A população empregada, com 15 ou mais anos, no II trimestre de 2026 foi estimada em 10 milhões. As mulheres continuam a ficar para trás nos indicadores de emprego, que, no mesmo período, apontam para um ligeiro aumento da taxa de desemprego.
José Zangui
No período em análise, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de emprego foi estimada em 44,2%, contra os 42,3% registados no trimestre anterior. Segundo o documento, na área urbana, a taxa de emprego foi mais alta, situando-se em 48,2%, superior à observada na área rural, que se fixou em 35,6%, evidenciando uma diferença significativa entre as áreas de residência.
Por outro lado, a taxa de emprego dos homens, de 47,0%, foi superior à das mulheres, que, no período de referência, foi de 41,6%.
No que diz respeito à faixa etária, os dados indicam que o grupo etário dos 35 aos 44 anos concentra a maior parte da população do país. A taxa de emprego dos jovens dos 15 aos 24 anos foi de apenas 21,9%.
Durante o período em análise, o estudo refere que 63,6% da população empregada trabalhou em negócios privados (não agrícolas). Cerca de 23,4% em explorações agrícolas e 9,5% trabalhou no sector público, ou seja, no Governo ou numa empresa estatal.
O INE refere que a população em idade activa, ou seja, com 15 ou mais anos de idade, no II trimestre de 2026, foi estimada em mais de 23 milhões de pessoas, das quais 12 milhões constituíram a força de trabalho, que corresponde à mão-de-obra disponível para a produção de bens e serviços que entram no circuito económico, ou seja, a soma da população empregada e desempregada.
Baixos salários
Segundo os dados estatísticos, enquanto uns procuram por um emprego, há pessoas em idade activa que estavam fora da força de trabalho, ou seja, que não exerceram qualquer actividade remunerada nem outro tipo de trabalho, não estavam disponíveis para trabalhar ou não estavam activamente à procura de trabalho.
De acordo com o Presidente do Conselho de Administração do INE, Joel Futi, muitos destes fazem-no por preferirem empregos de qualidade, recusarem baixos salários e, por isso, não estarem interessados em procurar emprego.
Taxa de desemprego fixou-se em 21,5%
No II trimestre de 2026, a população desempregada de 15 ou mais anos era de 2 milhões, 790 mil e 821 pessoas, o que representa um aumento de 7,6% em relação ao trimestre anterior.
Segundo o PCA do INE, os dados demonstram um ligeiro aumento da taxa de desemprego da população activa, de 21,3% para 21,5%.
“O desemprego apresenta maior concentração nos jovens com 15 a 24 anos de idade, cuja taxa de desemprego foi de 40,5%”, disse.





