OPaís
Ouça Rádio+
Qui, 12 Mar 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Moçambique entre os mais afectados por recuo do financiamento chinêsMoçambique entre os mais afectados por recuo do financiamento chinês

Jornal OPaís por Jornal OPaís
17 de Dezembro, 2025
Em Mundo

A China passou a receber mais dinheiro dos países mais pobres do que aquele que lhes empresta, revelando uma inversão nos fluxos financeiros que está a agravar dificuldades em Estados como Moçambique, indica um estudo da Universidade de Boston

Poderão também interessar-lhe...

Fórum de Revisão do Plano Estratégico da AUSC Região 5 reúne responsáveis desportivos em Maputo

Putin e Trump realizam conversa telefónica sobre conflitos na Ucrânia e Médio Oriente

Internacional:Mulher detida após disparar cerca de dez tiros contra casa de Rihanna em Beverly Hills

Segundo a investigadora Rebecca Ray, autora do estudo da Boston University Global Development Policy Center, divulgado na Segunda-feira, os chamados “fluxos líquidos de dívida” da China para os países de baixo rendimento — os novos empréstimos concedidos menos os reembolsos recebidos — tornaram-se negativos nos últimos anos. Isto significa que, actualmente, os países mais pobres estão a pagar à China mais do que recebem em novos financiamentos.

A tendência reverte o padrão dominante nas últimas duas décadas, em que Pequim foi um dos principais financiadores de infra-estruturas nos países em desenvolvimento. A retracção resulta da queda acentuada nos desembolsos desde 2018, ano em que o financiamento externo chinês atingiu o seu pico. Como os reembolsos se prolongam por mais tempo do que os períodos de concessão de crédito, esta inversão era inevitável, aponta o estudo.

A situação assemelha-se à registada em 2005 entre os credores do Clube de Paris, que nesse ano apresentaram fluxos líquidos negativos de 9,4 mil milhões de dólares (oito mil milhões de euros) devido à instabilidade financeira global. No caso chinês, o saldo negativo ascendeu a 5,9 mil milhões de dólares (5 mil milhões de euros) em 2024. Entre os países lusófonos abrangidos pela análise, Moçambique surge entre os mais afectados.

O país africano registou transferências líquidas negativas da China e de todos os seus credores combinados, o que significa que, além de estar a pagar mais do que recebe de Pequim, não conseguiu compensar esse fluxo com financiamento de outras origens. Entre Janeiro e Março, a China manteve-se como principal credora bilateral de Moçambique, apesar do perdão de juros e da recente doação de 12 milhões de euros anunciada por Pequim. Moçambique pagou em três meses mais de 36 milhões de euros à China pelo serviço da dívida, que lidera entre os credores bilaterais do país, segundo dados do Ministério das Finanças.

De acordo com um relatório sobre a gestão da dívida, o serviço da dívida à China foi o que mais pesou nas contas moçambicanas em três meses, de Janeiro a Março, com 35,51 milhões de dólares (30,6 milhões de euros) em amortizações e 6,77 milhões de dólares (5,8 milhões de euros) em juros. Segundo dados do relatório, a dívida de Moçambique à China ascendia por seu turno, no final de Junho, a 1.347 milhões de dólares (1.158 milhões de euros), o maior credor bilateral e apenas ultrapassada, nos credores multilaterais, pelo IDA (Associação Internacional de Desenvolvimento), do Grupo Banco Mundial, com 2.980 milhões de dólares (2.566 milhões de euros).

Entretanto, o Governo chinês perdoou os juros dos empréstimos concedidos a Moçambique até 2024 e anunciou a doação de 12 milhões de euros ao país africano, disse em 14 de Outubro a primeira-ministra moçambicana, Benvida Levi. Segundo o relatório, este grupo mais vulnerável inclui ainda Myanmar, Samoa, Tonga, Tajiquistão e Djibuti, todos em situação de elevado risco de sobre-endividamento.

Na maioria dos outros países analisados — todos elegíveis para financiamento concessionado da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA), do Banco Mundial — os reembolsos à China foram compensados com novos financiamentos de outros parceiros, mantendo os fluxos líquidos totais em terreno positivo. Apesar de sublinhar que a atual fase não é inédita nem incomum, Rebecca Ray considera que representa um desafio importante tanto para os países de baixo rendimento como para a China, que se vê obrigada a repensar a sustentabilidade e o impacto do seu modelo de financiamento externo.

O estudo propõe que Pequim refinancie os empréstimos em dificuldades, aproveitando o atual diferencial entre as taxas de juro chinesas e as norte-americanas, a conversão de créditos em risco em obrigações a longo prazo denominadas em renminbi (RMB), permitindo condições de pagamento mais sustentáveis ou o alargamento do comércio bilateral em RMB, facilitando o acesso à moeda necessária para pagamentos futuros

Jornal OPaís

Jornal OPaís

Recomendado Para Si

Fórum de Revisão do Plano Estratégico da AUSC Região 5 reúne responsáveis desportivos em Maputo

por Jornal OPaís
11 de Março, 2026

A cidade moçambicana de Maputo acolhe, desde ontem até amanhã, o Fórum de Revisão do Plano Estratégico da African Union...

Ler maisDetails

Putin e Trump realizam conversa telefónica sobre conflitos na Ucrânia e Médio Oriente

por Jornal OPaís
11 de Março, 2026

O conselheiro diplomático de Putin, Yuri Ushakov, indicou que o Presidente russo defendeu uma “solução política e diplomática rápida para...

Ler maisDetails

Internacional:Mulher detida após disparar cerca de dez tiros contra casa de Rihanna em Beverly Hills

por Jornal OPaís
10 de Março, 2026
DR

Uma mulher foi detida este Domingo, 8, após ter disparado várias vezes contra a casa da cantora Rihanna, em Beverly...

Ler maisDetails

Macron afirma que “atacar Chipre é atacar a Europa” e envia mais fragatas

por Jornal OPaís
10 de Março, 2026

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou ontem que, quando se ataca Chipre, “ataca-se a Europa”, tendo anunciado o envio de...

Ler maisDetails

Ministro avalia com governadores execução de projectos de infra-estruturas no Huambo e Malanje

12 de Março, 2026

Empresas recomendadas a investirem em talentos no processo de transformação digital

12 de Março, 2026

10 em cada 100 angolanos acreditam que terão casa própria nos próximos dois anos

12 de Março, 2026
DR

Adalberto Costa Júnior defende Pacto de Estabilidade para abrir nova etapa política no país

12 de Março, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.