EMPEMA-ENSA BANCO BAI SOCIJORNAL SOCIJORNAL
OPaís
Ouça Rádio+
Sex, 19 Jun 2026
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

A crónica da mulher que convive com o cancro de forma engraçada

Jornal Opais por Jornal Opais
25 de Outubro, 2024
Em Opinião

Dona Lurdes sempre foi conhecida pela sua teimosia e bom humor. Quando lhe disseram que tinha cancro, claro que o primeiro impacto foi grande.

Poderão também interessar-lhe...

África não precisa de mais heróis, precisa de mais instituições

Lomengo, o genro esfomeado – Vidas de Ninguém (XXIV)

A solidão dos fortes

Ficou em choque, como qualquer um ficaria, mas logo a seguir, no meio daquele consultório com cheiro a álcool e caras sérias, ela soltou uma das suas tiradas: – Doutor, o bicho que está aí dentro deve ser como aqueles parentes chatos que nunca vão embora, não é? Mas olha, eu sou dura na queda! E assim começou a saga da mulher que, em vez de se encolher perante o diagnóstico, resolveu encarar o cancro como mais uma piada da vida.

As amigas choraram, os vizinhos passaram a olhar para ela com um misto de pena e respeito, mas Dona Lurdes? Essa foi logo tirar o pó do seu arsenal de piadas. Quando o cabelo começou a cair, em vez de tristeza, ela celebrou: – Sempre quis experimentar ser careca, já não tenho de gastar no salão! – dizia ela, rindo, enquanto a família tentava lidar com a situação.

Ela própria não deixava ninguém ficar com cara de velório por muito tempo. Assim que percebia algum olhar mais triste, logo atirava: – Eh pá, não me venham com choradeira, que o bicho aqui não tem poder sobre mim. Sou angolana, se o cancro pensa que vai me derrubar, está a lutar contra a mulher errada. Cada ida ao hospital virava um evento.

Nas sessões de quimio, enquanto outros pacientes se fechavam no seu próprio mundo, Dona Lurdes fazia questão de espalhar a sua energia. Quando a chamavam para a cadeira, ela comentava alto: – Vamos lá, doutor, mais uma dose de superpoderes! Hoje vou sair daqui a brilhar. Mas não pensem que a vida de Do- na Lurdes era só gargalhada. Havia dias duros, claro.

Dias em que o corpo parecia não querer colaborar e em que a cabeça lhe pregava partidas, questionando-se sobre o futuro. Porém, mesmo nesses mo- mentos mais difíceis, o humor estava sempre à espreita, pronto para emergir e afastar qualquer nu- vem negra. – Quem diria que eu, que sempre fui tão preguiçosa, ia ter que correr tanto atrás da vida por causa deste bicho! – desabafava, brincando.

A sua força não vinha só das risadas, mas da maneira como escolheu encarar o cancro. Não como um inimigo invencível, mas como um vizinho incômodo, daqueles que entram sem ser convidados e ficam a ocupar espaço. – Já lhe disse – comentava ela entre gargalhadas com as amigas – se o cancro pensa que vai tirar o meu lugar, está muito enganado.

Aqui mando eu! O mais incrível é que, com o tempo, Dona Lurdes foi conquistando o respeito de todos. Desde os médicos até aos outros pacientes. Todos viam nela um exemplo de como a vida pode ser levada com leveza, mesmo nas situações mais pesadas.

E lá seguia ela, de cabeça erguida, dando ordens ao corpo e sempre com uma piada pronta para desarmar o medo e o desespero. – A vida não está fácil, mas se vamos viver, que seja com um sorriso, mesmo que o bicho tente estragar a festa! – dizia ela, e era impossível não sorrir com ela. Porque, no fundo, Dona Lurdes sabia: o riso é o melhor remédio, até contra o cancro.

POR:RIBAPTISTA

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

África não precisa de mais heróis, precisa de mais instituições

por Jornal OPaís
19 de Junho, 2026

Há uma imagem que muitos angolanos conhecem. Num bairro, numa escola, numa associação comunitária ou numa repartição pública, existe quase...

Ler maisDetails

Lomengo, o genro esfomeado – Vidas de Ninguém (XXIV)

por Jornal OPaís
19 de Junho, 2026

A os 31 anos, Cafumba era uma jovem morena, de pernas grossas, dentes branquinhos, cabelos compridos e massa física corpulenta,...

Ler maisDetails

A solidão dos fortes

por Jornal OPaís
19 de Junho, 2026

A fortaleza é uma das qualidades mais admiradas na sociedade angolana. Admiramos a mãe que nunca desiste dos filhos, o...

Ler maisDetails

É de hoje… Quem conhece as Quedas dos Bem-Casados?

por Dani Costa
19 de Junho, 2026

Há alguns anos, num daqueles momentos de aventura, decidimos visitar o amigo Tito, que, depois de largos anos emprestado ao...

Ler maisDetails

Angola assina oito memorandos para fomentar desenvolvimento dos destinos turísticos

19 de Junho, 2026

Campanha de rastreio da Tripanossomíase prevê abranger cerca de quatro mil munícipes do Ngonguembo

19 de Junho, 2026

Vítimas do quádruplo homicídio no Paraíso serão sepultadas amanhã

19 de Junho, 2026

Banco Africano de Desenvolvimento reafirma apoio à ciência e tecnologia em Angola

19 de Junho, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.