O presidente da Rússia, Vladimir Putin, expressou as suas “sinceras condolências” pela morte do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, descrevendo o assassinato como uma “violação cínica” das normas internacionais
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, descreveu a morte do líder supremo da República Islâmica do Irão, Ali Khamenei, como uma “violação cínica de todas as normas da moral e do direito internacional”. Numa carta enviada ao seu homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, Putin apresentou as suas “sinceras condolências pelo assassinato” do líder supremo e membros da sua família, “cometido com uma violação cínica de todas as normas da moral humana e do direito internacional”.
“No nosso país, o aiatolá Khamenei será lembrado como um estadista notável, que deu uma enorme contribuição pessoal para o desenvolvimento das relações amigáveis entre a Rússia e o Irão, elevando-as ao nível de uma parceria estratégica abrangente”, afirmou Putin, na nota partilhada pelo Kremlin.
O presidente russo pediu ainda que sejam transmitidas as suas “mais sinceras condolências e apoio aos familiares e amigos do líder supremo, ao governo e a todo o povo do Irão”. Razões de Trump para ataque “são infundadas”, considerou a Rússia Já no Sábado, a Rússia tinha considerado como infundada a justificação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para atacar o Irão em conjunto com Israel.
“As declarações feitas, ontem, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no sentido de que esta operação tinha como objectivo impedir que o Irão adquirisse uma arma nuclear, não são justificadas. São infundadas”, declarou o representante permanente da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia. O embaixador russo rejeitou as declarações de Trump sobre o programa nuclear iraniano – que Washington estava a negociar com Teerão – e defendeu que o Irão tem afirmado “sistematicamente” que não tem planos desse tipo, e está a “cumprir as suas obrigações” nos termos do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).
Já o antigo presidente do país e actual secretário-adjunto do Conselho de Segurança, Dmitri Medvedev, afirmou que os Estados Unidos mostraram a sua “verdadeira face” e confirmaram que “as negociações com o Irão foram apenas uma farsa”, segundo uma mensagem publicada na plataforma Telegram. Israel e Estados Unidos, recordese, lançaram no Sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O presidente norte-americano afirmou que a operação visou “eliminar ameaças iminentes” do Irão, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a acção conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”. Na madrugada de ontem, um apresentador da televisão estatal iraniana anunciou, em lágrimas, a morte do aiatola Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica do Irão, que estava no poder há 36 anos.








