OPaís
Ouça Rádio+
Qua, 4 Mar 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Ministério quer instalar no país refinaria de ouro

Jornal Opais por Jornal Opais
5 de Maio, 2023
Em Economia

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, afirmou, na última Quarta-feira, em Cabinda, a pretensão de o ministério instalar uma fábrica em Angola com o intuito de começar a refinar o ouro localmente, de forma a evitar que este metal precioso seja exportado em estado bruto para outros países

Poderão também interessar-lhe...

Micro Capital disponível para conceder crédito e contribuir para a inclusão financeira

Angola convida empresários estrangeiros a investirem no sector eléctrico nacional

BM investe 10 milhões de dólares para requalificação dos sistemas de abastecimento de água em cabinda

O governante expressou essa ideia no acto da inauguração de um projecto aurífero adstrito à Mineração Buco-Zau, uma empresa de direito angolano que se dedica à prospecção, desenvolvimento, extracção de activos de ouro e demais metais preciosos em Cabinda.

Segundo o ministro Diamantino Azevedo, o ouro é um mineral extremamente importante. “É por isso que o ministério está empenhado para além da pro- moção de mais projectos de ouro, também criar uma refinaria para que possamos começar a refinar o ouro aqui no nosso país.” Na ocasião, Diamantino Azevedo exortou os promotores a não se abdicaram da sua responsabilidade social com a implementação de projectos sociais sustentáveis que façam com que a população consiga ter meios, conhecimentos e hábitos para que elas próprias possam criar a sua sustentabilidade.

“Isto é possível com o empenho e experiência dos promotores do projecto e dos trabalhadores expatriados”, vaticinou. Segundo o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, o projecto Mineração Buco-Zau obedeceu não só aos aspectos geológicos e técnicos mas também os aspectos inerentes à conservação do meio ambiente com a preservação das espécies nativas da flora e fauna da região, de modo que “no fim da vida útil do projecto possamos recuperar e reabilitar a área o máximo possível de acordo àquilo que era antes.”

O governante referiu-se bastante sobre os aspectos ambientais e anunciou, na ocasião, que “estamos a pensar em instituir um prémio para as empresas mineiras que tenham melhor desempenho social e ambiental.” “Esperamos que vocês sejam os primeiros a ganhar este prémio que queremos instituir. Fica aqui lançado o desafio”, disse.

O administrador municipal do Buco-Zau, Oscar Dilo, espera que o projecto ora inaugurado seja um factor de desenvolvimento para alavancar a economia e melhorar a vida das comunidades locais, enquanto a governadora provincial Mara Quiosa afirmou que a mineração vai agregar uma mais-valia a outros projectos que estão na rota de desenvolvimento, geração de empregos e na movimentação da economia de Cabinda.

50 quilos de ouro explorados

A Mineração Buco-Zau, ora inaugurada, começou a sua actividade na província de Cabinda, em 2015, numa extensão de 331 quilómetros quadrados. O primeiro investimento de USD 4 milhões, permitiu, a priori, a aquisição de uma planta de produção com capacidade para processar 50 toneladas/hora que, na verdade, só lavrava 30 toneladas de detritos o que provocou um impacto negativo na sua produção.

Por este motivo, a empresa foi forçada a investir mais USD 10 milhões para aumentar a capacidade de lavrar detritos de 30 toneladas para 180 toneladas por hora. Em 2021 e 2022, a empresa produziu 50 quilogramas de ouro avaliados, no mercado comercial, em USD 2 milhões e 750 mil. 40 quilos dessa produção foram exportados para Portugal.

Em entrevista ao jornal OPAÍS, o director da Mineração Buco- Zau, Ranieri Almeida, disse que os primeiros resultados representaram uma baixa produtividade e um elevado custo da produção, já que a planta com capacidade para produzir 50 toneladas só conseguia atingir 30 toneladas de lavragem por hora. Para conferir maior agilidade e melhorar os dados económicos do projecto, segundo com Ranieri Almeida, a empresa investiu mais dinheiro para a aquisição de uma segunda planta com capacidade de processamento de 150 toneladas por hora e adicionada às 30 toneladas da antiga unidade passou a ostentar uma capacidade total de 180 toneladas por hora.

