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Projecto de construção do parque fotovoltaico de Cabinda aguarda por acordo de financiamento

Jornal Opais por Jornal Opais
28 de Fevereiro, 2025
Em Economia

Para reforçar a capacidade de produção e garantir maior estabilidade na distribuição de energia eléctrica em Cabinda, o Ministério de Energia e Águas projectou a construção de uma central de energia solar fotovoltaica, avaliada em 141,7 milhões de euros. O projecto, com capacidade para produzir 90 megawatts de energia eléctrica, comportando ainda uma linha de transporte de 60 kv, vai ser implantado numa área de 214 hectares, na localidade de Chinganga, 17 quilómetros a sul da cidade de Cabinda

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O ministro de Energia e Águas, João Baptista Borges, que efectuou, recentemente, uma visita de trabalho à província de Cabinda, disse que, neste momento, estão criadas todas as condições para que o projecto seja concretizado, faltando apenas ser celebrado o acordo de financiamento.

“Temos o processo administrativo quase concluído e, basicamente, temos quase todas as condições criadas, faltando apenas celebrar o acordo de financiamento para que o projecto tenha o seu desenvolvimento”, assegurou o ministro João Baptista Borges.

Segundo o governante, o projecto de construção da central fotovoltaica de Cabinda vai conhecer nos próximos tempos avanços significativos, uma vez que o processo de financiamento está quase finalizado, bem como estão concluídos os estudos de impacto ambiental.

O projecto tem como objectivo reforçar a capacidade de produção de modo a eliminar o défice que se regista no fornecimento, bem como melhorar a qualidade do serviço de distribuição de energia eléctrica na província.

O projecto da nova central de energia solar fotovoltaica vai dispor de 200 mil painéis solares, incluindo um sistema de armazenamento de bateria de 25 MWp cada uma, devendo ser implementado em três fases. 25 megawatts dos 90 a serem produzidos na central fotovoltaica servirão de armazenamento, o que vai permitir reduzir a quantidade de consumo de combustível actuamente usada no terminal de Malembo.

A ideia, segundo sustentam os mentores do projecto, é a de durante o dia parte da cidade ser atendida pela central fotovoltaica (energia solar) e à noite ter cerca de 25 megawatts disponíveis, permitindo, assim, mais horas de fornecimento do sistema com menos custos. Os estudos do impacto ambiental e social do projecto estiveram a cargo de um consórcio integrado pelas empresas Elsewedy Electric, Ambigst e a Nemus.

Os estudos incidiram, sobretudo, nas questões ambientais nas áreas da ecologia, biodiversidade existente, ecossistemas, bem como na utilização dos recursos por parte da população e na vertente social junto às comunidades. Depois de feita a avaliação dos impactos positivos e negativos, foram propostas medidas de mitigação para reduzir os impactos negativos, bem como adoptar medidas para potenciar os impactos positivos identificados.

O consórcio tem já elaborado o plano ambiental e social, onde estão inseridas as medidas de mitigação e outros planos que serão operacionalizados quer na fase de construção da obra, quer na fase de operação. Refira-se que a província de Cabinda é abastecida de energia eléctrica a partir das centrais térmicas de Malembo, Chibodo e Santa Catarina.

A Central Térmica de Malembo, principal fonte de produção e distribuição, possui uma potência instalada de 145 MW, constituída por cinco turbinas, sendo duas de 35 MW e três de 25 MW. Actualmente, a capacidade de produção está reduzida para 64 megawatts devido à paralisação de duas turbinas.

Na central do Chibodo, que conta com 18 grupos geradores, apenas quatro (4) estão em funcionamento, enquanto na unidade de Santa Catarina os seis geradores que possui estão fora de serviço, o que tem provocado cortes constantes, sobretudo no período nocturno, no fornecimento de energia eléctrica aos consumidores.

Para suprir o défice no fornecimento de energia eléctrica à população, o ministro João Baptista Borges assegurou que, neste momento, está a ser feito um trabalho na Central Térmica de Malembo que visa superar as dificuldades provocadas pela paralisação das duas unidades de produção.

POR:Alberto Coelho, em Cabinda

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