OPaís
Ouça Rádio+
Qui, 19 Fev 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Queda do IVA pode equilibrar o poder de compra das famílias

Jornal Opais por Jornal Opais
15 de Dezembro, 2023
Em Economia

De 7% o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) foi revisto para 5% pelos deputados. A redução resulta de auscultações que foram feitas aos vários segmentos da sociedade. Apesar da redução, entendidos em economia afirmam que não haverá um efeito imediato na vida das famílias angolanas e que o ideal seria IVA zero para os bens de consumo

Poderão também interessar-lhe...

Desemprego cai para 20,1% no último trimestre de 2025

Empresas falsificam documentos para terem acesso a crédito no âmbito da vandalização dos bens públicos

Ministra das Finanças é convidada da V Edição das Conversas Economia 100 Makas

Quando foi introduzido no sistema tributário angolano, em 2019, em substituição do Imposto de Consumo, o IVA foi alvo de muita polémica. Hoje, o assunto ainda coloca economistas e operadores económicos em lados opostos quanto à sua pertinência ou não. Para uns, devia haver uma eliminação completa deste imposto nos bens de consumo, mas para outros, não é bem assim.

Analisando a decisão do Executivo que passou pelo crivo do parlamento, Xelton Lende aplaude, mas afirma que “só a redução do IVA não basta para que as famílias recuperem o poder de compra, situação que se agravou com a implementação deste instrumento e depois com a Covid-19”, disse.

Implementado em 2019, o IVA tem um peso significativo em termos de receitas de tributação não petrolífera. Por exemplo, o Relatório de Execução Trimestral do OGE do II Trimestre de 2021, refere que o valor de receita em sede de IVA ascendeu aos 271 mil milhões de kwanzas, correspondendo a 33% do total da receita fiscal.

Apesar deste quadro, o economista Xelton Lende é categórico: “os bens de consumo de primeira necessidade deviam ter IVA zero. Enquanto isso não acontecer grande parte das famílias vai sentir aperto.

E esses apertos depois geram outros problemas sociais”, realçou. Lende defende ainda uma base forte de produção nacional para se evitarem as importações, cujos produtos chegam no país com preços altos, e mais o IVA, pesando no bolso do consumidor final, que fica cada vez mais sem dinheiro para outras necessidades. “Essa questão da retirada do IVA é para ser seguida de outras medidas.

E como disse, o efeito não será imediato. É mesmo para retirar”, reforçou. Por seu lado, Israel Abias, outro economista, não tem dúvidas quanto ao seu posicionamento em relação à tributação nos bens de consumo.

“Sou daqueles que defende IVA zero”, diz, acrescentando que, “a realidade económica e social não está fácil, sobretudo para as famílias com poder de compra muito baixo”, argumentou.

Ressalva que a redução de 7 para 5% do IVA, em alguns produtos, é uma boa medida, uma vez que desonera os consumidores finais e procura agregar um certo equilíbrio ao seu poder de compra. E sendo bens de consumo básico há necessidade de terem os preços de acordo com a capacidade dos cidadãos. Todavia, diz que a redução do IVA deve ser seguida de outras medidas de política.

Para ele, as decisões em termos fiscais ou tributários devem considerar o contexto económico e social, daí que a política fiscal deve estar alinhada à política social e económica.

“Não se pode ter taxas em sede do IVA tão altas quando as famílias dispõem de rendas baixas devido à escassez de emprego que gera renda para elas. Por esta razão, seria bom mesmo isentar na totalidade estes bens devido ao contexto social e económico”, reafirmou.

“Tributar para que as coisas melhorem”

Já o jurista, economista e professor universitário Paulo dos Santos afirma que “a introdução do IVA foi abrupta, mas não defendo IVA zero. Os impostos sempre causam desconforto aos sujeitos tributários.

Para o nosso caso, Angola, temos um longo caminho para educar as pessoas sobre a importância dos tributos”, disse. Para ele, é importante que os cidadãos ganhem cada vez mais consciência da necessidade de se controlar os gestores públicos para utilização parcimoniosa e participativa do erário.

Defende ainda que “precisamos continuar, ainda que de forma branda, a ensinar as pessoas de que é necessário contribuir para que as coisas melhorem.

Basta ver que nos países socialmente mais equilibrados e prósperos, os nórdicos, as contribuições passam dos 50%”, exemplificou. Refira-se que a Assembleia Nacional aprovou, recentemente, na globalidade a proposta de lei que altera o código de Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), que reduz a taxa do IVA de 14% para 7%, e estabelece, igualmente, uma taxa de 5% para cerca de 20 categorias de produtos de amplo consumo. Para a província de Cabinda, dado a sua condição (enclave) e taxa única de incidência do IVA de 1%.

Sobre o IVA

O Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) incide sobre as transmissões de bens, as prestações de serviços efectuadas no território nacional, a título oneroso, por um sujeito passivo, agindo nessa qualidade, bem como sobre as importações de bens.

A introdução do IVA obedeceu a um estudo que concluiu ser conveniente a substituição do imposto de consumo adequado à estrutura socioeconómica angolana, em conjunção com o aprofundamento da harmonização comunitária no quadro da SADC.

Ademais, das melhorias efectuadas, argumentavam os proponentes, vários estudos e o contexto actual que Angola vive (no momento do estudo (2014), revelaram a necessidade de se alterar o paradigma existente no domínio da tributação da despesa, mediante a introdução do IVA no sistema fiscal, em substituição do imposto de consumo.

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

Desemprego cai para 20,1% no último trimestre de 2025

por Jornal OPaís
19 de Fevereiro, 2026
DANIEL MIGUEL

A taxa de desemprego em Angola caiu para 20,1% no quarto trimestre de 2025, menos 6,8 pontos percentuais em relação...

Ler maisDetails

Empresas falsificam documentos para terem acesso a crédito no âmbito da vandalização dos bens públicos

por Jornal Opais
19 de Fevereiro, 2026
CARLOS AUGUSTO

No processo de apoio às empresas que viram seus bens vandalizados e roubados, nos últimos dias do mês de Julho...

Ler maisDetails

Ministra das Finanças é convidada da V Edição das Conversas Economia 100 Makas

por Jornal OPaís
18 de Fevereiro, 2026

A ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, será a convidada especial da V Edição das Conversas Economia 100 Makas,...

Ler maisDetails

Apenas 21% dos que procuram emprego encontram, aponta estudo do Cinvestec

por Jornal OPaís
18 de Fevereiro, 2026
DR

Os biscates (trabalho informal) são apontados como sendo a ocupação de muitas pessoas que, na ausência de um emprego formal,...

Ler maisDetails
DR

Angola reforça diplomacia parlamentar com o Japão e Alemanha

19 de Fevereiro, 2026

Menor de 4 meses morre por suposta recusa de assistência médica no Hospital Mãe Jacinta

19 de Fevereiro, 2026

Executivo dá maior impulsoàs obras da futura cidade de Mavinga

19 de Fevereiro, 2026
DR

Bombeiros sugerem suspensão temporária de actividades marítimas em Benguela

19 de Fevereiro, 2026
OPais-logo-empty-white

Condições

  • Termos & Condições
  • Politica de Cookies
  • Política de Privacidade

Para Sí

  • Medianova
  • Rádiomais
  • OPaís
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos

Radiomais Luanda

99.1 FM Emissão online

Radiomais Benguela

96.3 FM Emissão online

Radiomais Luanda

89.9 FM Emissão online

Direitos Reservados Socijornal© 2026

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.