Com a entrada em funcionamento da nova unidade, segundo revelou a este jornal Ranieri Almeida, a capacidade de produção mensal da Mineração Buco-Zau será de 15 quilogramas de ouro, enquanto o complexo mineiro do Luezi vai produzir 12 quilos por mês. O objectivo é aumentar a capacidade de produção para tornar o projecto rentável para captar uma série de acções que são importantes quer para a empresa quer para o desenvolvimento do município de Buco-Zau, em particular, e da província de Cabinda, em geral.

Para além da Mineração Buco- Zau, a empresa controla também o complexo mineiro do Luezi que engloba três zonas de exploração, nomeadamente Luezi, Mongobuco e Penicácata. Até ao momento, a empresa controla 28% da zona potencial secundária já avaliada, com 54 ocorrências minerais identifica- das, com 38 áreas em desenvolvimento, das quais 21 lavradas. No tocante às minerações primárias, os trabalhos de prospecção já efectuados permitiram a identificação de várias zonas potenciais de existência de ouro primário e 2.250 amostras indicativas de zonas onde está localizado este minério.

Mais de 200 empregos

O projecto Mineração Buco-Zau emprega, neste momento, 222 funcionários, 175 têm empregos directos, com idades que variam dos 20 aos 55 anos distribuídos em sete áreas de actividades, tais como operações, máquinas e equipamentos, administração, geologia, transformação, beneficiamento e controlo. A primazia do emprego, segundo Ranieri Almeida, vai sempre para pessoas localizadas nas aldeias e áreas abrangidas pela exploração.

Em relação à protecção do meio ambiente, Ranieri Almeida adiantou que a empresa tem uma equipa bem treinada focada na conservação e reabilitação ambiental com a colecta e reposição de mudas da própria floresta do Maiombe. Em viveiro, que se encontra no estaleiro, no Binga, a empresa conta com um total de 8.500 mudas que vão ser reabilitadas nas áreas lavradas. “Temos contribuído, em parceria com a gestão do Parque Nacional do Maiombe, na protecção da fauna, bem como temos de for- ma muito consistente monitorado com análises diárias e mensais das águas drenadas e dos entulhos das nossas operações”, assegurou Ranieri Almeida.

POR: Alberto Coelho, em Cabinda

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

Micro Capital disponível para conceder crédito e contribuir para a inclusão financeira

por Jornal OPaís
4 de Março, 2026

A Micro Capital, Sociedade de Microcrédito, inaugurou, ontem, em Luanda, um novo escritório, preparado para atender às pessoas que procuram...

Ler maisDetails

Angola convida empresários estrangeiros a investirem no sector eléctrico nacional

por Jornal OPaís
4 de Março, 2026

O secretário de Estado para a Energia, Arlindo Bota Carlos, convidou os investidores presentes no “Africa Energy Indaba 2026”, que...

Ler maisDetails

BM investe 10 milhões de dólares para requalificação dos sistemas de abastecimento de água em cabinda

por Jornal OPaís
4 de Março, 2026

O Banco Mundial vai desembolsar dez milhões de dólares norteamericanos para a modernização dos sistemas de abastecimento de água potável...

Ler maisDetails

Angola inaugura stand na ITB, a maior feira de turismo do mundo

por Jornal OPaís
4 de Março, 2026

Arrancou, ontem, 03 de Março, na Alemanha, a maior feira de turismo do mundo, a ITB Berlim 2026, que decorre...

Ler maisDetails

Marido mata mulher por ciúmes no Uíge

4 de Março, 2026

Escuteiros esperam do Papa mensagem de conforto para os vulneráveis

4 de Março, 2026

Governo prepara espaço para acolher missa papal na Lunda-Sul

4 de Março, 2026

A colisão de direitos na era digital: entre a liberdade de expressão e a salvaguarda da honra

4 de Março, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.