A poucos dias da realização da segunda volta das eleições presidenciais em Portugal, a conjunção de depressões atmosféricas severas e tempestades excepcionais está a testar não só a resiliência das comunidades mais afectadas, mas também a robustez das instituições democráticas
O país enfrenta simultaneamente uma crise climatérica com consequências humanas e logísticas profundas, com cheias, infra-estruturas danificadas e centenas de desalojados, e um escrutínio popular sobre a condução do processo eleitoral que, em princípio, deveria decorrer no próximo domingo, 8 de Fevereiro.
No Concelho da Marinha Grande, o presidente da Câmara Paulo Vicente afirmou nesta Quinta-feira que “a democracia não se adia”, sublinhando que as secções de voto funcionarão normalmente no Domingo, apesar dos desafios logís- ticos impostos pelo mau tempo. A autarquia viu-se obrigada a alterar o local de voto em duas secções. No Pilado e na Passagem, em Vieira de Leiria, mas garante que estradas e passeios já foram desobstruídos e que os cidadãos não serão impedidos de exercer o seu direito de voto.
Este posicionamento contrastou, porém, com a realidade vivida em outros municípios, nomeadamente em Alcácer do Sal, onde as intensas inundações provocadas pela subida do rio Sado levaram à decisão formal de adiar as eleições naquele concelho. A presidente da Câmara, Clarisse Campos, comunicou à Comissão Nacional de Eleições (CNE) que as condições de segurança não permitem a realização da votação no domingo, arrastando o acto para uma data posterior prevista na lei — no caso, uma semana depois.
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