A província de Cabinda registou o primeiro caso de Mpox em 30 de Abril de 2026, segundo dados do Ministério da Saúde. O balanço actual, com dados reportados até 11 de Agosto, aponta para 198 casos confirmados e 274 caso suspeitos de Mpox.
Os dados foram apresentados esta sexta-feira, nas instalações do Hospital Central de Cabinda, no município com o mesmo nome, durante uma reunião que a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, manteve com os responsáveis do sector naquela província, no quadro da sua visita de trabalho à província mais a norte do país.
Não obstante os casos notificados as autoridades sanitárias em Cabinda realçaram que mantêm o reforço da vigilância epidemiológica, sobretudo nas unidades sanitárias e nos pontos de entrada da província, tendo em conta a circulação transfronteiriça com a República Democrática do Congo.
De acordo com os dados do Ministério da Saúde (MINSA), Angola contabiliza 289 casos confirmados e 505 casos suspeitos, destes, a província de Cabinda concentra uma parcela significativa dos casos confirmados.
Durante a apresentação do ponto de situação, as autoridades sanitárias explicaram que as unidades de saúde estão a reforçar o rastreio de pessoas com febre, lesões e erupções cutâneas, sinais que podem estar associados à Mpox.
No âmbito da resposta à Mpox, as autoridades provinciais informaram que Cabinda aguarda a chegada de vacinas, estando prevista a continuidade das acções de vacinação com o apoio das Forças Armadas Angolanas e do Ministério do Interior, em coordenação com as autoridades sanitárias.
As autoridades sanitárias de Cabinda destacaram igualmente a realização de encontros de coordenação com as autoridades sanitárias da República Democrática do Congo, com o objectivo de reforçar a vigilância e a resposta às doenças transmissíveis nas zonas fronteiriças.
Segundo o Gabinete de Tecnologias de Informação e Comunicação Institucional do MINSA, depois da reunião no Hospital Central de Cabinda, a ministra da Saúde tem prevista uma visita ao Centro de Tratamento de Mpox, localizado na Centralidade Santana Pitra Petrof, onde vai constatar as condições de assistência e acompanhamento dos pacientes.





