O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, declarou, Quarta-feira, que abrir negociações de paz com os Estados Unidos nesta fase seria reconhecer uma derrota e avisou que a República Islâmica prefere “continuar a resistir”, informou o site Notícias ao Minuto
Na primeira reacção oficial do Irão à oferta de conversações por par te de Washington, Abbas Araqchi disse, na televisão estatal, que a República Islâmica “não planeia nenhuma negociação” sobre o conflito desencadeado pelos Estados Unidos e Israel em 28 de Fevereiro.
“Falar em negociações agora se ria o mesmo que admitir a derrota”, afirmou o chefe da diplomacia de Teerão, acrescentando que o Irão pretende “terminar a guerra nos próprios termos” e criar condições “para que nunca mais se repita”.
Nas suas declarações, o ministro dos Negócios Estrangeiros insistiu que o estreito de Ormuz está “fechado apenas aos inimigos”, referindo-se à ameaça militar iraniana à passagem marítima que representava 20% do transporte de petróleo e gás natural liquefeito do mundo antes da guerra, o que fez disparar os preços à escassa global. Araqchi argumentou “não há razão para permitir a passagem de navios” pertencentes aos inimigos do Irão e aliados, acrescentando que as forças iranianas já tinham “garantido a passagem se gura” de navios de nações amigas.
Pouco antes das declarações do governante iraniano, a Casa Branca avisou que os Estados Unidos poderão “desencadear o inferno” caso o Irão cometa um “erro de cálculo” e se recuse a reconhecer a derrota militar.
O Irão “será atingido com mais força do que nunca”, ameaçou a porta-voz da presidência norte americana, que insistiu na existência de contactos diplomáticos com Teerão para pôr fim à guerra.
“As negociações continuam. São produtivas, como disse o Presidente Donald Trump e vão continuar a sê-lo”, afirmou Karoline Leavitt sobre a iniciativa de diálogo de Washington, até agora negada por Teerão A estação pública Press TV já tinha noticiado que Teerão rejeitou uma proposta de 15 pontos do líder norte-americano para terminar a guerra, embora citando um responsável iraniano não identificado.
“A guerra terminará quando o Irão decidir pôr-lhe fim, e não quando Trump assim o decidir”, declarou a fonte da emissora, depois de o Paquistão ter confirmado que entregou a proposta de Washington às autoridades de Teerão.
Depois disso, surgiram várias mensagens do Irão em tom de desafio à Casa Branca. A Guarda Revolucionária avisou que qualquer prazo ou ultimato imposto pelos Estados Unidos “constitui um acto de guerra” e tem como resposta ataques aéreos contra Israel.








