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Justiça britânica mantém ordem de prisão de Assange

Jornal Opais por Jornal Opais
8 de Fevereiro, 2018
Em Mundo

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Uma juíza britânica negou esta Terça-feira (6) a suspensão da ordem de prisão contra Julian Assange por ter violado os termos da sua liberdade condicional quando se refugiou na embaixada equatoriana há mais de cinco anos.

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“Não estou convencida de que seja preciso retirar a ordem”, afirmou a juíza Emma Arbuthnot, acabando com a possibilidade de o fundador do site WikiLeaks poder sair livremente pelas ruas de Londres. Contudo, a juíza anunciou que voltará a se pronunciar sobre o assunto no dia 13 de Fevereiro, desta vez do ponto de vista da utilidade pública. O Equador anunciou que continuará a proteger Julian Assange, asilado na sua embaixada em Londres desde 2012, após a decisão da Justiça britânica de manter a ordem de prisão contra ele.

Quito “manterá a protecção internacional para o cidadão Julian Assange enquanto persistir o perigo para a sua vida”, indicou a Chancelaria em comunicado. Assange buscou asilo na embaixada, fugindo de um mandado de prisão europeu, porque a Suécia o reivindicava como suspeito de crimes sexuais. A Justiça sueca arquivou a investigação, mas a polícia britânica ainda queria prendê-lo por violar os termos da sua liberdade condicional. Diante disso, Assange teme deixar a embaixada, ser detido e acabar extraditado para os Estados Unidos para ser julgado por ter divulgado milhares de telegramas confidenciais do governo americano.

Na Segunda-feira (5), pareceu abrir-se um caminho para Assange, quando a Alta Corte de Justiça bloqueou a extradição para os Estados Unidos do suposto “hacker” Lauri Love. O seu retorno era pedido por Washington por ter invadido os sistemas de informática da Agência Espacial americana (Nasa), do Pentágono e de outras organizações. Numa audiência na semana passada, o advogado do fundador do WikiLeaks, Mark Summers, afirmou que o mandado de prisão “perdeu o seu propósito e função”, depois que a Justiça sueca desistiu do caso. Summers considerou que Assange, de 46 anos, esteve a viver em condições “similares às de encarceramento” e que a sua “saúde psicológica se deteriorou” e “está em perigo”. Já o procurador Aaron Watkins considerou “absurda” a demanda.

Um hóspede incômodo para o Equador

No ano passado, o procurador-geral americano, Jeff Sessions, disse que a detenção de Assange era “uma prioridade”. O pedido do fundador do WikiLeaks surge pouco depois de o Equador lhe conceder cidadania e status diplomático, com a ideia de que a imunidade lhe permitiria deixar a delegação. O Reino Unido disse que a medida não alteraria a situação. “O Equador sabe que a única maneira de resolver esse assunto é que Assange deixe a embaixada para enfrentar a Justiça”, declarou um portavoz do Ministério britânico das Relações Exteriores.

A situação de Assange transformou- sre “em uma pedra no sapato” do Equador, como admitiu o presidente desse país, Lenín Moreno, que herdou o imbróglio do seu antecessor e agora inimigo político Rafael Correa. Moreno tenta buscar soluções para o problema. Em várias ocasiões, o governo de Quito criticou o hóspede por se envolver nos assuntos de outros países, como no caso da eleição americana de 2016 – durante as quais o WikiLeaks divulgou e-mails comprometedores de membros da equipe de campanha da então candidata democrata à presidência, Hillary Clinton -, ou na recente crise política na Catalunha, onde se posicionou a favor dos separatistas.

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