Pelo menos sete moçambicanos foram mortos e pouco mais de 800 forçados a regressar ao país devido aos ataques xenófobos que ocorrem na vizinha República da África do Sul
A xenofobia ocorre na Cidade de Mossel Bay, na província de Cabo Ocidental, indica a agência de notícias moçambicana AIM. “Há a lamentar a morte de sete cidadãos moçambicanos, cinco dos quais por consequência directa dos ataques xenófobos e outros dois como resultado de um acidente de viação, quando viajavam, em viatura particular, de regresso a Moçambique”, diz um comunicado de imprensa do Gabinete de Informação (Gabinfo), recebido Segunda-feira pela AIM.
As autoridades moçambicanas têm estado, desde o início da ocorrência, a monitorar a situação, através do Consulado de Moçambique na Cidade do Cabo, “que está engajado na prestação de assistência aos cidadãos nacionais afectados.” No último Sábado, 30 de Maio, 300 moçambicanos regressaram, por meios próprios, ao país.
Os rema nescentes pouco mais de 500 en contravam-se albergados, desde então, num local seguro na pro víncia do Cabo Ocidental, estan do já a decorrer, desde a 1 de Junho, o processo do seu repatriamento a Moçambique. Estes serão levados aos seus locais de origem, designadamen te onde possuem as suas residências. Os cidadãos em causa são oriundos das províncias do Sul de Moçambique (Gaza, Inhambane, Maputo e Cidade de Maputo) e da província de Manica, na região centro.
À sua chegada à fronteira de Ressano Garcia, na província de Maputo, os moçambicanos em processo de regresso forçado ao país recebem dois kits alimentares, sendo um para o seu uso imediato e outro para os primeiros 10 dias de restabelecimento nas suas zonas de origem.
“Tendo em conta a volatilidade da situação – o que inclui a exigência, por parte de grupos anti-imigrantes, no sentido de certos grupos de estrangeiros abando nem aquele país até 30 de Junho corrente –, prevê-se o agrava mento do actual quadro, estando o Governo a trabalhar para a necessária mitigação”, lê-se no comunicado.
O Governo, segundo o documento, continuará a fazer o seguimento apropriado, através das suas missões consulares naquele país vizinho, bem as sim por intermédio do Instituto Nacional para as Comunidades Moçambicanas no Exterior (INACE) e do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).












