Nossa Seguros BFA Expo_Huambo BFA FIB EMPEMA-ENSA BANCO BAI STANDARD-BANK SOCIJORNAL
Qui, 20 Ago 2026
OPaís
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís

Paulo Miranda Júnior: “Há dois edifícios que eu não entrarei por livre e espontânea vontade na cidade”

Sebastião Félix por Sebastião Félix
23 de Janeiro, 2026 - Actualizado a 27 de Janeiro, 2026
Em Entrevista
Daniel Miguel

Daniel Miguel

A equipa de reportagem do jornal OPAÍS dirigiu-se à Rádio Marginal, na Vila Alice, para, em sede das comemorações dos 450 anos da fundação da cidade de Luanda, falar com Paulo Miranda Júnior, um dos jornalistas que mais conhece o centro e a periferia da capital angolana, tudo por conta da profissão que exerce há mais de duas décadas. Numa entrevista descontraída, o então profissional da Rádio Luanda, para quem o conhece naquele seu gesto divertido, reiterou que a história imaterial e material, incluindo os edifícios antigos da cidade, devem ser preservados para não se apagar, a fim de as próximas gerações entenderem a vida e a alma daqueles que por ela passaram. Paulo Miranda Miranda Júnior, actualmente director da Rádio Marginal, ao longo da sua carreira, fez muitos amigos em quase todos os bairros de Luanda, porém a sua memória fotográfica sempre contribuiu para o sucesso do seu trabalho

Acidade de Luanda completa 450 anos no dia 25 de Janeiro. Que alma tem hoje a urbe fundada pelo português Paulo Dias de Novais em 1576?

É difícil explicar. Não sou de Luanda. Estou em Luanda desde a segunda metade da década de 80 e, daí para a frente, comecei a andar um bocadinho pela cidade. O que me levou a conhecer a cidade foi principalmente a Rádio Luanda. Quem fala da cidade não conhece a cidade, não conhecer os seus meandros, conhecer as pessoas, conhecer os bairros. Cada bairro com uma história. Os bairros antigos, desde o floral da cidade até à periferia hoje. Hoje conheço muito menos Luanda, porque a cidade cresce todos os dias. Ando menos também. Mas já tive bons momentos nesta cidade, com pessoas em todos os bairros, tanto no centro da cidade como na periferia.

Que imagem tem hoje a cidade, visto que onde havia uma residência “nasceu” um edifício?

Os arquitectos têm discutido muito sobre isto. Principalmente no floral da cidade. Ali no centro onde nasceu a cidade. Da fortaleza de São Miguel, hoje Museu de Historia Militar, aquela parte mais antiga que vem até aí mais ou menos para o Cemitério do Alto das Cruzes, Cidade Alta, até mais ou menos ali à Maianga, onde era o antigo Zamba II, ali onde estavam as cacimbas, um bocadinho até à Mabunda, havia a Ilha das Cabras, Ilha de Luanda e a Boavista, em toda essa zona foi construída a cidade colonial. A cidade mudou muito!

Mudou muito como?

Olhe para a Avenida 4 de Fevereiro, na Marginal, aquele casario todo antigo está a ser substituído por edifícios em altura. Dizem os desenhadores, os arquitectos da cidade de Luanda, que isso descaracteriza um bocadinho a cidade de Luanda. E é olhar para aqueles edifícios todos que estão aí erguidos. Todos eles, ou quase todos eles, têm problemas na fundação. Quase todos têm bombas submersas que mandam água do lençol freático para a Baía de Luanda. Estes edifícios aqui estão todos em pés de barro.

Isto é ou não preocupante?

Quem conhece a baixa da cidade capital, aquele casario antigo mudou e é preocupante. Já disse aqui há alguns anos e até hoje mantenho a minha palavra. Há dois edifícios que eu não entrarei por livre e espontânea vontade na cidade. Só se for forçado a entrar.

Quais são esses edifícios?

Um deles é o Palácio Dona Ana Joaquina. Por nada, eu entraria naquele edifício. Não é que eu seja saudosista. O edifício tinha um desenho muito bonito. Quando foi feito o restauro daquele edifício, não só mudaram a alma do edifício, partiram-se paredes! Enfim, mudaram muito a estrutura interna daquele edifício. Conheci o edifício antigo já a ruir. Andava ali por aqueles corredores e estava completamente a ruir. Era preciso fazer um restauro minucioso. Não. Trocaram a malha antiga, puseram material novo e fizeram aquele restauro. Disse a primeira vez quando foi inaugurado como Tribunal. Neste edifício, só entraria outra vez se fosse convocado para uma sessão de julgamento. Risos… Porque de livre espontânea vontade eu não entraria naquele edifício e estou a cumprir a minha palavra até hoje. Espero cumprir até ao fim dos meus dias. O outro edifício em que eu não entraria e não entro até hoje é o shopping que está ali ao pé da Fortaleza de São Miguel. Não entro naquilo para nada na minha vida.

Leia mais em

Recomendado Para Si

“Tenho muitas dificuldades com a educação privada. Acho que ninguém devia pagar para estudar”

por Sebastião Félix
14 de Agosto, 2026

O Jornal OPAÍS aproveitou a curta estadia do professor catedrático angolano da Universidade de Irvine, na Califórnia, Estados Unidos da...

Ler maisDetails

Filho de Nambuangongo: “Sem desprimor ao que já fiz, a melhor música que toquei como instrumentista é o hino dos Palancas Negras”

por Jornal OPaís
7 de Agosto, 2026

Filho de Nambuangongo, província do Bengo, entrou para o mundo da música por influência do seu irmão mais velho, que...

Ler maisDetails

Francisco Pinto Leite: “A primeira responsabilidade na cibersegurança é a protecção das nossas redes”

por Jornal OPaís
31 de Julho, 2026

Na semana que decorreu a FILDA 2026, maior bolsa de negócios de Angola, e antes do ataque cibernético à infra-estrutura...

Ler maisDetails

Honório Salakiako: “A construção de mais barragens no país é também um convite para quem quer investir no sector industrial em Angola”

por Jornal OPaís
24 de Julho, 2026

O jornal O PAÍS foi ao encontro do engenheiro electrotécnico Honório Salakiako, formado pela Faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho...

Ler maisDetails

Mais Populares

  • DR

    GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Ministério do Interior disponibiliza consulta do estado das inscrições do concurso público

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Luanda conquista 11 prémios na Gala do Prémio Melhor Município de Angola

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Fumaça em autocarro da Macon coloca passageiros em pânico no Lubango

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Capotamento em Cabo Ledo faz seis feridos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.