Milhares de apoiantes do Governo foram às ruas da capital congolesa, Kinshasa, Segunda-feira, em apoio às sanções dos Estados Unidos contra o ex-presidente Joseph Kabila, informou o portal Africanews
Os EUA incluíram o ex-presidente na sua lista negra na semana passa da, acusando-o de apoiar os rebeldes do M23, apoiados pelo Rwanda e o seu braço político-militar, a Aliança do Rio Congo (AFC), envolvidos no conflito no Leste do país. O Departamento do Tesouro alegou que, entre outras coisas, Kabila lhes forneceu apoio financeiro e tecnológico com a intenção de desestabilizar o Governo de Kinshasa.
O conflito violento na região resultou na morte de milhares de civis e numa crise de deslocamento em massa. No seu discurso na marcha de Se gunda-feira, Julien, membro de um dos partidos da coligação governante da RDC, elogiou a decisão de Washington de impor sanções a Kabila.
“Kabila cometeu muitos massacres e não deixará Fatshi [apelido do presidente Tshisekedi] continuar o seu trabalho em paz”, disse. “Agora prendam Kabila para que ele nos deixe em paz, não queremos mais nada com ele”, disse Julien.
Ouragan Mwanza, um activista do principal partido UDPS, descreveu as sanções como um “passo significativo” contra “os assassinos e criminosos”. “Eles destruíram este país, reduziram-no a ruínas e aniquilaram todos os seus valores ao desmantelar empresas estatais em benefício dos seus próprios negócios privados e familiares”, salientou. No ano passado, um tribunal mi litar congolês condenou Kabila à morte à revelia por traição, por “cumplicidade” com a aliança M23/AFC.








