OPaís
Ouça Rádio+
Qua, 18 Mar 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

França reconhece fim da cooperação militar com Níger

Jornal Opais por Jornal Opais
26 de Setembro, 2023
Em Mundo
(FILES) This file photo taken on December 14, 2021 shows French colonel Faivre (C) offering the symbolic key of Camp Barkhane to the Malian colonel during the handover ceremony of the Barkhane military base to the Malian army in Timbuktu. - President Emmanuel Macron hosts African leaders on February 16, 2022 ahead of an expected announcement that France is withdrawing its troops from Mali after an almost decade-long deployment to battle a jihadist insurgency. (Photo by FLORENT VERGNES / AFP)

(FILES) This file photo taken on December 14, 2021 shows French colonel Faivre (C) offering the symbolic key of Camp Barkhane to the Malian colonel during the handover ceremony of the Barkhane military base to the Malian army in Timbuktu. - President Emmanuel Macron hosts African leaders on February 16, 2022 ahead of an expected announcement that France is withdrawing its troops from Mali after an almost decade-long deployment to battle a jihadist insurgency. (Photo by FLORENT VERGNES / AFP)

A França decidiupôr fim à cooperação militar com o Níger, governado por uma junta militar desde o golpe de Estado de Julho passado, declarou Domingo, em Paris, o Presidente francês, Emmanuel Macron

Poderão também interessar-lhe...

Alegada morte de Mojtaba Khamenei é apenas “um rumor” – Trump

Zelensky acusa europeus de chantagem com oleoduto russo para a Hungria

Trump alerta que ainda não há condições para acordo de paz com Irão

Numa entrevista concedida às emissoras TF1 e France 2, Macron anunciou a retirada, até ao final do ano, do contingente militar francês no Níger, bem como o regresso a Paris, nas “próximas horas”, do embaixador francês em Niamey.

Cerca de 1.500 militares franceses estão estacionados no Níger, no quadro de uma operação para combater grupos jihadistas na região do Sahel.

O Níger é o terceiro país do Sahel a exigir o fim da cooperação militar com França, depois dos vizinhos Mali e Burkina Faso, todos eles governados, actualmente, por militares na sequência de golpes de Estado.

Na sua entrevista, Macron prometeu, contudo, que a França estará “sempre disponível” para apoiar a África na luta contra o terrorismo jihadista, desde que a pedido de governos democraticamente eleitos ou de organizações regionais.

“Acabou a Françafrique (conceito geopolítico que descreve a influência exercida por Paris sobre as suas ex-colónias africanas). Quando há golpes de Estado, não intervimos”, afirmou.

Revés para operação francesa em África

Segundo analistas, o anúncio sobre o Níger representa um revés da política de França para a África, após militares franceses já terem sido forçados a deixar o Mali e o Burkina Faso, nos últimos anos, pelos poderes saídos dos golpes de Estado.

França enviou militares à região do Sahel para combater grupos jihadistas, a pedido de líderes africanos. Desde 2013, quase 5 mil militares franceses foram enviados com essa missão no Mali, no Burkina Faso, no Tchad, no Níger e na Mauritânia.

Em Agosto de 2022, mais de nove anos depois de serem recebidos no Mali como “salvadores”, os 2.400 soldados franceses concluíram a sua retirada do país, ordenada por Macron devido à deterioração das relações com a junta militar no poder em Bamako e perante a crescente hostilidade da opinião pública local em relação à França.

Dois meses depois, foi a vez de os cerca de 400 militares franceses no Burkina Faso deixarem o país. Desde 2022, o Níger vinha abrigando boa parte dos militares restantes dessa operação.

A saída dos soldados franceses nalguns casos costuma ser seguida de uma aproximação com o Grupo Wagner, como no caso do Mali, onde a junta militar no poder em Bamako fez um acordo com os mercenários para apoiar o seu Exército.

“Estivemos lá porque o Níger pediu-nos, tal como Burkina Faso e Mali, para os ajudarmos a combater o terrorismo nos seus territórios.

Hoje, esses países foram vítimas de golpes de Estado. Ainda hoje falei com o Presidente Bazoum, que agora está detido porque realizava reformas ambiciosas”, disse Macron.

O contingente francês no Níger, país onde a França também tem interesses económicos no urânio, está distribuído entre a capital Niamey, Ouallam, ao Norte, e Ayorou, perto da fronteira com o Mali.

Macron afirmou que a retirada dos militares será feita de forma gradual e em coordenação com a junta militar que actualmente governa o Níger.

Sentimentos anti-franceses

O Níger foi uma colónia francesa desde o início do século 20 até 1960, quando se tornou independente.

Hoje é um dos principais fornecedores de urânio para as usinas nucleares francesas, com cerca de um terço do total num país onde 70% da electricidade é gerada por reactores atómicos. Para muitos africanos, o passado colonial pesa contra França.

E a isso se une, no período pós-colonial, o frequente apoio do Eliseu a autocratas africanos. Além disso, muitas pessoas em África percebem o Presidente Emmanuel Macron como arrogante, o que certamente não melhora a imagem da França.

Alguns observadores entendem, todavia, que, apesar da percepção de arrogância que o acompanha, poucos líderes franceses empreenderam tantos esforços para melhorar a imagem da França em África como Macron.

A título de exemplo, cita-se o facto de que, num gesto pouco comum para líderes franceses, ele viajou até ao Rwanda para reconhecer que França teve grande responsabilidade no genocídio de 1994, que deixou cerca de 800 mil mortos.

Acresce-se a isso que Macron elevou a ajuda financeira ao continente africano, começou a devolver obras de arte roubadas na época colonial e deu apoio militar para combater militantes jihadistas que já mataram inúmeros civis em África.

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

Alegada morte de Mojtaba Khamenei é apenas “um rumor” – Trump

por Jornal OPaís
16 de Março, 2026

O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, considera a alegada morte do líder supremo do Irão “um rumor”, embora...

Ler maisDetails

Zelensky acusa europeus de chantagem com oleoduto russo para a Hungria

por Jornal OPaís
16 de Março, 2026

O Presidente ucraniano, Volo dymyr Zelensky, acusou os aliados europeus de chantagem por pressionarem Kiev a reparar o oleoduto Druzhba,...

Ler maisDetails

Trump alerta que ainda não há condições para acordo de paz com Irão

por Jornal Opais
15 de Março, 2026

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu que as condições ainda "não são suficientemente boas" para um acordo com...

Ler maisDetails

Testes secretos e rearmamento da França: começou uma nova era nuclear

por Jornal OPaís
13 de Março, 2026

A China está a au mentar rapidamente o seu arsenal nuclear. Os EUA, a Rússia e a França também estão...

Ler maisDetails

MPLA inicia campanha “Bate-Porta” em Luanda para reforçar contacto com comunidades

18 de Março, 2026

Instituto de Planeamento Urbano de Luanda muda-se para novas instalações no Kinaxixi

18 de Março, 2026

Angola e China analisam situação da legislação migratória e acções de fiscalização no seio da comunidade empresarial

18 de Março, 2026

Equipa técnica multissectorial avalia obras do Hospital Municipal do Lôvua

18 de Março, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.