O presidente do Conselho Europeu, António Costa, saudou ontem o cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irão relativamente à guerra no Médio Oriente, pedindo que seja respeitado com vista a uma “paz sustentável” na região
“A colho com satisfação o anúncio, por parte dos Estados Unidos e do Irão, de um cessar-fogo de duas semanas. Exorto todas as partes a respeitarem os seus termos, a fim de alcançar uma paz sus tentável na região”, escreveu António Costa, numa publicação na rede social X.
Reagindo ao anúncio da madrugada de ontem, o antigo primeiro-ministro português apontou que a União Europeia “está pronta para apoiar os esforços em curso e mantém-se em contacto próximo com os seus parceiros na região”.
“Agradeço ao Paquistão e a todas as outras partes envolvi das por facilitarem este acordo”, concluiu António Costa. A reacção surge depois de, na madrugada de hoje, o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado que aceitou suspender por duas semanas os bombardeamentos e ataques ao Irão, num “cessar-fogo bilateral”, e após ter recebido de Teerão uma proposta de paz “viável”.
O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão confirmou o cessar-fogo bilateral de duas semanas com os Estados Uni dos e informou que as negociações para um acordo de paz terão lugar no Paquistão a partir de 10 de Abril.
A guerra do Irão, iniciada a 28 de Fevereiro de 2026, marcou uma escalada no Médio Oriente devido aos ataques iniciais dos Estados Unidos e Israel sobre alvos militares e nucleares iranianos, incluindo na capital, Teerão, e também à resposta iraniana.
O conflito começou após o fracasso das negociações sobre o programa nuclear iraniano e rapidamente se alastrou à região, com o Irão a responder através de mísseis, drones e ameaças ao tráfego no Estreito de Ormuz. Este confronto agravou a instabilidade geopolítica mundial, aumentando os receios de uma crise energética global e de uma guerra regional de grandes dimensões.









