OPaís
Ouça Rádio+
Sáb, 28 Mar 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Brasil e o desafio de mudar a política de segurança após um Janeiro violento

Jornal Opais por Jornal Opais
5 de Fevereiro, 2018
Em Mundo

Warning: Trying to access array offset on false in /home/opaisao/public_html/wp-content/themes/jnews/class/Image/ImageNormalLoad.php on line 70

Warning: Trying to access array offset on false in /home/opaisao/public_html/wp-content/themes/jnews/class/Image/ImageNormalLoad.php on line 73

Na madrugada de 1 de Janeiro, enquanto milhões de brasileiros celebravam o Ano Novo, a festa acabou cedo no complexo prisional de Aparecida de Goiânia: nove presos foram brutalmente assassinados, dois deles decapitados, numa rebelião que viria a marcar o tom do primeiro mês de 2018.

Poderão também interessar-lhe...

Covid-19. Há mais uma nova variante a espalhar-se. O que se sabe?

Rússia prepara envio de drones e alimentos para o Irão – Imprensa

ONU busca garantir combustível para Cuba diante da crise energética

Este episódio foi o primeiro de muitos de um Janeiro sangrento no Brasil, com os tiroteios a multiplicarem- se nas favelas do Rio de Janeiro, o massacre de 14 pessoas numa festa na periferia de Fortaleza e um novo choque entre facções rivais que deixou mais dez mortos numa prisão pública no interior da mesma cidade, capital do Ceará. A violência sempre esteve presente no maior país da região, mas no meio da crise fiscal em muitos dos seus estados, de cujo orçamento depende a segurança pública, começam a se tornar visíveis os níveis críticos.

“O sistema de segurança está falido”, admitiu na Quarta-feira passada o ministro da Defesa, Raul Jungmann. Nesse mesmo dia, uma das principais vias de acesso ao aeroporto internacional do Rio, a Linha Amarela, teve a circulação interrompida por um confronto entre polícias e traficantes de drogas. Na longa fila de veículos parados no meio do fogo cruzado, cenas de pânico: alguns motoristas abandonaram os seus carros apavorados, enquanto que uma mulher tentava proteger com o seu corpo os dois filhos pequenos.

Corrupção policial

“Precisamos de tomar as medidas necessárias antes que seja tarde demais e que lamentemos por estarmos a repetir a trajetória de outros países”, afirmou Jungmann ao canal Globo News, citando em particular a situação do México. A questão é complexa. Há razões estruturais como a desigualdade e a corrupção sistêmica, somadas ao acesso cada vez maior a armas de grande potência por grupos dos traficantes, que tingem de sangue o país, numa guerra impiedosa pelo controlo do mercado de drogas. Tudo isso no meio de uma “lógica de guerra” contra o crime e uma Polícia que teve o pagamento dos seus salários atrasados em vários Estados, como o Rio, e que cada vez mais aparece envolvida com as facções criminosas. “A penetração do crime em todas as polícias tem de ser combatida”, enfatizou Jungmann.

Patinho feio

A Constituição de 1988, elaborada depois do fim da ditadura, também tem parte de culpa no fracasso das políticas de segurança pública. A Magna Carta praticamente entregou toda a responsabilidade aos Estado, tanto em termos orçamentários como de estratégia. “A segurança pública era o ‘patinho feio’. Estávamos a sair de uma ditadura e ninguém queria nada com a segurança pública. Por que a saúde e a educação foram atribuídas à União? Porque eram importantes, podiam dar votos. Hoje estamos a pagar esta conta”, afirmou na semana passada o ex-secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame. “Não há dúvidas de que o Brasil precisa de um novo pacto federativo, a segurança pública tem de ser um tema federativo”, afirmou à AFP Arthur Trindade, professor da Universidade de Brasília e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal.

Além da questão orçamentária, Arthur Trindade enfatiza que a Secretaria Nacional de Segurança, subordinada ao Ministério da Justiça, emprega poucos funcionários num país com 208 milhões de habitantes. E também que não existe uma lei que estruture as polícias, nem um sistema de estatísticas confiável para planear as acções. São organizações como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública que fazem esse trabalho. No seu último relatório, a ONG cifrou em 61.619 os assassinatos cometidos no país em 2016, sete homicídios a cada hora, um recorde que reflecte tanto o aumento da letalidade policial como do assassinato dos agentes policiais, e que implica uma taxa de 29,9 homicídios para cada 100.000 habitantes, acima dos 21 calculados no México.

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

Covid-19. Há mais uma nova variante a espalhar-se. O que se sabe?

por Jornal OPaís
27 de Março, 2026

Chama-se BA.3.2 e é a mais recente variante de Covid-19 que está a preocupar autoridades de saúde em todo o...

Ler maisDetails

Rússia prepara envio de drones e alimentos para o Irão – Imprensa

por Jornal OPaís
27 de Março, 2026

A Rússia está prestes a concluir o envio gradual de drones, medicamentos e alimentos para o Irão, noticiou, ontem, o...

Ler maisDetails

ONU busca garantir combustível para Cuba diante da crise energética

por Jornal OPaís
27 de Março, 2026

As Nações Unidas propuseram um plano de ajuda emergencial a Cuba, que inclui o forneci mento de combustível, no âmbito...

Ler maisDetails

Irão diz que negociar com EUA seria “derrota” e prefere “resistir”

por Jornal OPaís
27 de Março, 2026

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, declarou, Quarta-feira, que abrir negociações de paz com os Estados Unidos nesta...

Ler maisDetails

IV Conselho Consultivo do MINTTICS encerra com compromisso da transformação digital

27 de Março, 2026

Detido cidadão de 43 anos por abuso sexual da neta menor de 2 anos na Lunda-Norte

27 de Março, 2026

Assembleia Nacional participa na reunião do Fórum Parlamentar da SADC

27 de Março, 2026

Obras do Hospital Militar Regional do Huambo concluídos em 2028

27 de Março, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.