O Presidente da República, João Lourenço, inaugurou, há instantes, na província do Bengo, uma fábrica de alumínio, que gera, neste momento, mais de mil postos de trabalho.
Em declarações aos jornalistas após a inauguração, o Chefe de Estado afirmou que Angola não pode crescer apenas com recursos públicos e destacou a necessidade de atrair investimento privado em todos os sectores da economia.
João Lourenço explicou que a estratégia de exportação passa por transformar localmente as matérias-primas extraídas ou importadas, acrescentando-lhes valor e criando emprego, enquanto se diversificam as fontes de divisas do país.
Ao ser questionado sobre o impacto da unidade na redução de preços do alumínio, João Lourenço explicou que, em termos económicos, o aumento da oferta tende naturalmente a reduzir preços, mas que será preciso acompanhar a produção antes de avaliar o efeito real.
Ministro garante que entrada em funcionamento da infra-estrutura reduz custos logísticos
Já o ministro da Indústria e Comércio, Rui Minguês de Oliveira, destacou que Angola já dispõe de empresas que actuam na extrusão do alumínio, na produção de materiais de construção e no fabrico de bens de consumo.
De acordo com o governante, a entrada em funcionamento da fábrica garante uma fonte local de matéria-prima, reduz custos logísticos e reforça a competitividade da indústria nacional.
Rui Minguês de Oliveira explicou que parte da produção será destinada ao mercado interno, enquanto outra parte será orientada para a exportação, contribuindo ambas para o aumento das receitas em divisas.
AL&DL destaca sucesso do estudo de impacto ambiental na inauguração da fábrica Huatong
Por sua vez, o gerente da empresa AL&DL – Produção de Serviços Ambientais, David Loké, afirmou que os estudos de impacto ambiental realizados pela instituição foram determinantes para o sucesso da inauguração da fábrica de alumínio ocorrida nesta localidade e presidida pelo Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço.
Segundo o responsável, a AL&DL teve a responsabilidade de conduzir o Estudo de Impacto Ambiental do projecto, cumprindo rigorosamente as exigências técnicas e legais, sob a supervisão do Ministério do Ambiente.
O objectivo principal foi garantir que a implementação da unidade industrial decorresse de forma sustentável, com a devida mitigação dos possíveis danos ambientais.
David Loké explicou que, numa primeira fase, foi obtida a licença ambiental de instalação, seguida da elaboração de planos de monitorização ambiental, passo essencial para a atribuição da licença ambiental de operação. Com a inauguração oficial da fábrica, a empresa inicia agora as suas atividades, sustentada pelos mecanismos de prevenção e mitigação dos riscos ambientais previamente identificados.
O gerente destacou ainda a importância desses estudos, sobretudo por se tratar de uma empresa que produz elementos químicos, o que exige maior rigor na preservação do meio ambiente.
Para além dos estudos técnicos, foram também promovidas ações de educação ambiental, incluindo palestras, com vista à consciencialização e redução significativa dos impactos ambientais.
“São estudos fundamentais para prevenir possíveis desastres futuros e assegurar que o desenvolvimento industrial ocorra em harmonia com o ambiente”, concluiu.








