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Projectos podem ser executados a 100% com previsão de despesas de médio prazo no OGE

Jornal Opais por Jornal Opais
8 de Agosto, 2023
Em Economia

A opinião é do economista Eduardo Rodrigues, que refere que as alterações no OGE 2024 vão evitar que projectos fiquem a 10% e vão tornar normais as nossas despesas

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A estratégia de avançar para a trans- formação do Orçamento Geral do Estado (OGE) num instrumento de previsão de Despesa de Médio Prazo para o período 2023-2027, o Executivo quer evitar que os projectos fiquem por se realizar após execução do orçamento. Uma estratégia que, na visão do economista Eduardo Rodrigues, faz sentido uma vez que a ideia é que se passe a ter um projecto executado a 100%, em vez de 100 projectos executados a 10%.

“Vamos ter menos projectos previstos no OGE, mas que sejam executados, em vez de 100 projectos executados a 10%”, disse o economista, tendo adiantado que concorda, em geral, com o que disse a ministra das Finanças sobre o OGE e sobre os cortes necessários. Para o interlocutor, é essencial- mente certo cortar as mordo- mias. Não se pode exigir sacrifícios aos outros quando vives rodeado de mordomias. Entretanto, refere que este é um avanço mais simbólico que outra coisa. “Não vejo isso a ter grande impacto nas nossas contas”. Não obstante a isso, o também docente universitário explicou que esperava ouvir a ministra falar sobre a redução dos subsídios aos combustíveis, o que leva a pensar que o Estado vai novamente deixar para depois.

Acresce a isso, que tem de ser revista a estratégia de investimento público, pois para a fonte, gasta-se para inaugurar, mas depois não há despesa para garantir que funcione. Este avanço foi passado aos jornalistas pela Ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, enquanto falava no fim da reunião do Conselho de Ministros que aprovou o diploma que contém as instruções para a elaboração do OGE 2024.

Vender já as empresas Ao abordar sobre a qualidade das despesas realizadas no país, o economista Eduardo Rodrigues disse que era interessante vender já as empresas que estão sob alçada do Estado, realçando que é importante vender os activos como estão. O economista reconhece que poderá gerar desemprego, mas explica que quando se deixa de despedir um posto de trabalho que dá prejuízo, abre-se espaço para que amanhã se tenha de despedir dois ou mesmo dez, e numa situação provavelmente mais difícil. “Pode parecer frio, mas é a verdade. O Estado deve preocupar- se com os miseráveis, só depois os menos miseráveis”. “Tem de se fazer com as empresas o que já se vai fazendo com os carros, vender. Mais vale vender a 10 que agregar despesa na esperança de vender por um valor mais alto”

POR: Ladislau Francisco

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