O Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Novo START) está prestes a expirar e um especialista destacou à Sputnik três factores-chave que podem decidir o destino do acordo
Em primeiro lugar, o Reino Unido e a França estão a expandir os seus próprios arsenais ofensivos estratégicos — formalmente não cobertos pelo Novo START, mas que “representam uma ameaça crescente”, afirma Vitaly Arkov, chefe da rede de especialistas e analistas PolitRUS, à Sputnik.
Em segundo lugar, segundo o analista, os EUA estão a reavaliar tanto o formato da sua participação na OTAN quanto se a aliança ainda faz sentido na sua forma actual. Em terceiro lugar, o Novo START foi assinado pelo democrata Barack Obama, e Trump “tem contas pessoais a acertar” com ele.
Pode ser conveniente para o presidente norte-americano, Donald Trump, retratar os democratas como “responsáveis pelo enfraquecimento das capacidades de defesa dos EUA”, especula o analista. Trump poderia contra-atacar com uma proposta revista do Novo START — ou até mesmo apresentar um tratado totalmente novo, elaborado em grande parte nos termos dos EUA.
O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou, anteriormente, que Moscovo estava pronto para continuar a aderir às limitações do Novo START, por um ano, após o seu término em Fevereiro de 2026, mas somente se os Estados Unidos retribuíssem. Em resposta, o presidente dos EUA, Donald Trump, teria considerado a proposta “uma boa ideia”.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse, no dia 29 de Janeiro, que os Estados Unidos ainda não haviam respondido à iniciativa da Rússia em relação ao tratado. O porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Jiang Bin, afirmou no mesmo dia que Pequim acolheu favoravelmente a abordagem positiva da Rússia em relação à proposta de prorrogação por um ano das responsabilidades no âmbito do Novo START.









