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“Questões macro-económicas” arrasam 70 empresas no PDIC em Benguela

Jornal OPaís por Jornal OPaís
1 de Dezembro, 2025
Em Economia

Setenta empresas no Pólo industrial da Catumbela, em Benguela, fecharam as portas, nos últimos tempos, por questões macro- económicas, admitem as autoridades. O administrador para área administrativa e financeira do Pólo industrial da Catumbela (PDIC), Luciano Chilembe, revelou que, actualmente, apenas 28 das 98 empresas estão em pleno funcionamento, sendo que outras fecharam as portas por questões financeiras. Num outro ângulo de abordagem, o responsável admitiu que os desafios do corredor do Lobito sugerem um pólo com mais infra-estruturas

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A falta de financiamento, associada à icapacidade de comprar bens e serviços é, dentre outras, a causa do encerramento de dezenas de empresas no Pólo Industrial da Catumbela, uma sociedade anónima de capitais públicos, sendo que o Ministério da Indústria, através do Instituto de Desenvolvimento, Inovação e Tecnologia de Angola, detém 60 por cento das acções e o Governo Provincial de Benguela 40.

O administrador para área administrativa e financeira do PDIC afirmou que a situação enfrentada por algumas empresas representa um problema com o qual a sua direcção tem se debatido naquela plataforma industrial do Estado. Os dados oficiais sugerem a existência de um universo de 98 empresas, mas em pleno funcionamento estão apenas 28.

“Estamos a falar de várias áreas. Estamos a falar de sacos de cartilagem, estamos a falar de sacos de ráfia, enfim”, disse Luciano Chilembe. Segundo contas feitas por este jornal, face aos números ora postos à disposição, 70 empresas fecharam as portas, destruindo dezenas de postos de trabalho, conforme apuramos junto de fontes governamentais que, entretanto, não nos conseguiram avançar números concretos.

Todavia, Luciano ressalta que os dados não são definitivos, porque “hoje posso ter uma empresa a não funcionar, mas daqui a dois meses já está a funcionar. Mas as questões que eles falam são mais as macro- económicas. Alguns por falta de financiamento, perda da capacidade de comprar”, alega, acrescentando que, no mundo dos negócios, “é preciso aquela dinâmica. Mas aquilo que é o nosso papel temos vindo a chamar atenção de que não basta só adquirir os espaços, é preciso que se faça acontecer a indústria”, disse.

escassez de infra-estruturas num Pdic à boleia do corredor O administrador para área administrativa do Pólo Industrial da Catumbela admitiu que a deficiência em infra-estruturas, com destaque para as de energia, água e vias de acesso, con- tinua a preocupar. O responsável diz ser desejo da direcção do PDIC ter, cada vez mais, infra-estruturas que melhor correspondam aos desafios daquilo que representa o corredor do Lobito, que passam, também, pela integração regional. Luciano Chilembe considera o PDIC um bom lugar para se fazer investimentos, porém admite “ainda alguns problemas de infra-estruturas”.

Deu nota de que o Ministério da Indústria tem em carteira um projecto para se inverter esse quadro. De acordo com o responsável, as infra-estruturas podem atrair para o pólo muitos empresários, ao reconhecer que ainda existem muitas áreas por se explorar no segmento da indústria transformadora. “Aquilo que é o Plano da Indústria passa, numa primeira fase, pela infra-estru- turação. O empresário que quer investir e quer encontrar infra- estruturas: a questão da água, a questão de energia, adverte.

Esse apelo de Luciano surge porque, de um tempo para cá, muitos empresários têm manifestado o interesse em investir no Pólo Industrial da Catumbela, pelo que, conforme salientou, se afigura importante que as infra-estruturas sejam criadas. “Porque o empresário quer encontrar infra-estruturas”, vincou o responsável.

O administrador do PDIC refere que a plataforma conta com duas fases, designadamente sul/norte e norte/sul. A primeira refere-se à zona depois da ponte sobre o rio Catumbela 4 de Abril, que já está infra-estruturada, embora não disponha de mais espaços. A do sentido contrário, que comporta a segunda fase do projecto, carece de alguma atenção.

POR: Constantino Eduardo, em Benguela

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