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Têxtil Alassola vai produzir tecido a partir de Maio

Jornal Opais por Jornal Opais
23 de Fevereiro, 2018
Em Economia

Nesta altura as máquinas estão na fase de testes, enquanto se aguarda pela chegada da goma (matéria-prima) importada a partir do Japão e da Índia, e no mês de Maio arrancará a produção de tecidos no país.

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POR: Patrícia de Oliveira

Apesar de a produção de algodão se encontrar na sua fase de relançamento, a fábrica têxtil Alassola arrancará a produção ainda este ano. Segundo fontes de OPAÍS, a fábrica começa a produzir tecido em Maio. “No presente ano económico, a Alassola vai produzir tela (tecido bruto) que tem mais valor agregado e, posteriormente, lençóis”, especificou a fonte. A meta passa por produzir 80% para exportação e 20% para o mercado nacional. Além de exportar fio de algodão, a unidade também vai exportar tecido, ambos produtos de exportação sobretudo destinados a Portugal.

Para o presente ano fiscal, a direcção da empresa prevê uma facturação na ordem de USD 100 milhões. Numa entrevista concedida ao OPAÍS, o PCA da unidade fabril, Tambwué Mukaz, considerou que será um grande desafio manter a produção face à conjuntura que o país vive, marcada por uma crise económica e financeira. “Daí que a fábrica tenha arrancado de forma faseada”, enfatizou. “Quando a fábrica Alassola estiver concluída, vai funcionar em três turnos e empregará 1.200 funcionários divididos em várias secções”, precisou. Tambwué Mukaz realçou ainda que a empresa precisa de USD 27 milhões para funcionar em pleno, tendo acrescentado que o fio que está a ser produzido actualmente é exportado para as melhores indústrias têxteis de Portugal.

Com capacidade para produzir anualmente 12 milhões de peças de lar, entre as quais 1608 toalhas de rosto e 120 mil cobertores, o complexo fabril da ex-África Têxtil envolveu um investimento da ordem de USD 600 milhões com origem numa linha de crédito do Japão. Enquanto aguarda pela sua principal produção (tecidos), a Alassola produz fio com o algodão denominado médio longo (141) de 28 a 30 milímetros de comprimento, importado da Grécia e da Índia, em 2015. Nesta fase, a fábrica está a produz fio (que é um conjunto de fibras de algodão torcidas), um produto intermédio, testado em termos de qualidade e que foi aprovado por indústrias internacionalmente reconhecidas, como a Zara Home e El Corte Inglés. A Alassola pretende superar um valor de facturação de USD 100 milhões até ao final do ano.

Academia têxtil

O principal projecto da unidade fabril é criar uma academia profissional permanente para qualificar e actualizar os operários do sector têxtil. O sector têxtil no país possui, além da Alassola, duas outras unidades fabris que encontramse em funcionamento. A Textang- II vai produzir tecidos para fardamentos e moda. A Satec, na província do Cuanza Norte, possui duas unidades no mesmo espaço e vai produzir jeans, polos e ‘t-shirts’.

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