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A capa como parte do corpo do texto literário

Jornal Opais por Jornal Opais
17 de Julho, 2024
Em Opinião

Propusemo-nos em analisar capa de obras literárias, isso por entendermos que ela não é um elemento isolado na obra, ou seja, a capa pode ser vista como o resumo ou o retrato do que nos traz a obra.

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Por isso, é importante que os signos que poderão constituir a capa de uma obra literária devem ser colocados e pensados em função do contexto da obra. Nesta primeira abordagem, analisaremos a capa da obra Sinos do Evangelho, do escritor Mozier Jocand, composta por 54 poemas, pulicada com o selo da Satchi Editora, em 2023. Sinos do Evangelho configurase como uma obra de poesia religiosa.

Olhando para a cor da capa e do verso da obra, dentro da semeiótica litúrgica, a cor laranja pode ser usada, simbolicamente, para representar o fogo do espírito santo, que é uma metáfora frequente associada à paixão, inspiração e renovação espiritual.

Já a cor vermelha, possui significados profundos e variados, sendo utilizada em diversas ocasiões para simbolizar diferentes aspectos de fé, como, por exemplo, a paixão e morte de cristo, o martírio, no caso daqueles fiéis que foram mortos por causa de sua fé em cristo.

Espírito santo, como o caso do pentescoste. Portanto, essa utilização da cor litúrgica cristã serve como meio visual e simbólico de comunicar aspectos fundamentais da fé aos fiéis, ajudando-os a entrar mais profundamente no mistério celebrado.

Associando a presença do sino na capa do livro, diríamos que este objecto sonoro tem uma semântica importante para os fiéis, o som do sino é muitas vezes usado para chamar atenção sobre a oração, quando se está neste período, anunciar a chegada de cristo entre outros significados.

Concordando com o lexema evangelho, diríamos que é o som que se toca para despertar os fiéis, servindo de convite para a palavra de Deus ou ainda um despertar sobre como tem sido distribuída as boas novas.

Portanto, ela surge como uma chamada de atenção sobre o modo como se tem vivido dentro da palavra de Deus. Como se pode conferir nos versos seguintes: ndolom ndolom ndolom, yoyo yisika ongunga ye laleko (Jocand, 2023, p.26) toca o sino trombeta convocada a criação invocai a Deus (Jocand,2023, p.66) Estes versos concordam com o que afirmamos em cima sobre a necessidade de existir um diálogo entre a capa e a obra literária.

A capa apresenta-nos, entre parênteses rectos, a classificação da obra como poesia sacra, mas, a nosso ver, não se enquadra. Pois esta obra, enquadra-se na categoria de poesia religiosa e não sacra.

Dito isso, defendemos que toda poesia sacra é religiosa, mas nem toda poesia religiosa é sacra. A diferença consiste no seguinte: a poesia sacra está mais voltada para uma espiritualidade mais abstrata e universal, muitas vezes ligada a princípios mais filosóficos e metafísicos.

Por outro lado, a poesia religiosa tende a ter uma ligação mais directa com dogmas, rituais e narrativas específicas de uma religião em particular, ou seja, a poesia sacra é feita para ligar o homem e Deus, a poisia religiosa é feita para ligar o homem e a religião, apresentando as questões de moralidade, espiritualidade e crença, é isso que se vê em quase toda obra.

Portanto, é importante que a capa, enquanto membro do corpo da obra, venha expor pictograficamente aquilo que se pode verificar dentro da obra.

 

Por: KHILSON KHALUNGA

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