EMPEMA-ENSA BANCO BAI MINEA SOCIJORNAL SOCIJORNAL
OPaís
Ouça Rádio+
Dom, 17 Mai 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

José Severino: “Não acredito que o PLANAGRÃO resolva o problema da nutrição até 2027”

Jornal Opais por Jornal Opais
3 de Novembro, 2023
Em Entrevista, Manchete

Conhecido pelas suas posições, o presidente da Associação Industrial de Angola (AIA), José Severino, fala, nessa entrevista, da necessidade de se adoptar medidas de crescimento económico para acompanhar o crescimento demográfico. Apesar de não acreditar nas metas avançadas pelo Governo para se alcançar a auto-suficiência alimentar, diz ser positivo o surgimento do PLANAGRÃO, PLANAPESCAS e o PLANAPECUÁRIA e apela para que outras áreas com potencial para produzir café, sisal e outras culturas não sejam esquecidas. O economista entende que é um desrespeito à Constituição quando se entrega talhão à população para a auto- construção dirigida

Poderão também interessar-lhe...

Huíla regista sismo de magnitude 3.4

Motorista detido após arrastar agente regulador de trânsito no Mercado dos Congoleses

Morreu o saxofonista Nanutu

Como olha para o actual momento económico e social do país?

É um momento muito desafiante, porque nós tivemos sete anos de estagnação económica e sete anos em contra ciclo de crescimento populacional. Se o país tivesse crescido o mínimo que um país nas nossas condições teríamos crescido no mínimo a 30%, uma média de 4,5%. Portanto, o nosso fosso económico e social é a soma desses dois factores, e a situação é extremamente desafiante porque isso redunda num défice de qualidade de vida e sem crescimento económico é difícil combater o desemprego. O Governo e to- dos nós temos que ter a apreciação e consciência rigorosa que não podemos gerir a crise. Quem gere a crise são países estruturados que têm baixas taxas de desemprego, segurança social e educação dos seus filhos garantidas.

E o que um país como Angola deve fazer com a crise?

Angola não deve gerir, mas combater a crise…

Com que armas?

Com várias armas, e posso citar algumas, como a medida de abertura nos vistos como foi feito agora. É uma medida de combate à crise, porque nós precisamos crescer para recuperar esse défice. Para acompanhar o crescimento demográfico nos anos que se seguem precisamos crescer no mínimo a 12%. Crescer a este nível com base nos nossos recursos passa muito por melhorar a nossa educação e o nosso serviço de saúde, onde há até esforços extraordinários em infra-estruturas, mas a qualidade não está a melhorar, e sem termos uma melhor capacitação do capital humano dificilmente sairemos da crise. Há ganhos na saúde, mas a morte é muito presente nas nossas famílias e parece que é preciso agregar outros valores de fora para termos melhorias na educação e na saúde. Uma das medidas que precisa- mos no sector produtivo, e é uma iniciativa que a AIA tem lançado há 12 anos, é o de termos na área técnica a formação dual (estratégia de aprendizado que se baseia na colaboração entre escolas profissionalizantes e empresas locais ou internacionais, que permitem a formação de um aluno e futuro profissional).

Teríamos outros resultados com a formação dual?

É o que fez a maior economia da Europa, a Alemanha, é o que fez o Brasil para resolver o problema da habitação com muitos especialistas de qualidade. E nós estamos a resolver o problema da habitação com quem? Com chineses e portugueses…

E quem poderia operacionalizar esta formação dual?

O Ministério da Educação diz: “Severino, gostaríamos de ser líderes nesses projectos, mas temos muitas outras preocupações”. A AIA quer liderar, mas quando a AIA pede a isenção de impostos para que as empresas possam investir em condições para termos formação dual, até hoje não conseguimos que o Governo crie condições, porque você para receber jovens tem que ter condições, financiar a alimentação, uniforme, seguro, equipamento e um mestre que os oriente. Por isso, estamos a pedir ao Governo que faça um despacho para que as empresas possam investir em condições para terem o processo de formação dual, que começa quando o jovem entra no primeiro ano do ciclo médio. É assim que a Alemanha cresceu.

Voltando a crise, ela está a ser mais sentida na cozinha com a alta de preços dos alimentos. Acha que o PLANAGRÃO, PLANAPESCAS e o PLANAPECUÁRIA são caminhos para a diminuição do défice alimentar e atingir a auto-suficiência alimentar, até 2027, como prevê o Governo?

É um desafio porque nós temos um défice, como você diz, quer em qualidade, quer em quantidade. Nós temos sérios problemas de nutrição e estamos a ver com o Ministério da Saúde o problema das diabetes, o problema das cirroses, crianças com tromboses (…). É um desafio porque a população cresce, e se cresce algumas bocas têm que ser alimentadas. Não acredito que o PLANAGRÃO e os PLANAS resolvam o problema da nutrição até 2027, porque a população cresce e há um défice, mas é uma excelente iniciativa para combater o défice que nós temos, isto é, reagiu-se diante do problema que nós temos, o que quer dizer que não se está a gerir, está-se a combater. Portanto, bem-vindo aos PLANAS, mas para termos auto-suficiência alimentar ainda estamos longe, porque nós temos que ver os índices alimentares de acordo com os indicadores da FAO.

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

Huíla regista sismo de magnitude 3.4

por Onesimo Lufuankenda
16 de Maio, 2026

A Divisão de Geofísica do INAMET informou, hoje, que foi registado um sismo na madrugada deste sábado, 16 de Maio,...

Ler maisDetails

Motorista detido após arrastar agente regulador de trânsito no Mercado dos Congoleses

por Onesimo Lufuankenda
16 de Maio, 2026

O motorista envolvido no incidente que deixou um agente regulador de trânsito pendurado numa viatura em movimento, na zona do...

Ler maisDetails

Morreu o saxofonista Nanutu

por Jornal Opais
15 de Maio, 2026

Morreu, hoje, em Lisboa, Portugal, o músico Nanutu. Reconhecido como uma das maiores referências do saxofone em Angola, Nanutu construiu...

Ler maisDetails

Bali Chionga: “É verdade que a luta contra a corrupção não é contra animais, é contra pessoas”

por Sebastião Félix
15 de Maio, 2026
Daniel Miguel

Em entrevista ao jornal O PAÍS, o professor universitário e analista político, Bali Chionga, reflectiu sobre problemas sociais, políticos e...

Ler maisDetails

Radiomais em 4 Vozes: Novos Podcasts

Jornal OPAÍS na lista dos melhores órgãos generalistas nos Prémios Angola Comunica

16 de Maio, 2026

Huíla regista sismo de magnitude 3.4

16 de Maio, 2026

IMA e BNA assinam memorando para reforçar integração digital

16 de Maio, 2026

Porto do Lobito transfere trabalhadores para a Timoneiro no âmbito da renovação da concessão marítima

16 de Maio, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.