O Conselho de Administração do Porto do Lobito, liderado pelo seu presidente, Celso Rodrigues de Lemos Rosas, e a Agência do Facilitador de Trânsito do Corredor do Lobito (AFTTCL), representada pelo secretário executivo, Amadeu de Jesus Alves Leitão Nunes, acordaram, ontem, no Lobito, reforçar a cooperação institucional e a coordenação operacional, com vista a tornar o Corredor do Lobito mais eficiente e competitivo.
A reunião, realizada na sede do Porto do Lobito, contou com a participação de administradores executivos e não executivos, directores e assessores da empresa, bem como de directores da AFTTCL, com destaque para o responsável pela componente da Zâmbia.
O encontro permitiu alinhar mecanismos de trabalho, melhorar a circulação de informação e estabelecer formas mais regulares de articulação entre as duas instituições, consideradas fundamentais para o funcionamento integrado do corredor logístico e para uma resposta mais eficaz aos desafios operacionais.
Entre as principais medidas acordadas destaca-se a criação de pontos focais em cada instituição, que deverão assegurar uma comunicação mais directa e eficiente, reduzindo os tempos de resposta e facilitando o encaminhamento dos assuntos operacionais aos interlocutores competentes.
As partes decidiram igualmente estabelecer um mecanismo regular de partilha de relatórios e dados sobre o desempenho do Porto do Lobito, com vista a melhorar a monitorização das operações e reforçar o diálogo técnico com os diferentes parceiros públicos e privados envolvidos no Corredor do Lobito.
No domínio da promoção externa, o Porto do Lobito e a AFTTCL manifestaram a intenção de desenvolver uma estratégia conjunta para a promoção e captação de investimentos nacionais e internacionais, através de uma mensagem articulada em fóruns empresariais, feiras e encontros de negócios.
O presidente do Conselho de Administração do Porto do Lobito, Celso Rosas, defendeu a realização de encontros trimestrais entre as duas instituições, como forma de acompanhar a execução das acções acordadas, avaliar os resultados e antecipar eventuais constrangimentos.
“É importante que estas reuniões sejam realizadas trimestralmente, para avaliarmos o que está a ser feito, corrigirmos o que for necessário e garantirmos que tudo corra da melhor forma”, afirmou.
Celso Rosas considerou igualmente necessária a realização de visitas ao longo de todo o Corredor do Lobito, de modo a permitir uma visão mais abrangente das oportunidades existentes, identificar constrangimentos e consolidar o mercado associado à infra-estrutura.
“O Corredor do Lobito é vasto e não se resume ao Porto. Integra o caminho-de-ferro, as estradas, os aeroportos e outras infra-estruturas que devem funcionar de forma articulada”, sublinhou.
A cooperação entre as duas instituições ganha particular relevância num contexto de crescente procura internacional por corredores logísticos capazes de assegurar o transporte eficiente de minerais críticos e estimular novos investimentos em infra-estruturas, logística e cadeias de valor.
A reunião enquadra-se no esforço de consolidação do Corredor do Lobito como uma plataforma logística e económica integrada, capaz de aproximar Angola dos mercados da República Democrática do Congo (RDC) e da Zâmbia, reforçando a sua posição como uma das principais portas de entrada e saída de mercadorias da região.
Sob o lema “Corredor do Lobito, Somos Todos Nós”, os participantes reafirmaram a necessidade de uma actuação coordenada entre os diferentes intervenientes, assente na confiança, transparência, previsibilidade e partilha de informação.
A visão defendida pelas partes passa por apresentar Angola, RDC e Zâmbia como uma plataforma económica integrada, aproveitando as complementaridades dos três países e criando melhores condições para a circulação de pessoas e mercadorias, a atracção de investimentos e o desenvolvimento de novas cadeias de valor ao longo do Corredor do Lobito.













