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Adensar da relação Moscovo-Pyongyang faz temer nova “guerra mundial”

Rumores da presença de militares nortecoreanos na Rússia parece estar a ganhar força e receiase agora um escalar do conflito

Jornal Opais por Jornal Opais
22 de Outubro, 2024
Em Mundo

Os primeiros relatos começaram no final da semana passada. Primeiras indicações davam conta de que a Coreia do Norte enviara o seu primeiro contingente de 1.500 soldados das forças especiais para Vladivostok, no extremo oriente russo, e enviaria mais num futuro próximo.

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O Serviço Nacional de Informações da Coreia do Sul (NIS) garantia que Pyongyang pretendia enviar cerca de 12 mil soldados para a Ucrânia e que 1.500 já tinham sido transferidos na semana passada para instalações militares russas nas regiões de Primorye, Khabarovsk e Amur, no Extremo Oriente.

O secretário-geral da NATO viria mais tarde a afirmar que não podia confirmar a presença de militares norte-coreanos, incluindo das forças especiais, a caminho da Rússia para combater na Ucrânia, apesar da confirmação de Seul.

“Neste momento não podemos confirmar as informações de que há militares da Coreia do Norte a combater activamente na Rússia ou a caminho”, disse Mark Rutte, à medida que começavam a ser partilhadas imagens que serviam para comprovar as alegações iniciais.

Os rumores (e preocupações) adensam-se esta segunda-feira após a Coreia do Sul ter convocado o embaixador russo em Seul para manifestar descontentamento com a decisão de Pyongyang de enviar milhares de soldados para apoiar Moscovo na guerra com a Ucrânia, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Kim Hong-kyun, expressou, em comunicado, as “graves preocupações” de Seul sobre o recente envio de tropas norte-coreanas para a Rússia e exigiu firmemente a retirada imediata das forças norte-coreanas e a cessação da cooperação nesta área.

Em resposta, a embaixada russa em Seul, garantiu que a aliança entre Moscovo e Pyongyang “não é dirigida” contra a Coreia do Sul, depois de o embaixador ter sido convocado devido ao envio de tropas norte-coreanas para a Rússia.

Nesta senda, também a NATO mudou de discurso, alertando que “o envio de tropas pela Coreia do Norte para combater com a Rússia na Ucrânia marcaria uma escalada significativa” na guerra.

“Conversei com o Presidente sul-coreano [Yoon Suk Yeol] sobre a estreita parceria entre a NATO e Seul, a cooperação da indústria da defesa e a segurança interligada das [regiões] Euro-atlântica e Indo-Pacífico”, afirmou Rutte, na sua conta do X.

Os serviços secretos sul-coreanos “detectaram, entre 08 e 13 (de Outubro), que a Coreia do Norte transportou as suas forças especiais para a Rússia num navio de transporte da Marinha russa, confirmando o início do envolvimento militar da Coreia do Norte” nos esforços de guerra russos na Ucrânia, indicaram num comunicado, composto também por imagens de satélite detalhadas.

O gabinete da presidência sul-coreana sublinhou que o crescente apoio de Pyongyang à guerra de Moscovo na Ucrânia vai “além da transferência de equipamento militar”.

Este apoio “traduz-se no envio de tropas” e representa “uma ameaça significativa à segurança não só do nosso país, mas também da comunidade internacional”, alertou.

Recorde-se que o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, advertiu, na quinta-feira em Bruxelas, que cerca de 10.000 soldados norte-coreanos estavam a ser destacados para o território ucraniano ocupado pela Rússia, e preparados para lutar, tendo afirmado que isso constitui “mais um passo em direção a uma guerra mundial”.

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