Três décadas após os primeiros crimes, o serial killer do caso Gilgo Beach declarou-se culpa do dos sete homicídios que as autoridades conheciam e ainda revelou em tribunal ter matado mais uma mulher. Rex Heuermann tinha vida dupla. Era um “pai comum” e arquitecto de prestígio em Long Island, EUA
Um arquitecto de Long Island, Estados Uni dos Unidos (EUA), que levava uma vida dupla como assassino em série, declarou-se culpado em tribunal, na Quarta-feira, 8 de abril, pelo assassinato de sete mulheres e ainda revelou ter matado uma oitava.
A confissão, amplamente noticiada pelos meios de comunicação social americanos, põe assim fim ao mistério dos homicídios não resolvidos de Gilgo Beach, que durava há mais de 17 anos. De acordo com a agência Reuters, Rex Heuermann, de 62 anos, declarou-se culpado num “tribunal lotado de jornalistas, polícias e familiares das vítimas”.
O choque e a emoção tomaram conta da audiência, enquanto o serial killer detalhava os homicídios e revelava ter matado Karen Ver gata, em 1996, algo desconhecido das autoridades até agora.
Durante o depoimento, o criminoso admitiu ter estrangulado todas as oito vítimas e desmembra do algumas delas antes de se desfazer dos corpos. Em Junho, Rex Heuermann, que está, pelo menos para já, acusado de sete crimes de homicídio, conhecerá a sentença. Tudo indica que será condenado a prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional.
As mulheres, algumas delas prostitutas, foram assassinadas ao longo de 17 anos. “Pai comum” e arquitecto de renome O caso de Gilgo Beach, como ficou conhecido, ganhou assim contornos ainda mais macabros. Há anos que as autoridades tentavam desvendar a morte de se te mulheres, que apareciam desmembradas nesta zona de Long Island.
Sabe-se agora que o serial killer que lhes tirou a vida de for ma violenta levava uma vida apa rentemente normal. Era um arqui tecto de renome e um “comum” pai de família, escondendo desta forma os crimes que chamaram a atenção e inspiraram até uma série documental e o filme da Netflix, de 2020, “Lost Girls”.









