De acordo com a nota enviada ao Jornal OPAÍS, as trocas comerciais entre Angola e o resto do mundo avançaram 7%, passando de 11.641,7 milhões USD para 12.498,7 milhões USD entre Janeiro e Março.
O crescimento das exportações foi sustentado pelo sector petrolífero (oil & gás), cujas vendas para o exterior aumentaram 778,4 milhões USD no período em análise. O principal contributo veio das exportações de petróleo bruto, que cresceram 11% para 7.149,6 milhões USD, um aumento de 653,6 milhões USD quando comparado com o mesmo período do ano passado. No entanto, este desempenho não resultou de um aumento da produção.
O referido documento sublinha que, Angola produziu 92,1 milhões de barris de crude, o equivalente a uma média diária de 1,023 milhões de barris por dia, uma queda de 2% em relação ao período homólogo.
Segundo os relatórios mensais da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) como constam na nota, o país produziu menos de 25,6 mil barris por dia, e esta redução fez com que as petrolíferas que operam em Angola exportassem apenas 86,2 milhões de barris de crude, menos 749,6 mil barris do que no período homólogo.
O comunicado avança que, a subida do preço do petróleo nos mercados internacionais compensou a quebra dos volumes exportados. O preço médio do barril de petróleo angolano aumentou 11%, passando de 74,7 USD para 82,9 USD por barril, ou seja, mais 8,2 USD por barril.
E na base desta valorização esteve o agravamento das tensões geopolíticas no Médio Oriente, que provocou perturbações significativas nos mercados energéticos internacionais, fazendo disparar os preços do crude, à semelhança do que aconteceu em 2022, na sequência da guerra entre a Rússia e a Ucrânia.
No entanto, apesar da queda da produção, a alta do preço petróleo permitiu elevar as receitas brutas com exportações de crude para 7.149,6 milhões USD.
A nota aponta ainda que, no segmento do gás, o cenário foi diferente, permitindo que o preço médio de exportação caísse 9% ao passar de 76,7 USD para 69,9 USD por barril de óleo equivalente (BOE), ao passo que o volume exportado aumentou 31%, o que permitiu gerar receitas brutas de 908,7 milhões USD, mais 148,9 milhões USD do que no período homólogo.
Portanto, o sector petrolífero continuou a dominar a pauta exportadora nacional, representando 94% das exportações totais do país, o que significa que a petro-dependência mantém nas exportações, um sinal claro da fraca diversificação da economia.
Conforme o documento, o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José Massano, disse que o sector agro-pecuário duplicou o seu peso na economia nacional, valendo actualmente quase o dobro do petróleo.








