Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola, E.P. celebrou, recentemente, o seu 50.º aniversário, com o compromisso de concluir o processo de preparação e abertura de até 30% do capital em bolsa
Contrariamente ao que estava previsto, a petrolífera estatal foi excluída do Programa de Privatizações (PROPRIV), que definia como meta a alienação deste importante activo nacional até ao final deste ano.
A saída da lista das empresas por privatizar neste ano, no âmbito da fase final do PROPRIV, deve-se, precisamente, à necessidade de continuar a montar as peças para preparação e abertura do capital em bolsa, que se estenderá para além da conclusão do programa de privatizações.
A dispersão do capital da Sonangol, ainda sem data prevista, deverá ocorrer em várias etapas, começando pela Bodiva, bolsa local, sem descurar as bolsas externas, estimando-se em encaixe entre 5 e 7 mil milhões de Euros para os cofres do Estado. Vai contemplar acções preferenciais para os trabalhadores da Sonangol, para angolanos singulares e para as empresas nacionais.
Modernização
Em ano de celebração de Meio século a produzir energia para “transformar Angola” e de desafios do sector, a petrolífera, que constitui a “espinha dorsal” da economia angolana, mantém a sua aposta na transformação, deixando de ser uma petrolífera tradicional para se assumir, efectivamente, como uma empresa integrada de energia, e não mais exclusiva aos hidrocarbonetos.
Como empresa de energia, devese continuar a olhar para o sector das energias renováveis, incluindo a solar e o hidrogénio verde, em alinhamento com o interesse nacional. Essa aposta constitui também, no fundo, uma solução para evitar dispensar trabalhadores após dispersão do capital da companhia.
Resultados
A Sonangol fechou 2025 com um resultado líquido de 750 milhões de dólares, um recuo de 11% em relação aos 846 milhões de dólares registados no ano anterior. Na base desta queda estão, entre outros factores, a dos preços internacionais do crude e a contracção do volume de negócios.
No ano em referência, o volume de negócios fixou-se em 9,1 mil milhões de dólares, menos 13% em termos homólogos. O EBITDA esteve acima dos 2,5 mil milhões de dólares, aquém dos 3,45 mil milhões alcançados em 2024.
Em 2025, a petrolífera comercializou 5,3 milhões de toneladas métricas e registou uma produção de 217 mil barris de petróleo equivalente por dia, correspondentes aos direitos líquidos.
A Sonangol mantém presença em 41 concessões, operando directamente 11 blocos, com uma produção operada de 22 mil barris diários. Quanto às exportações, a China foi o principal destino do petróleo angolano, absorvendo 69% das vendas, seguida da Índia (10%), ao passo que Canadá, Espanha e Países Baixos representaram 3% cada.








