BANCO BAI MINEA SOCIJORNAL
OPaís
Ouça Rádio+
Qui, 7 Mai 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Brasil e o desafio de mudar a política de segurança após um Janeiro violento

Jornal Opais por Jornal Opais
5 de Fevereiro, 2018
Em Mundo

Warning: Trying to access array offset on false in /home/opaisao/public_html/wp-content/themes/jnews/class/Image/ImageNormalLoad.php on line 70

Warning: Trying to access array offset on false in /home/opaisao/public_html/wp-content/themes/jnews/class/Image/ImageNormalLoad.php on line 73

Na madrugada de 1 de Janeiro, enquanto milhões de brasileiros celebravam o Ano Novo, a festa acabou cedo no complexo prisional de Aparecida de Goiânia: nove presos foram brutalmente assassinados, dois deles decapitados, numa rebelião que viria a marcar o tom do primeiro mês de 2018.

Poderão também interessar-lhe...

Coreia do Sul revê apoio sobre operações dos EUA em Ormuz

Milhares marcham em Kinshasa em apoio às sanções dos EUA contra Kabila

Zelensky pede “voz europeia comum” em negociações com Rússia

Este episódio foi o primeiro de muitos de um Janeiro sangrento no Brasil, com os tiroteios a multiplicarem- se nas favelas do Rio de Janeiro, o massacre de 14 pessoas numa festa na periferia de Fortaleza e um novo choque entre facções rivais que deixou mais dez mortos numa prisão pública no interior da mesma cidade, capital do Ceará. A violência sempre esteve presente no maior país da região, mas no meio da crise fiscal em muitos dos seus estados, de cujo orçamento depende a segurança pública, começam a se tornar visíveis os níveis críticos.

“O sistema de segurança está falido”, admitiu na Quarta-feira passada o ministro da Defesa, Raul Jungmann. Nesse mesmo dia, uma das principais vias de acesso ao aeroporto internacional do Rio, a Linha Amarela, teve a circulação interrompida por um confronto entre polícias e traficantes de drogas. Na longa fila de veículos parados no meio do fogo cruzado, cenas de pânico: alguns motoristas abandonaram os seus carros apavorados, enquanto que uma mulher tentava proteger com o seu corpo os dois filhos pequenos.

Corrupção policial

“Precisamos de tomar as medidas necessárias antes que seja tarde demais e que lamentemos por estarmos a repetir a trajetória de outros países”, afirmou Jungmann ao canal Globo News, citando em particular a situação do México. A questão é complexa. Há razões estruturais como a desigualdade e a corrupção sistêmica, somadas ao acesso cada vez maior a armas de grande potência por grupos dos traficantes, que tingem de sangue o país, numa guerra impiedosa pelo controlo do mercado de drogas. Tudo isso no meio de uma “lógica de guerra” contra o crime e uma Polícia que teve o pagamento dos seus salários atrasados em vários Estados, como o Rio, e que cada vez mais aparece envolvida com as facções criminosas. “A penetração do crime em todas as polícias tem de ser combatida”, enfatizou Jungmann.

Patinho feio

A Constituição de 1988, elaborada depois do fim da ditadura, também tem parte de culpa no fracasso das políticas de segurança pública. A Magna Carta praticamente entregou toda a responsabilidade aos Estado, tanto em termos orçamentários como de estratégia. “A segurança pública era o ‘patinho feio’. Estávamos a sair de uma ditadura e ninguém queria nada com a segurança pública. Por que a saúde e a educação foram atribuídas à União? Porque eram importantes, podiam dar votos. Hoje estamos a pagar esta conta”, afirmou na semana passada o ex-secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame. “Não há dúvidas de que o Brasil precisa de um novo pacto federativo, a segurança pública tem de ser um tema federativo”, afirmou à AFP Arthur Trindade, professor da Universidade de Brasília e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal.

Além da questão orçamentária, Arthur Trindade enfatiza que a Secretaria Nacional de Segurança, subordinada ao Ministério da Justiça, emprega poucos funcionários num país com 208 milhões de habitantes. E também que não existe uma lei que estruture as polícias, nem um sistema de estatísticas confiável para planear as acções. São organizações como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública que fazem esse trabalho. No seu último relatório, a ONG cifrou em 61.619 os assassinatos cometidos no país em 2016, sete homicídios a cada hora, um recorde que reflecte tanto o aumento da letalidade policial como do assassinato dos agentes policiais, e que implica uma taxa de 29,9 homicídios para cada 100.000 habitantes, acima dos 21 calculados no México.

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

Coreia do Sul revê apoio sobre operações dos EUA em Ormuz

por Jornal OPaís
6 de Maio, 2026

A Coreia do Sul vai “reavaliar cuidadosa mente” uma eventual participação nas operações dos EUA no Estreito de Ormuz, anunciou,...

Ler maisDetails

Milhares marcham em Kinshasa em apoio às sanções dos EUA contra Kabila

por Jornal OPaís
6 de Maio, 2026

Milhares de apoiantes do Governo foram às ruas da capital congolesa, Kinshasa, Segunda-feira, em apoio às sanções dos Estados Unidos...

Ler maisDetails

Zelensky pede “voz europeia comum” em negociações com Rússia

por Jornal OPaís
5 de Maio, 2026

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu ontem uma “voz europeia comum” nas negociações com a Rússia para pôr fim à...

Ler maisDetails

130 nigerianos pedem repatriação da África do Sul devido à tensão xenófoba

por Jornal OPaís
5 de Maio, 2026

Pelo menos 130 cidadãos nigerianos na África do Sul pediram a repatriação deste país devido aos crescentes actos xenófobos contra...

Ler maisDetails

Radiomais em 4 Vozes: Novos Podcasts

Assembleia Nacional realiza sessão solene em homenagem ao Presidente do Gabão

6 de Maio, 2026

Embaixadora angolana integra excursão diplomática promovida pelo Presidente suíço

6 de Maio, 2026

‎Agricultores no Namibe registam redução de mais de 3% na colheita no I trimestre de 2025

6 de Maio, 2026

‎Maria de Fátima Jardim defende maior cooperação económica para o fortalecimento da CPLP

6 de Maio, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.