OPaís
Ouça Rádio+
Seg, 9 Mar 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Queda do IVA pode equilibrar o poder de compra das famílias

Jornal Opais por Jornal Opais
15 de Dezembro, 2023
Em Economia

De 7% o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) foi revisto para 5% pelos deputados. A redução resulta de auscultações que foram feitas aos vários segmentos da sociedade. Apesar da redução, entendidos em economia afirmam que não haverá um efeito imediato na vida das famílias angolanas e que o ideal seria IVA zero para os bens de consumo

Poderão também interessar-lhe...

Consultor defende investimentos de 3% de rendimento de operadores no Corredor do Lobito ao sector social

Inflação em Angola recua para 13, 35% a mais baixa em 31 meses

Ministro de Estado inaugura nova fábrica de refinação de óleos e ingredientes alimentares

Quando foi introduzido no sistema tributário angolano, em 2019, em substituição do Imposto de Consumo, o IVA foi alvo de muita polémica. Hoje, o assunto ainda coloca economistas e operadores económicos em lados opostos quanto à sua pertinência ou não. Para uns, devia haver uma eliminação completa deste imposto nos bens de consumo, mas para outros, não é bem assim.

Analisando a decisão do Executivo que passou pelo crivo do parlamento, Xelton Lende aplaude, mas afirma que “só a redução do IVA não basta para que as famílias recuperem o poder de compra, situação que se agravou com a implementação deste instrumento e depois com a Covid-19”, disse.

Implementado em 2019, o IVA tem um peso significativo em termos de receitas de tributação não petrolífera. Por exemplo, o Relatório de Execução Trimestral do OGE do II Trimestre de 2021, refere que o valor de receita em sede de IVA ascendeu aos 271 mil milhões de kwanzas, correspondendo a 33% do total da receita fiscal.

Apesar deste quadro, o economista Xelton Lende é categórico: “os bens de consumo de primeira necessidade deviam ter IVA zero. Enquanto isso não acontecer grande parte das famílias vai sentir aperto.

E esses apertos depois geram outros problemas sociais”, realçou. Lende defende ainda uma base forte de produção nacional para se evitarem as importações, cujos produtos chegam no país com preços altos, e mais o IVA, pesando no bolso do consumidor final, que fica cada vez mais sem dinheiro para outras necessidades. “Essa questão da retirada do IVA é para ser seguida de outras medidas.

E como disse, o efeito não será imediato. É mesmo para retirar”, reforçou. Por seu lado, Israel Abias, outro economista, não tem dúvidas quanto ao seu posicionamento em relação à tributação nos bens de consumo.

“Sou daqueles que defende IVA zero”, diz, acrescentando que, “a realidade económica e social não está fácil, sobretudo para as famílias com poder de compra muito baixo”, argumentou.

Ressalva que a redução de 7 para 5% do IVA, em alguns produtos, é uma boa medida, uma vez que desonera os consumidores finais e procura agregar um certo equilíbrio ao seu poder de compra. E sendo bens de consumo básico há necessidade de terem os preços de acordo com a capacidade dos cidadãos. Todavia, diz que a redução do IVA deve ser seguida de outras medidas de política.

Para ele, as decisões em termos fiscais ou tributários devem considerar o contexto económico e social, daí que a política fiscal deve estar alinhada à política social e económica.

“Não se pode ter taxas em sede do IVA tão altas quando as famílias dispõem de rendas baixas devido à escassez de emprego que gera renda para elas. Por esta razão, seria bom mesmo isentar na totalidade estes bens devido ao contexto social e económico”, reafirmou.

“Tributar para que as coisas melhorem”

Já o jurista, economista e professor universitário Paulo dos Santos afirma que “a introdução do IVA foi abrupta, mas não defendo IVA zero. Os impostos sempre causam desconforto aos sujeitos tributários.

Para o nosso caso, Angola, temos um longo caminho para educar as pessoas sobre a importância dos tributos”, disse. Para ele, é importante que os cidadãos ganhem cada vez mais consciência da necessidade de se controlar os gestores públicos para utilização parcimoniosa e participativa do erário.

Defende ainda que “precisamos continuar, ainda que de forma branda, a ensinar as pessoas de que é necessário contribuir para que as coisas melhorem.

Basta ver que nos países socialmente mais equilibrados e prósperos, os nórdicos, as contribuições passam dos 50%”, exemplificou. Refira-se que a Assembleia Nacional aprovou, recentemente, na globalidade a proposta de lei que altera o código de Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), que reduz a taxa do IVA de 14% para 7%, e estabelece, igualmente, uma taxa de 5% para cerca de 20 categorias de produtos de amplo consumo. Para a província de Cabinda, dado a sua condição (enclave) e taxa única de incidência do IVA de 1%.

Sobre o IVA

O Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) incide sobre as transmissões de bens, as prestações de serviços efectuadas no território nacional, a título oneroso, por um sujeito passivo, agindo nessa qualidade, bem como sobre as importações de bens.

A introdução do IVA obedeceu a um estudo que concluiu ser conveniente a substituição do imposto de consumo adequado à estrutura socioeconómica angolana, em conjunção com o aprofundamento da harmonização comunitária no quadro da SADC.

Ademais, das melhorias efectuadas, argumentavam os proponentes, vários estudos e o contexto actual que Angola vive (no momento do estudo (2014), revelaram a necessidade de se alterar o paradigma existente no domínio da tributação da despesa, mediante a introdução do IVA no sistema fiscal, em substituição do imposto de consumo.

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

Consultor defende investimentos de 3% de rendimento de operadores no Corredor do Lobito ao sector social

por Jornal OPaís
9 de Março, 2026

O consultor de desenvolvimento do projecto do Corredor do Lobito, João Messelo da Silva, defende a necessidade de as empresas...

Ler maisDetails

Inflação em Angola recua para 13, 35% a mais baixa em 31 meses

por Jose Zangui
9 de Março, 2026

A taxa de inflação, em Fevereiro de 2026, fixou-se em 13, 35%, sendo a mais baixa em 31 meses, segundo...

Ler maisDetails

Ministro de Estado inaugura nova fábrica de refinação de óleos e ingredientes alimentares

por Jornal OPaís
9 de Março, 2026

‎O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, procedeu ao corte de fita, ao início da...

Ler maisDetails

Conflito no Médio Oriente pode servir de oportunidade para Angola aumentar o investimento estrangeiro, adianta especialista

por Flavio Cota
9 de Março, 2026

Desde as últimas semanas do mês de Fevereiro do ano em curso até à data actual, o mundo tem assistido...

Ler maisDetails

Mulheres do Porto do Lobito destacam ética e mérito nas celebrações do 8 de Março

9 de Março, 2026

Polícia Nacional desmantela grupos de rixa e detém nove suspeitos na operação “Viana Seguro”

9 de Março, 2026

Mulenvos ganha novo complexo escolar com vinte salas de aulas

9 de Março, 2026

Luanda terá mais 80 escolas até 2027

9 de Março, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.