O comissário europeu da Energia defende que a União Europeia (UE) não pode ficar dependente da energia dos Estados Unidos, depois de isso ter acontecido com a Rússia, e falou em “tempos muito turbulentos” para a segurança energética
“Ouço isso claramen- te quando falo com ministros da energia e chefes de Estado por toda a Europa: existe uma preocupação crescente, que partilho, de que possamos estar a substituir uma dependência por outra”, afirmou Dan Jørgensen.
“Estes são tempos muito turbulentos, obviamente”, admitiu. Perante tais tensões geopolíticas, Dan Jørgensen defendeu que a UE deve continuar “activamente à procura de alternativas” e “falar com países de todo o mundo que podem fornecer gás natural liquefeito”, nomeadamente do Norte de África. “Esperamos diversificar ainda mais as nossas importações”, assegurou.
A UE é o maior importador mundial de GNL e, em 2024, importou mais de 100 mil milhões de metros cúbicos (m³). A invasão da Ucrânia pela Rússia e a utilização do aprovisionamento de gás como arma levaram os Estados-membros da UE a desenvolver ainda mais as suas infra-estruturas de GNL. Graças a tais investimentos, a capacidade de importação de GNL da UE aumentou 70 mil milhões de m³ em 2023-2024, prevendo-se que venham a estar disponíveis mais 60 mil milhões de m³ entre 2025 e 2030.









