, partilham essa missão edcativa. O lar, os conselhos dos mais velhos, os exemplos vividos e os valores partilhados compõem o mosaico educativo que ultrapassa a escola formal. Nenhuma nação pode considerar-se verdadeiramente livre enquanto depender do saber alheio para se governar, inovar, pensar ou defender.

O conhecimento é hoje, mais do que nunca, uma forma refinada de soberania. A ausência de um sistema educativo robusto e coerente mina a capacidade de auto-governo e coloca os destinos colectivos sob o risco da dependência cultural, técnica ou mesmo ética.

Não é por acaso que os países com maior estabilidade social e desenvolvimento sustentável são aqueles que mais investem no seu sistema de ensino, desde os primeiros anos até aos estudos superiores.

A escola é o ponto de partida para a saúde pública, para a economia estruturada, para a justiça social e para o progresso científico. Quem desinveste na escola, abre portas ao caos lento, mas irreversível.

Angola apresenta um quadro educativo de contrastes significativos. Se, por um lado, houve progresso na expansão do acesso escolar, por outro, persistem desafios estruturais que comprometem a qualidade e a universalidade da educação. Dados recentes (2025) apontam para:

• A insuficiência de salas de aula, sobretudo em zonas rurais, obrigando à prática de turnos múltiplos e ao sacrifício da qualidade do tempo lectivo; • A escassez crónica de professores, especialmente nas áreas de ciências, línguas e matemática, com défices que ultrapassam as dezenas de milhar;

• Elevadas taxas de evasão escolar, com causas multifacetadas: distância geográfica, carência de transportes, responsabilidades familiares precoces e condições económicas frágeis;

•Disparidades acentuadas entre o meio urbano e o rural, tanto em acesso como em qualidade do ensino; • Um sistema ainda excessivamente centrado na certificação formal, com frágil ligação ao mundo do trabalho e à resolução dos problemas reais da comunidade.

Estas dificuldades não significam um fracasso total, mas antes um convite à reconstrução paciente, rigorosa e patriótica do nosso sistema educativo. O caminho exige visão, disciplina, constância e compromisso.

Apesar dos entraves, há sinais de esperança visíveis: o crescente número de jovens interessados em estudar, o esforço de algumas comunidades em erguer escolas comunitárias com meios próprios, o aumento de plataformas digitais de aprendizagem, bem como projectos de extensão educativa não-formal.

Para consolidar esse movimento ascendente, propõem-se algumas linhas de acção: •Revalorização do professor, com formação contínua, condições dignas de trabalho e respeito institucional;

•Reforma curricular que contemple, de forma equilibrada e progressiva, a integração do pensamento crítico, o estímulo à cidadania activa, o desenvolvimento do raciocínio lógico e a valorização do património histórico-cultural nacional.

•Reforço da ligação entre escola, família e comunidade, para garantir um processo formativo mais completo e ancorado na realidade; • Melhoria das infra-estruturas escolares, com prioridade às zonas mais desfavorecidas;

• Ampliação de oportunidades no ensino técnico-profissional e no ensino superior, alinhando a formação com as necessidades do país. Não há verdadeira liberdade onde a ignorância prevalece.

A escola é o terreno onde se planta a alma de um povo, e só dela pode nascer uma sociedade esclarecida, justa e coesa. Mais do que edifícios, manuais ou exames, é a visão que se tem da educação que determina o futuro de uma nação.

A negligência educativa não se vê de imediato nos jornais ou nas urnas, mas impõe-se lentamente nas ruas, nas instituições, na mentalidade colectiva e, sobretudo, nas ausências: ausência de soluções, ausência de ética, ausência de rumo.

Investir na escola, em sentido amplo e profundo, é semear futuro — e preservá-lo. Luanda, 14.06.2025 Junho – MÊS DA CRIANÇA ANGOLANA

Por: JOÃO BAPTISTA KUSSUMUA

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